Just let me, please.

Pois é. Não tem coisa pior do que não ser temido quando você está pagando a maior banca de mandão e fodão. Talvez seja assim que você se sente comigo e talvez seja por isso que você tem tantos problemas comigo. Desde, deixa eu ver, sempre?! Já não estava na hora de você, sabe, me esquecer? Deve ter algo muito ruim sobre mim com o qual você simplesmente não consegue lidar. Eu não estou te pedindo um tratamento maravilhoso, sabe? Não mesmo. Principalmente por que a essa altura do campeonato eu não espero nada desse gênero de você. Só conviver com você sem estar sempre com medo de estourar uma veia de tanta raiva já seria mais do que o suficiente.

E você reclamando que tinha pedido desculpas e eu não tinha aceitado. Olha, sinceramente? Faz parte do meu dever cristão perdoar. E é só por isso que desculpo, embora eu não possa simplesmente de me impedir de remoer. E também eu não posso deixar de sublinhar que você está pedindo desculpas pela causa errada. Por mim você poderia me bater até a morte – tudo bem, obviamente que não, só uma metáfora -, desde que me tratasse como uma pessoa normal, que eu sou. Que é basicamente o tratamento mais básico que eu posso receber e o único pelo qual ainda espero. Sua predileção por quem quer que seja não me fere at all. O que simplesmente me irrita é esse seu problema comigo, essa perseguição sem pra quê.

Eu e você jamais vamos nos dar mesmo que remotamente bem e eu não vou fingir que não me sinto mal com isso. Não, não vou fingir. Eu realmente gostaria de ter uma mãe que, talvez, me comprasse menos coisas e me tratasse de maneira digna. Por que eu estou fodendo para o que de material você tem para me oferecer, sabe? Por que depois que o material acaba, o que fica? Sem melação, mas o que fica? Porra nenhuma. Nada. Um vazio a ser preenchido e que ninguém pode preencher por que é a merda do seu lugar e ninguém, infelizmente, can replace it. Mas, como já disse anteriormente, eu posso conviver com isso. Afinal, é uma ferida antiga e, se ninguém mexer nela, ela pode pelo menos passar despercebida de vez em quando. Cicatrizar, nunca. Mas ser esquecida, sim. I just can’t stand essa sua mania de apontar meus defeitos como os piores do mundo e de atribuir tudo de ruim que acontece nesse mundo à minha pessoa. Por que, só para constar, mesmo que eu quisesse ser essa pessoa péssima que você pinta, eu nem teria tempo para ser tão ruim.

Eu realmente tenho pena do quanto de carência Weslley tem que suprir. Ele é realmente um herói. Na verdade, talvez ele só me ame de verdade e quando se ama, não é um problema tão grande demonstrar isso. É. Deus é bom. Se fecha uma porta, mas se abre uma janela. Apenas gostaria que a porta fechada simplesmente parasse de ranger.

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4 thoughts on “Just let me, please.

  1. Uau, adorei o post *-* Não se entendi direito, mas pelo que minha pobre cabecinha pôde assimilar, vc não anda muito de boa com sua mãe. Olha, relações familiares não são lá muito fáceis de lidar, e acho que o tempo e um pouco de diálogo sejam, talvez, os melhores remédios para tantas feridas assim. Beijos!

  2. Que coisa. Bom, relações familiares são sempre essas oscilações mesmo. Tem hora que amamos nossos pais, tem hora que odiamos nossos irmãos.

    Nunca vi uma família de propaganda de margarina.

  3. Ai Mandy, se você soubesse o quanto lamento ao ler essas coisas… De verdade, não gosto de saber que existem filhos e mães com relacionamentos tão difíceis de se lidar.
    Mas convivo com um de perto, então sei do que você está falando.
    Só torço para que melhore.
    Bjitos!

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