I (L) NY. E a Globo e o Capitalismo!

Ou como eu nunca consigo ficar calada.

Eu até tento. JURO. Mas é muito mais forte do que eu. Não é como se eu conseguisse ver alguém defendo um ponto de vista bem hipocritamente sem fazer nada. E acontece que isso é uma das coisas que eu vejo legal lá na minha sala. Como era de se esperar, nossa turma ADORA um debate e quase todo mundo participa. Os últimos foram sobre a “Dominação Cultural” dos EUA e se ela existe aqui ou não E sobre a mídia e se ela faz bem em se intrometer em casos policiais. Sinceramente? Nunca fico plenamente satisfeita quando estou participando de um debate. Queria dizer várias coisas, mas a boa interação entre colegas de classe fala mais alto e, sinceramente, não vou arranjar uma briga com ninguém por que SIMPLESMENTE a pessoa não concorda com o que eu falo. Mas nada me impede de dizer tudo o que eu quero dizer bem aqui.

Eu não acho que modo ALGUM que exista dominação cultural. Simplesmente não existe. Pelo menos não aqui, no Brasil. Sabe, nossa cultura é MUITO rica. Temos antecedentes culturais holandeses, portugueses, franceses, japoneses, italianos, alemães e por aí vai. Por que então dizer que o fato de tomarmos coca-cola e vestirmos jeans é dominação cultural? Sabe o cuscuz? Árabe. A feijoada? Inventada por africanos. Tanto a nossa cultura como a nossa língua puxa para si o que é BOM para ela, algo que ela NÃO tem e gostaria de ter. Então se vestimos jeans e bebemos coca-cola é por que simplesmente nós gostamos disso e não por que há uma grande mão invisível nos impelindo a beber coca-cola. Eu simplesmente NÃO entendo por que as pessoas têm que ser tão psicóticas sobre os EUA. Sabe, foi-se o tempo que eu me sentia assim. Nós também não somos as pessoas mais legais, sabe? Se o G8 pisa em nós, nós pisamos na América Latina como um todo. Não perceberam? O Brasil dita as regras por aqui. Nós TAMBÉM somos imperialistas. Imperialistas o suficiente para não vir, cheios de dor-de-cotovelo, reclamar. Ah, façam-me o favor!

Parece existir um tipo de estereótipo de pessoa inteligente na faculdade. A pessoa tem que ser: socialista, odiar os EUA (óbvio), dizer que o Brasil é uma merda e reclamar de todo e qualquer presidente que estiver no poder.  Ah, claro: detestar a Globo também entra no pacote. Ou seja: eu sou uma asna, prazer. Por que eu não acredito nem um pouco nos ideais socialistas nem tenho problema nenhum com os EUA. Vocês acham que eles são ruins? Imaginem se fosse a China no lugar deles. Ou não, se ainda quiserem dormir à noite.  E mais: Eu não tenho nenhum problema com a Rede Globo, também. Por que, sejamos SINCEROS: eu quero o MELHOR para mim. E a Globo dá dinheiro e visibilidade, coisas importantíssimas, não só na área jornalística como em qualquer outra. Eu não faço muita questão de trabalhar num órgão que não tem poder nenhum. Fala sério, que tipo de fracassado ia querer isso? Eu serei mídia e toda mídia influencia. Sim, queridos, não vou negar que influenciávamos, influenciamos e continuaremos a influenciar. Mas, se todas as mídias influenciam, por que essa frescura com a Globo? Todas são iguais, a Globo só tem mais campo. Eu acredito que seria bom as pessoas pararem de concordar com tudo que elas acham que é certo e realmente refletirem sobre o que elas pensam. Parece que estou cercada de Maria-vai-com-as-outras. Nem toda influência é negativa. Por exemplo: o fato da Globo ter dado ênfase (acho que até demais) naquele caso de Isabella Nardoni fez com que ele se desenrolasse BEM MAIS RÁPIDO. Se a mídia metesse o bedelho em mais casos assim, não teríamos problemas com casos não resolvidos! Porém, as pessoas preferem repetir o que todo mundo diz, ao invés de formarem suas próprias opiniões. Argh. Parecer inteligente não é SER inteligente. Ficaadica.

Pauta para o TUDO DE BLOG: Todos nascem originais e morrem cópias.

Somos iguais por que somos diferentes.

