Amar? Have you SURE?
Ou como você deveria realmente arrumar um advogado antes de começar qualquer relacionamento amoroso.
A verdade é que nós fazemos as pessoas acharem que é tudo um mar de rosas. Que tudo é azul e que não há NADA de ruim em amar. Mas isso, ISSO, não é verdade.
A verdade é que não há nada, NADA, mais complicado do que o amor. Nem minha mãe. E olhe que ela é bastante complicada, tenha certeza absoluta. Enfim, ninguém me disse o que eu tinha que passar quando o meu coração inventou essa história de amar e ser amado. Puseram tudo nas letras miúdas do contrato.
Ninguém em disse que eu tinha que sentir tudo com tanta força. Sim, tudo bem, eu sinto muita felicidade em olhar aqueles olhos cor-de-mel dele. E também me sinto no céu quando ele me abraça forte e, principalmente quando diz que me ama. Me sinto completa. Me sinto extremamente bem e mais: sinto como se fosse a coisa certa a fazer desde o começo. Quero dizer, nós dois, o nosso relacionamento.
Tudo bem, essa parte é ótima e tudo, mas veja bem: se a parte boa é muito BOA, a parte ruim é muito RUIM.
Primeiramente, como você sabe, com toda a certeza, que a outra pessoa te ama como você a ama? E se ele amar menos? Afinal, só quem sabe o quanto ama é a própria pessoa! Não tem nenhum amômetro para medir ou coisa assim (que pena!). Além do quê, esse negócio de amor e talz, deixa você muito suscetível a qualquer coisa que sua outra metade faça. Um atraso, uma frase impensada, um desleixo qualquer e pimba: você está jogada em cima de seus lençóis, chorando não só as pitangas, mas as acerolas, uvas e talvez até os morangos.
Você fica sensível. E claro, não pode gritar com sua mãe. Não que eu grite (er, er). Mas enfim, não pode fazer nada do gênero, por quê ela vai usar seu amor ultra por seu gato como arma: você fica de castigo de namorado! Acreditem, descobri isso da pior maneira possível. Que é, ÓBVIO, ficando de castigo. Mas, claro, eu não fiquei de castigo por essa razão, por quê, como disse, não grito com minha mãe. Er.
E além de tudo, suas amigas encalhadas (HUHU!) não querem sair com você e seu namorado e reclamam que você só fala dele. E você sente que só é completa quando está com ele. E você sente falta dele o tempo todo e o tempo que você passa ao lado dele parece miseravelmente curto. É tudo uma agonia, um stress. Nossa, podem ter certeza, esse negócio de gostar de alguém não é fácil.
Não estou reclamando nem nada. E nem posso. Amar é como vender a alma ao diabo: não tem volta. Eu já amo e agora é tarde para voltar atrás.
E eu não voltaria. Jamais. Por quê mesmo sendo um preço alto a pagar (a sensibilidade excessiva, a suscetibilidade a aproveitadores de sentimentos alheios e etc.), vale totalmente a pena. Só o fato de saber que alguém gosta de você, alguém que, impressionantemente, você também gosta (vocês sabem como isso é difícil de acontecer!). E que te agüenta nas suas TPM’s, mau-humores e . E que te olha nos olhos e diz que te ama e você se sente a mais plena das criaturas, a mais feliz, a mais abençoada.
Além do quê, para quê medir o amor? Mesquinho é o amor que pode ser medido, alguém disse alguma vez. E não é que era verdade?
PS.: Ok, não é certo, mas eu grito com minha mãe. Quem nunca gritou, atire a primeira pedra! Ou não, se quiserem preservar seus monitores!
PPS.: Esse foi para você, meu presente.
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