Prazer & Amor. Ou a história de uma tatuagem/vida, parte VI

Demorei para dormir nessa noite. Em parte por que passei um tempo considerável anotando tudo o que pude lembrar da narrativa de Anna. Mas a minha ansiedade pelo desfecho da história também exercia um forte efeito insone em mim. De forma que acordei, às 9 da manhã totalmente desorientada, com fortes batidas na minha porta e o que parecia ser uma voz infantil pedindo para abrí-la. Sentei na cama, coloquei a cabeça entre as mãos e amaldiçoei as crianças do condomínio de casas onde moro. Será que ninguém pode dormir em paz, principalmente depois de ter passado a maior parte da noite acordada?! É isso, pensei. Vou levantar e dar uma boa bronca no pivete que estiver batendo na minha porta à essa hora da manhã! Por que isso não é coisa que se faça, pensei, levantando impelida pelo puro e profundo sentimento de injustiça. Claro que as batidas cada vez mais fortes na porta também tiveram um pouco de peso na minha pressa em atender à porta.

Qual não é minha surpresa, ao abrir a porta pronta para passar um sermão num pivetinho constrangido e com a boca suja de biscoito, quando me deparo com a elétrica e empolgada Alice, segurando uma boneca de pano numa mão e a mão de Anna na outra.
– Oi! – cumprimentou Alice, empolgada, soltando a mão de Anna e emburacando sem cerimônia, através de um pequeno espaço ao lado das minhas pernas, na minha casa. Observei-a entrar, sem reação e ainda chocada com a disposição da pequena, àquela hora da manhã.

– Olá – respondi, mais por educação do que por ter alguém para escutar. Anna sorriu sem jeito: – Fomos para o parque, mas você não estava lá. Então resolvemos te procurar aqui – justificou-se, colocando um pedaço de franja meio longo demais para trás da orelha. – Tudo bem – falei, abrindo caminho para ela entrar na sala – Seja bem vinda. E não repare a bagunça – sorri. Pensei em perguntar como ela havia achado minha casa, quando eu, particularmente, não fazia a remota ideia de onde ela morava. Mas, realmente, não me parecia primordial fazer esse tipo de pergunta quando eu tinha uma criança de alta tensão perdida dentro da minha casa. Anna sorriu timidamente e entrou na minha casa. Olhou para a minha sala, meus móveis de madeira, minhas poltronas e meu sofá confortável e sentenciou: – Eu gosto! Poderíamos terminar a história aqui, não? – falou, sentando numa das poltronas e batendo numa almofada, para amaciá-la. Eu realmente não estava num bom momento para tomar decisões e disse apenas: – Claro. Sem problemas. Você podia só, er, chamar… – balbuciei, antes de ser interrompida pela própria Alice, que segurava meu gato, o Rodolfo, com as duas mãos, meio que mantendo-o no alto, apesar dos miados agoniados dele. – Olha o que eu achei, mamãe! – falou Alice, aparentemente muito feliz com a sua nova descoberta – ele não é lindo? – sorriu, enquanto abraçava um Rodolfo muito estressado.Achei que era demais para lidar quando se acabou de acordar e simplesmente disse, enquanto caminhava em direção ao banheiro: – Fiquem à vontade. Vou tomar banho e já volto. Rodolfo provavelmente nunca me perdoará. Mas todos temos nossas limitações.

Depois de uma chuveirada revigorante, me sentia mais viva e um pouco culpada pela fria recepção que havia dado à Anna e à Alice. Mas, bem. Quais eram as chances daquelas duas saberem onde eu moro, certo? Eu não tive qualquer preparação psicológica e simplesmente aquilo que parecia um sonho esquisito que acontecia toda vez que eu ia pro parque, se materializou em carne, osso e realidade na frente da minha porta. Um pouco de choque da minha parte deve ser perdoado. De qualquer forma, fui na cozinha, fiz um pouco de café, coloquei em duas canecas e me dirigi à sala, onde Anna estava sentada ereta na minha poltrona florida, com as duas mãos pousadas nos joelhos, encarando com bastante vontade a parede.

