A saga da camisinha verde.

Então. Primeiro quero apresentá-los à mais nova categoria do MV, escolhida com ajuda da @bjam_ e inspirada na eterna implicância dos meus amigos da faculdade com meus arroubos de sinceridade/confissões inconfessáveis.  O nome dessa categoria também podia ser “Intimidade é uma merda”, mas como eu não acredito nisso – embora meus amigos vivam jogando isso na minha cara – vai ficar TMI Alert mesmo. Em tempo: TMI = Too Much Information (Informação Demais). Também quero deixar aqui o meu protesto em relação à minha designação como a TMI da turma. Quer dizer, tudo bem, talvez eu fale um pouco demais. Mas a maior parte das coisas eu só deixo no ar e eles completam com a imaginação (suja) deles. Enfim, isso não vem ao caso. O que vem é que, como vocês já devem ter entendido, essa categoria será utilizada para categorizar (O RLY?) posts que tem conteúdo a little informativo demais, hehe. Só pra ninguém dizer que eu não avisei.

O caso é que sempre tive vontade de comprar uma camisinha. Mas nunca tinha tido coragem pra tanto. Eu perguntava a Weslley: “Como é comprar uma camisinha? Como as pessoas te olham?” e ele “É normal”. Quer dizer, homens! Tudo é “normal” pra eles! Claro que eu não podia aceitar tal informação como verdadeira. Apostava todas as minhas fichas que as pessoas me olhariam com aquela cara de “hm, a noite hoje vai ser boa, HEIN?” ou então me olhariam com aquela cara de “que tipo de ser desesperado é esse que compra a camisinha ao invés do namorado comprar?” (inveja, claro). O fato é: elas me julgariam, de qualquer forma. Para o bem ou para o mal, elas me  olhariam diferente, eu podia sentir. E eu também tinha medo de algum conhecido da minha mãe/meu pai trabalhar numas dessas farmácias e me verem comprando camisinha e contar pra eles. Ok, eu sou adulta e tal, mas isso não quer dizer AT ALL que eu queira que meus pais tenham certeza sobre minha vida sexual – embora eu tenha certeza que eles já tem, mas enfim. Também não quero que eles saibam detalhes como o sabor da camisinha que eu comprei e – ops, falei. Bem, já sabem que se eles lerem esse post, JÁ ERA. Mas enfim, se eles forem enxeridos de lerem meus posts, ainda mais um que pertence a categoria TMI Alert, é bem feito pra eles a traumatização. I warned.

O que ocorreu é que, depois de tanto tempo criando coragem para dar uma de mulher independente e comprar minhas próprias camisinhas na cara dura – só pra depois mandar Weslley guardar na carteira dele -, finalmente comprei. SIM, COMPREI! Um dia desses eu fui no shopping comprar um shampoo decente pro meu cabelo, que não aguenta mais Seda (Comprei Pantene e adorei! Tem um cheiro gostoso e meu cabelo se deu bem com ele), e aí entrei numa farmácia chamada Santa Maria – creio que é a única que tem ali naquele shopping. Tinha uma promoção com esse Pantene e resolvi comprar os produtos lá. Terminei me dirigindo ao caixa com o Shampoo, Condicionador, Creme de Pentear e duas lâminas de barbear (Daquelas que tem um tipo de “babinha” hidratante, para Weslley. Ele meio que tem alergia às outras e fica cheio de carocinhos no rosto). Quer dizer, essa sou eu.

Então, enquanto andava calmamente em direção ao caixa, eis que vejo a parte das camisinhas. Parei. “E aí, será que vai ser agora que vou criar coragem para comprar minha primeira camisinha?”, pensei. De fato, era muito mais simples comprar a bendita quando eu estivesse comprando outras coisas. Ainda que seja uma besteira, muito mais me constrangia o fato de ir para algum lugar só para comprar uma camisinha. Enfim. Olhei para o mostrador. Tinha de todas as cores, para todas as necessidades. Fui olhando e tinha umas marcas lá que eu nunca tinha visto mais gordas. Devo ser mesmo uma iniciante no mundo das compras sexuais. Cacei com os olhos as Jontex e Eros, que são as únicas que conheço e com as quais nunca tive nenhum problema – na verdade, as conheço antes mesmo d’eu pensar em ter uma vida sexual. Sabe como é, gaveta de calcinhas da minha mãe. Eros. Jontex. De morango.

Pausa para choque.

A propósito, não vejo graça na camisinha de morango. Ela tem um cheirinho legal, mas não é como se fizesse alguma diferença. Sou muito mais a de menta. (E para quem estiver pensando em vir com piadinhas do gênero “Senta que é de menta”, já aviso que meu namorado tem uma super gangue malandra e ele vai te achar e arrancar cada uma das suas unhas. Humpft)

Mas continuando. Fui procurar as verdinhas, de menta. Só tinha da Eros e de outra marca qualquer lá – acho que o nome era LoveTex or something like that. A embalagem dessa LoveTex era até bonitinha, mas quem vê embalagem não vê camisinha que preste né? Enfim. Peguei a da Eros e fiquei olhando as outras. Mas tinha de tudo mesmo. Com lubrificação extra, com espermicida – para os mais psicóticos -, com umas dobrinhas estranhas que prometiam “muito mais prazer”. Enfim. Enfiei a camisinha no meio dos produtos e me dirigi ao caixa com a minha melhor cara de “Tenho uma vida sexual e daí?”. Era uma mulher a caixa. Pensei: “Ufa. O máximo que pode sair daí é um olhar de inveja. Nada de olhares engraçadinhos or something like that”. Mas aí ela perguntou: “Dinheiro?” Eu: “Débito”. Ela: “Ah, então é lá no balcão” No balcão, estava um cara, olhando pra minha cara e esperando eu levar minhas comprinhas para ele registrar. “Merda”, pensei. “Ok”, falei.

