Pra sempre.

Ela acordou ao seu lado. Ele ressonava daquele jeito tranquilo,  sua respiração fazendo cócegas atrás do seu pescoço. Seu braço estava envolvendo toda a parte superior do seu corpo nu, sua mão calmamente depositada na barriga dela. Ela se encolheu gostosamente para mais perto dele. Ele sorriu e entreabriu os olhos. Bom dia. Bom dia.

Ela levantou da cama, em direção ao banheiro, enquanto ele se espreguiçava na cama. Abriu o box, pegou seus 857 produtos de cabelo e começou o banho. Com a água bem quente, do jeito que ela gosta.

Do nada entra um jato de vento frio dentro do banheiro. Ela se vira e nota, com um sorriso, que alguém invadiu seu banho. Ele a abraça e sorri para os três potes diferentes de xampus e cremes de cabelo. Reclama da água quente. Deixa de ser mole, amor! Ele não discute, porém abranda a água para uma temperatura que, segundo ele, não esfole sua pele. Ela passa a bucha ensaboada nas costas dele, dando uma leve massagem para despregar aqueles problemas que insistem em grudar nas costas do seu amado e fazê-las doerem mais tarde. A água carrega as preocupações para o ralo, enquanto alguns raios de um sol vouyer adentram pelo basculhante.

Comem torradas com ovos (o dela, mexidos, o dele, inteiro) e  suco de laranja. Ele assiste ao noticiário da manhã enquanto ela lê alguma revista nova que chegou pelo correio. Ela levanta os olhos da revista para os olhos do seu marido. Os olhos cor de mel dele ainda são acesos, como há 50 anos atrás, quando ele pediu sua mão em namoro. Seu sorriso ainda é sincero e seu raciocínio continua sagaz para aquelas piadinhas infames que se tornaram sua marca registrada. Ela sorri. Do que você está sorrindo? De nada, amor, nada. Nada não.

Ele se inclina para um beijo. Ela retribui e, como não podia deixar de ser, morde o lábio dele. Ai, amor! Doeu? Doeu! Deixa eu dar um beijinho pra ver se melhora? Só um?!

Ela o ajuda a se vestir, ele assovia enquanto ela põe a lingerie. Tudo continua como sempre. Menos o amor deles. Esse cresce tanto que ela nem lembra como era no começo. Nem tem como. Está tão ocupada em sentí-lo que fica difícil pensar em alguma outra coisa.

Weslley, amor da minha vida. Consigo nos imaginar daqui a 50, 100, 200 ou 230 anos juntos. Por que meu amor por ti não tem tamanho nem fim. Eu só quero estar contigo pelo resto da minha existência – por que a vida já não é mais suficiente. Te amo. Tanto.

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