Livros? Na sacola!

Eu admito que sou uma pessoa cheia de vícios.  Uns vícios realmente péssimos, como roer as unhas. Outros não tão ruins assim, como… er. Bem, o importante é vocês entenderem o básico, que é: meus vícios geralmente não fazem mal a ninguém, senão a mim.  E a outra coisa da qual necessitam ser informados é que esse começo não tem – para não dizer nada – muito a ver com o assunto que eu vou abordar posteriormente agora: como é difícil se desfazer de livros. Bem, ler meu blog dá nisso. Eu aviso, aviso, mas ainda existem umas pobres almas bondosas que insistem em fazer caridade.  Agora, aguentem as consequências. Paciência!

Bem, é claro que é difícil se desfazer de livros. E, para mim, é difícil me desfazer de qualquer coisa que seja,  como se pode perceber no meu post anterior. Mas livros… Livros são um vício louco e psicótico. Vocês não podem ter idéia da situação, a não ser que sejam tão loucos e psicóticos como eu.  Eu sou uma maníaca por livros desde cedo, e quando eu digo cedo é cedo mesmo. Uma vez ainda lembro, quando a biblioteca do colégio no qual eu estudava foi aberta, no mesmo ano ganhei um prêmio por ter sido a pessoa que mais pegou livros na biblioteca. Mas tarde, pude ver que isso não quer dizer nada, uma vez que podemos pegar livros e não lê-los. Mas naquela época, eu tinha tempo de sobra para lê-los e eu os lia, de cabo a rabo. E não tinha nenhum preconceito. Lia de tudo o que tivesse na estante de literatura infantil e infanto-juvenil – mas também apenas nessas. E, depois que cresci, pouca coisa mudou. Continuei sendo viciadésima em histórias, de verdades ou de mentiras. Claro que adquiri uma preferência por determinados tipos de autores e determinados tipos de livros, mas sem me fechar para a experimentação de novas sensações que um autor nunca experimentado pode trazer. Apenas selecionando o que eu tenho certeza que vai me proporcionar uma good trip. Nunca fui de comprar livros. Infelizmente, eles são caros e eu não sou do gênero que lê o mesmo livro 800 vezes seguidas. Mas, claro, sou de ganhar. Muitas pessoas sabem da minha psicose por livros, daí você pode ver no que dá. Creio que o melhor presente que meu pai já me deu foi o “Harry Potter e O Cálice de Fogo”. Cheguei em casa e estava ele, bonitinho, em cima da minha cama. Dá até um arrepio lembrar. Não sei nem explicar a felicidade em me apossar daquela nova história. Eu só sei mesmo que não demorei mais que dois dias para terminar de lê-lo! Fora esses presentes, que obviamente, não se pode dar pra alguém – graças a Deus, por que eu não quero nunca deixar de ter uma desculpa para não me livrar dos meus amados livrinhos de Harry Potter – tem claro, os outros livros. Os livros didáticos, livros que um dia comprei e que, OBVIAMENTE, ainda estavam aqui na minha casa, tomando espaço.

Estavam. Sim, estavam. Por que um belo dia – na verdade dia 27/10/2009, o mesmo dia da louca dos papéis no lixo – eu decidi que aqueles livros mega lesos e que eu tinha lido pelo menos um século atrás, perdoada a hipérbole, e não tinha a menor intenção de ler novamente deviam ser repassados para mãos que planejassem lê-los. Tive que desviar de algumas pedras no meio do caminho criadas, claro, pela minha consciência psicótica pró-traças. O pior argumento – quero dizer, o mais difícil de transpor – foi o maldito por que você não guarda pros seus filhos? Fiquei seriamente tentada a não doar, no fim das contas, aqueles livrinhos velhos e um pouco machados pelo tempo. Mas, graças a Deus, meu senso  – o bom – voltou a tempo de me mostrar que, se eles estavam carcomidos agora, imagine daqui a não sei quantos anos. E ninguém garante também que meus filhos vão gostar de ler – I hope so, I hope so, I DO hope so! – e, se gostarem, ninguém garante que vão gostar do mesmo tipo de livros que eu gostava quando pequena. Na verdade, os livros não eram nenhum Meg Cabot, JK Rowling, CS Lewis ou algo que valha. Então pus tudo numa sacola e dei para a minha prima menor que, God knows, realmente precisa aprender a fazer algo útil para o intelecto, como ler.

O que, obviamente, adiciona mais um item riscado à minha lista! Yupi!

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3 thoughts on “Livros? Na sacola!

  1. Eu também adoro ler, sabe! E compro livros sim, e tenho problema de me desfazer deles. Os didáticos não, só faço questão dos de Língua Portuguesa, o restante, se os meur irmãos não precisarem, doarei numa boa. Ah, e algumas pessoas também me presenteam com livros, pra mim é o melhor presente a se ganhar!!
    Blog lindo, amei!

  2. oi amanda!!
    pois é… eu sou psicótica com livros também, mas não tanto quanto você, acredito eu. aqui em casa nós temos uma biblioteca, então os livros que eu tinha quando eu era mais nova estão todos lá. às vezes minha mãe faz uma limpa e dá mais alguns para umas bibliotecas. os didáticos já foram faz tempo. mas os livros que eu comprei, por livre e espontânea vontade e os que eu ganhei de presente, assim, de mais velha um pouco, não posso nem pensar na ideia de dar! vou guardar tudo… seja pra mim ou para meus filhos!! e assim como você, eu espero que eles gostem de ler como eu… assim, quando eles vierem, Deus sabe lá quando, eles já vão ter milhares para ler… \o/

    beijocas!!

  3. Eu não sou de me desfazer de livros e não é por amor a eles não. Não que eu não ame livros, ler, histórias e letras. Muito pelo contrário. Mas acho que é mais da mania de não conseguir me livrar das coisas – que é um pouco mais suava que a sua, imagino.
    Bjitos!

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