Me dirigi pro balcão. Dei a cestinha pro cara. Ele passou, como era de se esperar, a camisinha por último. Admito que minha femme fatale interior ficou altamente constrangida com o fato, mas consegui juntar coragem para achar o cartão para pagar. Na verdade, eu queria pagar logo e sair, antes que desse de cara com alguma expressão diferente. Sabem, não é que o cara tenha feito uma cara estranha. Na verdade, eu não sei. Por que fiquei olhando pro chão a partir do momento que ele pegou a camisinha verde. Gastei toda a minha expressão “Tenho uma vida sexual, e daí?” com a mulher e pro cara só sobrou algo do gênero “Não espalha pra ninguém que comprei isso aqui, tá?”. Enfim. Paguei, peguei minha sacola e saí da farmácia rapidinho.

Na verdade, não foi tão fail quanto parece. Voltei ao meu estado femme fatale logo depois de sair da farmácia. “Ah, comprei  uma pacotinho de camisinhas, que legal”. E, quando Weslley foi me buscar no shopping, entrei no carro e, depois de algum tempo, olhei pra ele toda marota e falei: “Olha o que eu comprei!”. Ele ficou sorrindo, por que obviamente ele sabia da minha psicose sobre compra de camisinhas e disse: “Ah, comprou?”. Eu, animada: “Comprei. Tem razão, não é nada demais. Vou colocar aqui, depois você guarda na sua carteira, tá?” Weslley: “Tá, certo, põe aí”, indicando o porta-luvas. Coloquei e fiquei olhando. Meu Deus, e se Weslley esquecesse aquelas camisinhas ali e o pai dele encontrasse? Ele saberia que temos uma vida sexual, meu Deus! “Olha, você não esquece essas camisinhas aí não, pelo amor de Deus”, falei, agoniada. “Teu pai e teu irmão usam esse carro, seria bem constrangedor”. Weslley, rindo da minha cara e da minha preocupação, falou: “Tá, menina, deixa de ser besta”.

Ótimo. Acho que serei sempre a psicótica.

Espera.

Por que mesmo que estou publicando isso no meu blog? #fail

PS: A camisinha de menta da Eros é muito sem graça. A da Jontex é muito mais legal. 😉

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14 thoughts on “A saga da camisinha verde.

  1. HAHAHAHAHAHAHAHHA

    TMI indeed!!!!!!
    Oh, Amanda, tás fazendo jus ao apelido que a gente te deu, tudo bem que dessa vez você avisou antes.

    Assim, com esse post os comentários podem ser mais perigosos, porque enquanto você lê e vê algumas afirmações TMI style, surgem perguntas TMI style… mas, vou parar por aqui mesmo! hahaha

  2. Pingback: Tweets that mention A saga da camisinha verde. | maçãsverdes[dot]com -- Topsy.com

  3. HAHAHAHAHA, a-do-rei o seu post! Você não imagina quantas vezes eu já reuni coragem pra fazer isso, mas na hora H (sem trocadilhos bestas) eu sempre vacilo. Fico sempre imaginando que vai aparecer ao meu lado uma velhinha me olhando assustada ou algo assim… Enfim, depois dessa vou tentar criar coragem :] E, de fato, tô com você: a de menta da Jontex é tu-do. (porque mesmo que eu disse isso?).
    Beijão!

  4. Primeira vez que eu comento aqui,mas saiba que eu sempre leio 😀

    que é que eu posso te dizer,EU RI MUITO com essa história,heheheheheheheh.

    Adorei.Que conquista hein? Agora já pode ir na sex shop e comprar um monte de vibradores e chicote e #parei

  5. HUAHUAHUAHUAHUAHUAHUA aaaaaai caramba!
    Geralmente quando compro com o bê, o pessoal olha diferente tb…dica: nunca tente comprar halls pra disfarçar! mt menos se for extraforte HUAHUAHUA
    e ahhhh, amanda, pensa que a pessoa tá com invejinha auauahuhau sempre funciona comigo! gostei da categoria, quem sabe eu crio coragem pra fazer uma assim tb x.x o ruim é que minha mae é mt interada com o meu blog..sabe como é né!

    Beijooos linda! =***

  6. Amanda, ótima série… E como você mesma disse, pra gente é super natural entrar em uma farmácia e comprar preservativo!!! E tenho uma prima que antes também tinha esse problema, mas hoje em dia ela diz que compra até para os amigos.

    Ri bastante com o texto!

    Beijão!!!

    [www.auauricio.blogspot.com]

  7. Adorei!
    Eu morria de vergonha de comprar tbm, mas o mais engraçado foi uma vez que eu ia viajar e antes de ir quis fazer uma jantinha com o namorado. Fui no super e comprei pizza, vinho e camisinhas. O cara me atendeu com uma cara de “a noite vai ser boa, hein?”
    No dia seguinte fui pra Argentina. Só por desaforo fui em uma farmácia de lá e comprei um monte. Devem ter pensado: “essas brasileiras são tudo taradas!”

    beijos

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