Ninguém é igual. Nós podemos pintar o cabelo de loiro, vestir calças jeans rasgadas e balançar a cabeça ao som de Paramore. Mas não somos iguais. Seria renegar toda a nossa a existência a dados apenas exteriores. Gostar de sapatos iguais ou de um mesmo tipo de seriado não quer dizer que todos nós sejamos peças iguais que jogam o mesmo jogo. Nossas digitais, tanto as físicas como as espirituais, são únicas. Ninguém vai ter a voz igual à sua. Podem até chegar perto, mas NÃO é a sua. Ninguém tem a mesma caligrafia que você. Ou o mesmo jeito de sorrir. Ou os mesmos sonhos. Nós não somos iguais. Nós nem somos a mesma pessoa durante toda a nossa vida. Nós mudamos a cada segundo, a cada acontecimento. Não consigo pensar em nós como massa compactada, todos pensando as mesmas coisas o tempo todo. Isso seria negar a profundidade do nosso ser, deixar-nos rasos mental e psicologicamente. Nós somos diferentes e isso nos faz fortes. Isso faz com que nós completemos os quebra-cabeças que aparecem na nossa vida. Nós somos iguais apenas no fato de sermos únicos. E não deixe ninguém dizer o contrário.

PS: Espero que esse post fique. Perdi uns posts por causa da troca de hospedagem da Lu. Tomara que acabem nossos problemas!

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6 thoughts on “I (L) NY. E a Globo e o Capitalismo!

  1. Oie tudo bem?
    Miga eu simplesmente acho nossa cultura muito rica, há quem diga mesmo o contrário mas para mim nosso país é rico, não digo que somos 100% porque há milhares de coisas que estragam nosso querido país mas pelo menos nós tentamos e quando conseguimos temos sucesso, debate é uma coisa que eu nem entro pq se eu falar tudo que penso aí a coisa fica preta hehehhe.
    Bjs até +!!

  2. Um aplauso para ti! Não sou brasileira (sou portuguesa, neta de brasileiros), mas acho o Brasil um país lindo, maravilhoso, com uma riqueza cultutal imensa. É claro que tem seus pontos fracos, como a violência e a pobreza, contrastando com a riqueza, é verdade, mas é um país maravilhoso, que eu já tive o prazer de visitar 3 vezes e tenho certeza que visitarei muitas mais, mesmo porque as minhas raízes são brasileiras e tenho o Brasil no meu coração.
    Não tenho nada contra os Estados Unidos e muito menos a Globo, que tem os melhores atores (meu ídolo é a Eliane Giardini), os melhores programas, as melhores minisséries, seriados, novelas… E os Estados Unidos têm os melhores produtos e filmes. Fazer o quê? Gosto de coisas populares e comerciais, sim. Se isso faz de mim burra, então, prefiro ser uma burra feliz do que uma inteligência rara e fria!
    Bjs e tudo de bom.

  3. 😆 Amanda é a minha primeira vez aqui i todo o post e adorei,essa semana eu tive que rebater agumas pessoas por causa do Big Brother que pode não ser um programa cultural, mas não consigo entender a repulsa que as pessoas tem do programa, acho que não há uma dominação cultural mas há sim uma “hipocrisia mental” das pessoal, quando eu fiz esse post acho que de 17 pessoas que comentaram só umas 3 assumiram que assistiam o Big Brother,e essa hipocrisia mental vai longe pois tem gente que nunca saiu nem da cidade de onde mora e fica dado valor para as porcaria que vem de fora,sendo que temos um país maravilhoso para se conhecer acho que a única influencia é agumas palavras que são um tanto americanizadas, mas não exatamente por influencia, mas sim por não haver uma tradução clara para o português!

    Parabéns pelo pots muito bom!Beijocas!

  4. Também me revolto com essa coisa toda de ser revolucionário e odiar tudo que é no poder. A mídia não manipula as pessoas, NÓS nos manipulamos, nós fazemos nossas escolhas. A mídia hoje em dia mostra todas as opções, cabe a nós seguir o que for mais agradavel, mais prático. Mas não, tem gente que quer parecer cool e seguir tendência do que dita as pessoas que estão no poder.
    “No inverno o esmalte escuro vai bombar!” Só vai bombar porque alguém que tem voz ativa disse, senão o povo nem ia se tocar.
    “Calça larga será top na estação” Só vai ser porque saiu na Vogue Americana. Tá, mas não é em qualquer corpo que uma calça larga fica bacana, e é aí que vem a auto-manipulação.
    Por isso eu gosto de estilo de vida, não importa o que saia nos tablóides, você faz seus próprios costumes.

    flyingkiss.jpg

  5. A-D-O-R-E-I o post, vc disse tudo
    eu sou louca pra conhecer os EUA, assisto a Globo, e num to nem aí todo mundo faz isso, mso q diga q nao!!!
    adoro varios artistas americanos, e sim eh isso aí!

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