E a vaca foi pro show de rock.

Tudo bem. Antes de tudo vocês tem que saber que eu NÃO SOU UMA PESSOA DA MUVUCA. Não sou mesmo, at all.  Eu gosto de ficar em casa, dormindo, namorando, comendo, lendo, fazendo qualquer coisa que  seja no computador, enfim. Não sou uma pessoa badaladeira ou quaisquer que sejam os nomes que se dá para quem mora mais na rua do que na sua própria casa. Quando eu saio – oh! – é para um programinha calminho. Algo do gênero tomar um sorvete, ir pegar um cineminha, ir à uma praia mais afastada – odeio aglomerações -, etc. O mais balada que eu chego é um forrozinho pé de serra em algum lugar legal. Ou pelo menos eu poderia dizer isso, uns dois dias antes. O negócio é que aconteceu um tal de feira música brasil aqui mesmo, em Recife, e a vaca – e eu, também, claro – foi não para o brejo, mas para o show de rock (não que, acreditem, haja muito diferença entre os dois).

É claro que também, a  esse ponto da narrativa, vocês também devem ser informados de que a minha pessoa também não é realmente uma garota de ir para shows. O único – VERGONHAVERGONHAVERGONHA – que eu tinha ido até agora era o de Roupa Nova, que nem assisti até o final, por que tinha prova no outro dia de manhã cedo – um simulado para ser mais exata. E eu era terceiranista ainda. Ou seja: de Roupa Nova, no Chevrolet Hall, que é um espaço super bem estruturado onde muitos cantores/bandas legais vão para fazer shows,  para Pitty/Fresno/Strike, no Marco Zero, que é um ponto turístico daqui de Recife, de graça é, certamente, um grande pulo. Um pulo que eu ainda não tenho certeza se deveria ter dado, mas enfim, vamos aos fatos.

Tudo começou quando minha irmãzinha linda, loira e louca, a @caroline_arruda, fez um escândalozinho básico do gênero: tem-show-de-fresno-de-graça-e-e-eu-tenho-que-ir. Claro que olhei com tédio para ela – vocês sabem como é olhar com tédio, aquela coisa meio só levantar os olhos para a pessoa, falar e abaixar os olhos logo depois – e disse: E eu tô com teus pés? Foi o máximo que eu consegui fazer sobre mim, por que duas semanas depois, estava eu me arrumando, junto com minha prima e minha irmã para ir para o show da Pitty, que era um dia antes do de Fresno e era, obviamente o que me interessava. Claro que super me animei quando soube que tinha Pitty e nem atinei para o Marcelo D2 que iria se apresentar logo depois. Na verdade, evitei pensar. Sou do tipo que, se pensa muito, desiste. Então, lá íamos nós, um quarteto feliz (?)  – Weslley foi também, claro – às onze da noite, para o Marco Zero, assistir minha diva brasileira do rock – claro que a mundial é Hailey, sorry -, quando nos damos de cara com algo que não estávamos REALMENTE esperando: uma multidão. Muita gente, tanta que a gente tinha de andar em fila indiana, agarrados uns nos outros para não se perder. E, vou te contar gente, se fosse uma multidão de pessoas bonitas e felizes, talvez eu não me importasse tanto. Mas tinha cada alma sebosa mal encarada que Deus me livre (obviamente o público do D2, desculpe-me quem é fã)!

Porém, Deus não me livrou de vê-las, então fui em frente, até encontrar um lugar mais ou menos que eu pudesse me mexer sem bater em alguém. Desnecessário dizer que ficamos LONGÉRRIMO do palco e que ver os cantores, só pelo telão. Mas enfim, encontramos o tal lugar e dali não nos mexemos mais, a não ser para comprar uma pastilha – coisa da qual me arrependi no momento que dei o primeiro passo eu direção a multidão de caras-feias. Foi uma noite para ter paciência: gente passando do meu lado, esbarrando, esmagando, pisando no pé – ainda bem que eu tive a brilhante idéia de ir de tênis, senão meus  hoje, provavelmente, ainda estariam esmigalhados do bendito show -, parando na frente da minha prima e da minha irmã com cara de bêbado e de quem queria tascar um beijo em uma das duas. Digo logo, foi uma noite difícil. E as bandas que tocaram antes de Pitty? Uma pior que a outra, pelo menos para mim e Weslley e Carol e Gabrielly e quem mais estivesse escutando que não fosse familiar de quem estava tocando. Pensei seriamente em suicídio. Mas, enfim, uma hora começou o show de Pitty e posso até dizer que tudo valeu a pena. A baiana tem uma presença de palco INCRÍVEL, fez todo mundo pular – para tristeza da minha prima, por que cara pulo alheio era um pisão no seus pés (mas eu avisei para ir de tênis, ninguém me escutou…) – e cantar junto, foi uma coisa linda. Infelizmente acabou rápido em comparação a tudo que tivemos que aguentar antes do show dela.  E eu acho que nunca me destraumatizarei daquelas caras horríveis que vi nesse show.

