Teorias maternas mortíferas.

Ou como realmente preciso de dos tampões de algodão para os ouvidos.

Tenho uma coisa para confessar-vos. Na verdade, tenho um milhão delas. Mas não sou bocó nem nada de ficar me abrindo para todos e qualquer um. Nesse negócio, sou meio ostra. Aliás, de quem foi a idéia de falar sobre primeira vez no TDB? Sorry, my dears, eu não faço muito o gênero: oi, quero compartilhar minhas atividades sexuais, existentes ou não, com o meio mundo de leitoras teens facilmente excitáveis e loucas por uma historinha de sacanagem. Eu sei bem, eu já fui uma delas (velhice mode on). Não que eu esteja me usando para julgar todas as adolescentes do mundo. Mas, se você é uma adolescente e lê a coluna do Tudo de Blog no site, você é assim. Aproveite a sua excitação infanto-juvenil enquanto eu aproveito a minha apenas juvenil sem holofotes em cima de mim. Enfim, mas o que eu ia confessar, que não tem nada aver com atividades íntimas, portanto uma criança de seis anos pode totalmente ler esse post (não): a minha mãe realmente me irrita, sometimes.  Tudo bem, ela passa quase todo o seu tempo disponível me irritando. Quando ela não está tentando bancar a mãe moderna e tentando conversar sobre motéis comigo – sim, assunto para outra postagem – ou reclamando por que a minha cama está parecendo um ninho de ratos – juro que só tinha duas agendas e um estojo em cima dela – ela vem com as suas teorias sobre relacionamento homem-mulher. Eu não ligaria para elas mais do que eu ligo para todas as suas teorias, se no final elas não acabassem sempre da mesma forma: minha mãe é a cara e eu sou o lixo.

Uma das teorias dela é que você não deve ser besta para o seu namorado. Parece bastante certo de início, mas isso é por que você não ouviu o resto. Eu mesma me sentei para escutar essa. Começou com sempre: ela contando do que fazia com seus antigos namorados. Coisas do gênero: ele me deu um bolo, então tudo bem eu chamá-lo para ir no cinema depois e ir mesmo para esse cinema – só que acompanhada de outro. Quando eu gritava chocada algo como “Mãe!”, ela continuava e dizia que só assim os homens aprendem a não fazer a mesma coisa. E dane-se aquela coisinha chamada bom-senso. Aliás, coisinha sem graça essa. Pelo menos para minha mãe.

– É por isso que Weslley – meu bofe, para os desavisados – continua chegando atrasado. Ele sabe que vai se safar com qualquer desculpa, como estar cortando o cabelo com o vizinho dele!
– Mas ele realmente estava cortando o cabelo com o vizinho dele!
– Como pode saber disso?
– Além do fato óbvio, oi, que eu confio nele, ele estava com resto de cabelo nas orelhas e no pescoço.
– Ah, Amanda, você cai em qualquer uma.
– É claro, mãe. As pessoas vivem borrifando tocos de cabelo em si mesmas para usar como desculpa para atrasos.

Logo depois dessa, geralmente, vem a pior teoria, que a da incrível e impossivelmente lógica e irreparável – parei com os adjetivos, juro – infidelidade masculina. Segunda minha mãe, ela é inevitável. É como um tique. Eles não podem controlar. E daí, ela diz, encontram uma BANANA (sim, é essa a palavra que ela usa) que nem você e a festa está feita. Ou o enterro. De acordo com a mesma, é preciso ser durona e fazer o seu namorado entender que se agir daquele jeito vai receber represálias (como ver você indo para o cinema com outro sujeito).  Algo a ver com adestramento: latiu, sem biscoito e cara feia. Não latiu, toma o biscoitinho! E ela segue, enquanto olho para ela como se um trem tivesse me atropelado. Não que eu teha sido atropelada fisicamente qualquer vez na minha vida por qualquer tipo de veículo. Mas o tempo todo estou sendo atropelada psicologicamente pela Locomotiva Mom, que passa a todo vapor, esmagando as últimas migalhas de auto-confiança que juntei desde o último atropelamento. Claro que tenho minhas próprias teorias sobre como e por que minha mãe se tornou essa pessoa do mal, se falando em realcionamentos (algo a ver com um namorado pulador de cerca do mal) e parei de levar a sério qualquer e toda teoria materna sobre amor ou qualquer coisa ligada ao mesmo. Mas, sometimes, é simplesmente difícil. Principalmente naquelas duas semanas malignas que passo inchada e me sentindo tão mal que não me chocaria nem um pouco com o fato do meu namorado me trocar por algo menos inchado e com um humor mais humano. Por que, ao menos, eu me dou ao trabalho de escutá-la?!

Nota mental: Colocar fones de ouvido no máximo ou se retirar do recinto quando minha mãe começar com: o cara lá do escritório andou dando em cima de …  A porra da minha curiosidade só me faz mal.

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9 thoughts on “Teorias maternas mortíferas.

  1. Que lindo, eu nunca li Capricho, HAHA

    Avisa pra sua que os tempos mudaram honey, life sucks, xoxo.

    Minha mãe não teve nenhum relacionamento antes do meu pai, em compensação meu irmão conta sobre as ex dele, hilário! Versão masculina desse diálogo.

  2. Só uma coisa a dizer: minha mãe também é assim, tem umas coisas meio chatas pra falar e ainda bem que esse tipo de assunto não é o mais preferido dela, mas ainda assim ela tenta puxar assunto de vez em quando. Ela gosta de falar coisas do tipo fofoca, do meu irmão com a namorada, da vizinha, da novela, só que nem em tudo eu concordo com ela e isso acaba me estressando.. xD
    mas às vezes eu confesso que é legal, elas tem coisas pra passar pra gente e diz aí se as vezes num é útil?! hasudhaudha
    Outra coisa.. eu também acho meio ‘constrangedor’ o TDB botar esse tipo de temas, sei que temos que lidar com todo tipo de assuntos mas é meio estranho isso pq é uma coisa que escrevemos para todo mundo ler então…

    Bem, espero que você se recupere do ‘branco blogueiro’ logo! ;D
    beeijo :*

  3. hehehe na moral, vc já me contou uns casos da sua mãe, tenho a maior vontade de conhecer ela deve ser uma figuraça! Essa do conselho eu ri de mais e tive que mostrar para mamãe, que balançou a cabeça e flw: Lu, eu fazia a mesma coisa! Mas não faça olha a ressaca moral! ahuahauhauhauhauhauha ri mto!
    Vc é genial!
    bjos

  4. Sério que você se acha velha? Eu sou o que então? XP Mãe moderna é treta hein? Eu gosto da minha. Ela é divertida e me entende em algumas coisas como ninguém. Eu até deixo ela ser moderna, o problema é que a banana daqui de casa ela é ela. É a vida. Não conversamos sobre e vamos bem assim… Na verdade ela me acha trouxa por outros motivos, mas não me convém discuti-los… E quer saber? Eu não escrevi a pauta da primeira vez porque não queria relembrar certas coisas por conta do atual namorado. No geral, achei super válida. 😉

  5. Você está certíssima, onde já se viu a capricho fazer perguntas sobre a primeira vez e as meninas responderem assim do nada, como se não fosse nada de mais? Aliás, sua mãe tem um dom que eu mesma queria ter…

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