Ups. Desejo errado!

É muito irritante desejar a coisa errada. Tudo bem, irritante é um eufemismo dos brabos. A irritação, no caso, talvez seja a coisa menos importante no desejar a coisa errada. Claro, estou me baseando em pessoas normais, como eu e você. Quero dizer, não poria minha mão no fogo por você, obviamente. Creio que nem por mim. Quem poderá dizer, com 100% de certeza – isso é, sem nenhum daqueles pensamentos duvidosos de última hora que geralmente nos fazem hesitar –  que eu sou normal? Afinal, tudo depende do referencial, já diria meu professor de Física quando estava dando aulas de Física Moderna para mim. Um anormal é aquele. Como alguém se passa para estudar anos uma coisa incompreensível como aquela. Sei da minha parte que ouvi apenas o início poético da causa. Depois se tornou aborrecido demais, então tirei meu mp4 da bolsa e continuei com a ler Crepúsculo, que era o melhor que eu fazia, na minha opinião. Escolha errada, eu sei. Vi mais tarde, na prova da estadual. Porém, não fez nenhuma diferença. Ainda entrei na Universidade Federal e em décimo lugar no meu curso, de fato que não sinto muito peso na consciência. Mas voltemos ao assunto inicial, que não era Física – argh! – nem tampouco  o julgamento de sanidade ou insanidade para com a minha pessoa ou qualquer outra. E sim o fato de desejar errado.

Não pense que falo de desejos proibidos. Não tenho a menor vontade de desencaminhar um padre – isso é, se ele estiver encaminhado, claro – ou de fumar maconha. Não que isso figure, obviamente, no hall de honra dos desejos proibidos. Não me levem a mal, mas o máximo de emoção que quero na vida é uma casa confortável, uma conta bancária recheada e muito amor à minha volta – sem arrependimentos e essas outras coisas que estragam qualquer felicidade amena. Não faz mesmo o meu gênero esse negócio de Instinto Selvagem, masturbação dirigindo um carro em alta velocidade e  andar por aí sem calcinha, etc. Sou uma garota pacata – bem, talvez nem tanto – que apenas traça objetivos e depois traça metas saudáveis para alcançá-los. Ou algo assim.

O problema é quando traçamos nossas metas e suamos rios para conseguí-las. E então descobrimos que, olha que pena, não era bem isso que estávamos procurando. Acabamos por desejar a coisa errada. E nos esforçar pela coisa, er, errada. Justamente a que não nos faria pessoas mais felizes ou diferentes, de um modo positivo .  Justamente aquela que nos faria mal.

Eu queria tanto entrar pro time das tudo de bloguettes e eu entrei. Depois de escrever o melhor post que pude e entregar o endereço eletrônico do meu blog para avaliação, eu recebi um e-mail, no começo do ano, me informando que eu era a feliz (?) participante, dentro de 1000 e cacetada inscrições, da equipe de 70 blogueiras que figurariam nas páginas da Capricho esse ano. Fiquei bastante feliz. Pelo menos até as primeiras pautas. Não vou mentir que, sinceramente, o fato de que sou uma universitária agora  totalmente influenciou a situação. Eu não estava afim de escrever sobre o que pagaria para ter um beijo do Pattinson. Até por que, me perdoem a chatice, eu não pagaria coisa nenhuma. Sorry.

Sem querer bancar a metida a coisa, eu queria escrever sobre assuntos mais interessantes ao meu ver. Tinha umas pautas que realmente me intrigavam. Mas a maioria delas são fúteis demais até para mim. Eu não sei o que, realmente, eu esperava de uma revista para adolescentes na faixa de 12-16 anos. Não que eu tenha muito mais. Mas, sinceramente, eu louca para falar sobre a teoria da conspiração, sobre os EUA e tudo o mais e aquele povo empacado no Robert Pattinson? Culpa minha, totally. Eu não sabia que cresceria tanto durante o ano que me preparei para o vestibular – prova odiosa.

Não me tornei uma pessoa séria ou desprovidade de ataques futílicos. Adoro falar sobre porcarias, bobagens e, convenhamos, isso nos faz respirar mais facilmente algumas vezes. Mas eu não tenho mais todo esse condicionamento cerebral – digo isso no alto dos meus 19 anos – para escrever sobre essas coisas felizes várias vezes por semana. E com prazo de entrega.  Entenda,  se for para escrever bobagens sem ser paga por isso (e sem receber lá muita publicidade), quero escrever bobagens que eu inventar e quando eu quiser.  Talvez eu apenas não seja o estilo que a revista procura. Talvez essa revista, essa abordagem, não seja o que eu procuro. Eu desejei errado, mas sempre é tempo de voltar atrás e procurar algo certo para desejar.

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9 thoughts on “Ups. Desejo errado!

  1. Foi um dos motivos que não me convenceu para ir em frente com o pensamento de inscrever-me. Além da falta de criatividade e até mesmo assunto diante dos assuntos propostos, nem todos são interessantes.
    Bjitos!

  2. Eu também meio que me desestimulei com as pautas do TDB. Quando a gente não participava, pareciam tão mais interessantes, não? Sério, não me lembro de ter lido posts sobre assuntos tão desnecessários como o beijo leiloado do Edward. Mas é que acho que as pautas pro site são bem mais bobinhas, já que são sugeridas pelas participantes. As da revista são mais elaboradas e têm relação com alguma matéria de destaque da edição, acho legal.
    beijos!

  3. Aloha!

    Pois é, eu quis muito participar do TDBlog. Só me fudi.
    Parece que o conteúdo do meu blog não é “compatível” a ideologia deles…
    Aff…
    Boa sorte, querida. Seja sempre vc.

    ***

    Obrigada pela esperança que me dá.
    Até pq as pessoas a minha volta não são lá namorados em potencial…

    Aloha!

  4. Quando entro num blog e me deparo com posts ‘pauta para TDB’, fecho na hora. Não por puro preconceito, mas porque TODOS esses posts pro TDB q eu li são fúteis demais (‘até para mim’, usando as tuas palavras), e restringem demaais a criatividade e o talento de algumas blogueiras poraí (digo algumas, pq muitas não tem nem tem criatividade e nem talento). A Capricho está completamente decadente, a última que eu tentei abrir só endeusava o tal do pattinson, os jonas brothers, a hanna montana e o nx zero, incitando todas as jovens a entrar em fã clubes e fazer loucuras por esses aí. ai, deu enjôo, sabe? Finalmente leio alguem que tenha coragem de ser franca em relação a esse TDB aí. Beijos!

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