Mas tudo bem. O que importa é que risquei mais um itenzinho da minha lista de 101 coisas para fazer em 1001 dias. Quem é que lga para pesadelos, não é mesmo?

PS: Esse post DEMOROU séculos para ser escrito, que horror.

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11 thoughts on “E a vaca foi pro show de rock.

  1. Pra mim tem gente dos dois tipos que gostam tanto de Pitty quanto de Marcelo D2, eu gosto de algumas músicas dos dois. Mas não escuto.
    Pensa mesmo pelo lado bom, o que você foi ver uma cantora que tu curte muito 😀 E isso vale super a pena, apesar de tanta gente 😛
    Beijocas

  2. No show do Maroon 5 em que fui, embora tenha sido em um lugar fechado, também teve uma confusão básica na hora de entrar… e uma rampa enoorme pra subir correndo hahaha *medo só de lembrar*. Bônus: fãs de RBD acampando na fila por causa do show que seria dali a 3 semanas hahaha
    Mas apesar dos trancos e barrancos, ver aquele cantor que a gente adora sempre vale a pena, não é?

    Beijos ;**

  3. Sou muito parecida com vc nessa questão de odiar aglomeração e muvuca. Meus programas normalmente são os mesmo que você citou…cinema e tutz. Esse ano queria ir no Planeta Atlântica aqui de Floripa – vai ter Pitty – e eu INCRIVELMENTE estou com vontade de ir =O será que levo a minha vaca pro show tb? HAHAHAHA bjos!

  4. Mas para ver quem nós gostamos, tipo, não vale a pena qualquer coisa? HAUHAUAHAUHUA Eu só fui em poucos shows, é que sou mais de ir pras baladinhas e tal, não faço muita questão de show, embora eu goste muito.
    Beijos.

  5. Nossa, que saga hein? Hehe
    Eu também sou mais caseira, nunca fui pra um show, festas em boates, essas coisas. A primeira festa em boate que eu fui foi final do ano passado com a família do meu namorado xD
    Mas o bom foi que você pôde realizar um dos itens da lista 😉
    Bjinhos!

  6. Também odeio um aglomerado humano. Já fui em dois shows em toda minha vida, um da Sandy&Júnior quando eu tinha seis anos (meu pai é um santo) e outro do Radiohead, esse ano. No último fiquei incomodada com a multidãosó na saída, era um corredor estreito e todo mundo queria sair ao mesmo tempo. Caos, caos, caos. Fila indiana, todo mundo se segurando, levando vários pisões no pé. Mas valeu a pena.
    E o seu também, então vamos ficar felizes.
    beijos

  7. O post pode ter demorado, mas ficou bom! Também tenho essa agonia de pessoas suadas e mal-encaradas ao meu redor… também sou contra essas multidões e acho que nunca fui numa tão grande, mas sempre que vou em algum show tento achar um espaço pra mim. Posso ser magrela e baixinha, mas não deixo que ngm me empurre e me deixe espremida ou me faça sair do lugar, sou brava e invocada! sauhsauhusahusauh
    beijos

  8. Também não gosto de multidões, lugares cheios e etc… A não ser que seja em algum shown! Aí pra mim quanto mais lotado melhor! Vai ver que é por isso que eu não vou em muitos… Hn.

    Beijos!

  9. Eu tenho fobia de multidões e isso me impede de ter uma vontade que me faça sair de casa para assistir a shows nessas condições. Um dos poucos que me dispus a ir foi da Ivete, quando teve de graça no Pq. do Ibirapuera aqui em Sampa, mas mesmo assim ficamos longe, lá no fundo, perto dos maconheiros; pelo menos não ficamos expremidos na multidão. :p
    Bjitos!

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