O amor na real.

Ou como as pessoas precisam parar de confundir as bolas.

Antes de começar esse post, quero dizer que eu sou uma pessoa extremamente romântica. Sou sim, juro. Eu adoro coisinhas fofas, como ligar só pra dizer que ama e receber flores. Também acredito em amor para toda a vida (e, maybe, além da mesma) e em só amar uma pessoa por toda a vida.  Mas vamos deixar umas coisinhas bem claras aqui: romance de vida real é romance de vida real e romance de livro/filme/ocacete é outra coisa.

Não vou dizer que não choro litros quando vejo um daqueles super galãs falando para a mocinha (se ela for morena, melhor) que desde o primeiro momento que a viu, ficou louco por ela. E aqueles fins-de-filme que acabam com algum guri jogando o que provavelmente era um campo de rosas em cima de sua musa, o amor da sua vida! Lindos, lindos! Mas vamos combinar? Não ocorre. Simplesmente não ocorre na vida real.

O meu namorado não tem um cavalo branco e não me traz rosas sempre que vem me ver.  Não que ter um cavalo branco fosse adiantar de qualquer coisa. Mas, enfim. A questão é que eu meio que tive que implorar um século para ele se tocar que eu queria ganhar, alguma vez na minha vida, um bouquet – mentes sujas – de rosas vermelhas e talz. Ele até traz bombons, mas só quando ele sabe que eu estou de TPM e que ele, realmente, terá de usar armamento pesado para domar a fera (oi). Ele não me utiliza como musa para escrever músicas ou poemas e nem lembro da última vez que ele me escreveu algo que tivesse mais de três linhas. Ele não me pediu para casar com ele um ano depois de começarmos a namorar e sequer pensamos em noivar tão cedo.

Mas o que importa é que ele está ali sempre que eu preciso. Ele me aguenta quando eu estou tão intragável quanto xarope de cachorro – não pergunte – e nem ao menos reclama. Tudo bem, talvez ele tire um pouco de sarro da minha cara e não tenha nenhum amor à pele dele, mas mesmo assim. Ele me manda mensagens que dizem que ele não para de pensar em mim ou que sente muito minha falta. Nós temos apelidos estranhos um para o outro e só nós os entendemos. Ele traz um bombom que eu gosto, faz a barba quando eu digo que ela está me arranhando.  Ele me faz rir. Se preocupa comigo. Faz planos comigo, mesmo que demoremos para pô-los em ação. Sente ciúmes de mim. Ele está ali. Ele não é um príncipe encantado saído daquelas historinhas emocionantes (e bobas, admito). É muito melhor: é o meu cara. O perfeito para mim. Feito sob encomenda por esse Deusão legal que sempre pensa na felicidade das pessoas. Ele não vai engolir o ciúme como Edward (vide Twilight) , por exemplo, faria. Ele vai ficar muito puto da vida comigo e vai me dar um gelo  dos brabos até o caso ficar bem claro. Eu vejo que ele lutaria, como já lutou, por nós. Ele dá valor ao que nós temos e isso é mais do que qualquer um pode pedir. Ele me faz feliz como nunca ninguém jamais me fez.

E eu não creio que um principezinho qualquer conseguisse tal feito. Quando a gente quer ser, mesmo, jogada na parede e chamada de, bem, de nossos nomes mesmo,  de que serve um tipinho desses? Quando a gente quer saber se ele gosta de nós, quando esperamos um ataque de ciúmes dele, de que ser ve alguém assim? Alguém se  sente amada só por palavras, rosas e bombons? De que serve esse dito romantismo sem… amor? O amor e o calor que dele emana? Não acredito em amor sem ciúmes. Sem amassos. Sem sussuros quentes e particulares. Sem brigas. Não acredito em perfeição. Perfeição não existe. E se ela existir, não existe amor. Amor deve ser algo que nos tira do sério e não algo milimetricamente organizado para ser uma cena perfeita em um cenário perfeito com protagonistas (irc!) perfeitos. Adoro ler livros de romance ma continuo preferindo o meu príncipe, normal sim, mas encantado ao seu modo. Os Edwards da vida ficam nos livros. E apenas neles.

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One thought on “O amor na real.

  1. Nossa Mandy, que texto mais lindo.
    Tão bom ter alguém ao nosso lado especial assim, tão bom poder se sentir assim, né?
    Também prefiro as coisas que meu namorado faz para mim aos buquês de rosa que poderia ganhar dele.
    Bjitos!

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