My super hero.

É. E como eu começo esse texto? Eu provavelmente deveria estar postando a continuação do meu conto, que Weslley tanto me cobra. Mas, sabe, achei que alguém como o meu pai e algo como o aniversário dele realmente mereciam um lugar aqui no meu blog. Não que ele vá ler. Quero dizer, não tenho nenhuma intenção de mandar meu pai ler meu blog, claro. Não que tenha algo de extraordinário aqui. Na verdade, justamente por isso. Por que o mandaria perder o seu precioso tempo aqui? Nem ao menos sei por que meus escassos e amados leitores perdem seu tempo lendo meus posts sem pé nem cabeça. Mas, né? Pois é.

Meu pai. É. Não faço a menor idéia do que dizer aqui e qualquer coisa que eu fale não chegará nem perto da realidade. A verdade é que sempre tive uma preferência óbvia pelo meu pai. Não sei exatamente desde quando. Ao meu ver é desde sempre, por que simplesmente até onde eu me lembro, sempre foi assim. Não sei se apenas por que minha mãe simplesmente é uma sádica, mas enfim. O fato é que devo admitir que, realmente, meu pai é a pessoa da minha família que eu mais amo e pela qual tenho mais respeito. Afinal, na falta de uma mãe mesmo que remotamente normal, alguém tinha que tomar o lugar de afeto que caberia por direito à ela, não é mesmo?  Não que dê pra substituir, mas dá para viver. Pois é. Na verdade, meu pai tem uns defeitos que eu abomino, mas entendo. A mania dele de perder as estribeiras quando está de cabeça quente. Eu, sinceramente, não acho nem um pouco louvável esse tipo de atitude. Quero dizer eu, pelo menos, só perco as estribeiras quando eu realmente quero perder. Acho maior cara de pau perder as estribeiras e depois ‘ah, pô. mas eu estava de cabeça quente’. Não que eu jamais tenha feito isso. Mas foi cara de pau da minha parte também. Pois bem, meu pai tem esse defeito uó. Mas pelo menos ele tem uma qualidade que invejo e muito: a capacidade de pedir desculpas. Painho SEMPRE pede desculpas quando ele erra. Mesmo que, de vez em quando, eu fique irritada com o fato dele gritar comigo e logo depois vir me pedir desculpas, no maior gênero morde-assopra, ele pelo menos tem a hombridade de admitir que estava errado e pedir perdão. É mais do que certas pessoas que conheço fazem. Eu, obviamente, tento ao máximo não perder a cabeça, para não ter que pedir desculpas depois, coisa que odeio. Sou orgulhosa, não nego. Não me orgulho disso, mas também não me envergonho. No mundo atual, um nível de orgulho decente é  essencial para evitar ser esmagada pela multidão de egos inflados e prepotentes. Pior é ser um saco de pancadas indefeso e débil. Mas, infelizmente, devo admitir que gostaria de conseguir pedir perdão com mais frequência, mesmo sem ter culpa, do meu ponto de vista. Resolveria muitos dos meus problemas.

Mas, que coisa. Esse post era para ser sobre o meu pai. Se bem que, dammit, somos muito parecidos na maioria das coisas. Quando ia começar a namorar com Weslley, por exemplo, ele montou  a maior banca de pai do mal, brabo mesmo. Mas aí apresentei Weslley pra ele e foi tudo a maior, como é mesmo?, limpeza. Depois quem ficava encrecando era mesmo a minha mãe, que ficava controlando meus horários e insinuando coisas e coisas que me davam vontade de voar nela. Claro que não voei. Ainda quero estar na briga pelo meu lugarzinho céu, oi. E meu pai nunca foi muito chato para deixar eu ir pros lugares e, mesmo quando ele dizia não, eu conseguia fazê-lo dizer sim. Algumas vezes minha mãe me botava de castigo pelos motivos mais absurdos e meu pai deixava eu entrar me pedindo para, peloamordeDeus, não contar nada à ela. E pra quê que euzinha ia fazer isso, pelamor?

O que eu estou tentando dizer, desde o começo desse texto horrivelmente péssimo é que o meu pai é o meu heróizinho particular. Dizem que quando as crianças crescem, elas descobrem que seus pais são apenas seres humanos normais, perdem aquela noção fantasiosa de que o pai pode tudo. Bem, eu não perdi. Ainda acho que meu pai pode tudo. Ainda acho que ele é o best dad ever e que, simplesmente, o amarei por toda a minha vida com amor filial incondicional e com um certo companheirismo que só existem nas verdadeiras amizades.

Te amo muito, pai. Que Deus te dê muitos anos de vida repletos de muitaa felicidade! E que eu possa te ter sempre ao meu lado, quando eu precisar. Feliz aniversário.

PS. Se Freud diagnosticaria Síndrome de Elecktra? Não mesmo. Apesar de amar meu pai, ele definitivamente não é meu tipo, embora seja um gato.

Anúncios

3 thoughts on “My super hero.

  1. Amor incondicional tem dessas coisas… eu ainda não consigo me expressar como queria nesses momentos, sempre me atrapalho e fico só no básico. Eu e meu pai também somos muito iguais, e exatamente por isso batemos muito de frente. Faz parte. Em termos de relacionamento, me dou melhor com mammys… apesar de sempre acabar brigando com ela, tadinha. aha
    Beijo, amigue!

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s