– Anna? – falei, oferecendo a caneca de café. Ela sobressaltou-se e pareceu aliviada ao ver que era eu que falava: – Oh! Obrigada! – falou, segurando a caneca com uma mão, enquanto a outra pousava entre seus seios – Você me assustou! Sorri e me desculpei, enquanto sentava na outra poltrona. – Onde está Alice? – perguntei, preocupada (com Rodolfo, na verdade). Anna tomou um gole do café com aparente prazer. Baixou a caneca e pareceu relaxar. – Não sei. Está em algum lugar com seu gato – falou, movendo levemente a mão acima da cabeça, como quem afasta um mosquito – Então, vamos terminar com isso? Com a história, digo. – falou, ao ver meu olhar perdido. Ah, sim. A história. A história. Claro. Claro. Eu não sabia o que esperar daquele ser que se materializou na minha sala de estar. Mas ela queria terminar de contar sua história. Acenei que sim com a cabeça e me recostei mais confortavelmente na poltrona.

– Bem. O que acontece é que depois da chatice que o Zeca foi – parei no Zeca né? – eu precisava de alguma emoção. PRECISAVA. E foi por isso que me envolvi com Eric. Por que não vejo outra razão pela qual possa ter me empolgado para tatuar um E que significaria ele na minha nuca. Se bem que dava pra entender por que eu queria transar com ele. Ele era muito gostoso. Não me olhe assim, com esse olhar chocado. Ele era. E ele nem malhava. Mas passava a noite dançando em boates gays badaladas como gogo-boy e os dias livres ele geralmente gastava surfando – logo dá para perceber por que ele era tão gostoso. Ele era bronzeado, uns ombros enormes e braços tão fortes que poderiam matar alguém sufocado, provavelmente. Sabe como é, aquele tipo gogo-boy. Conheci-o numa boate gay, claro. Não sou gay. Só fui lá por diversão mesmo. Alguns amigos iam e o DJ da boate era realmente bom – isso sem falar no bar. Então estou lá, sentada numa daquelas banquetas, mexendo o meu drinque, quando escuto uma barulheira de gritos próxima. Olhei para o lado. Era ele. De cueca, sunga ou algo assim. Dançando daquele jeito estranho dos gogo-boys em cima do balcão. Soube, ali mesmo, que pegaria ele. Ele teria que ser meu. Ele teria que deixar a sua marca em mim. Subi no balcão com meu drinque e comecei a dançar com ele, encoxando-o. Ele sorriu pra mim enquanto uma gota de suor escorria da sua testa. Quis lambê-la, mas apenas sorri. Sentia um calor enorme, mas estava bem mais relacionado ao desejo do que à temperatura do lugar em si. – Esse drinque parece gostoso – falou ele, maliciosamente, no meu ouvido. Sorri e sussurrei de volta: – Sex on the beach.

Claro que aquela noite foi ótima. Simplesmente sequestrei-o – ou fui sequestrada, não sei bem ao certo – para o banheiro feminino, que naquela boate não era muito freqüentado. Ou pelo menos era o que eu achava. Ele já tinha baixado a parte de cima do meu vestido curto e justo e levantado a parte de baixo e eu estava pronta pra ele, quando ouvimos um barulho de gente entrando no banheiro. Olhei pra ele, sorrindo. Não sei se foram os drinques que eu tomei ou se eu realmente estava louca de desejo mesmo. Só sei que segurei sua cabeça, puxei-a para perto da minha boca, mordi seu lóbulo e sussurrei: Me come. A gente diz todo tipo de coisa na hora do sexo, não é mesmo? Principalmente quando você está fazendo sexo, não amor propriamente dito. Num banheiro. Feminino. Com alguém do lado de fora que provavelmente está escutando o que você está falando/fazendo. Pois é, a questão é que ele, Eric, estava pouco se lixando para as regras também. De forma que nos movemos, em ritmo forte, dentro daquele boxzinho mínimo, gemendo, mordendo, arranhando, puxando nossos cabelos no que parecia uma dança tribal complicada e deliciosa. Lembro que foi um orgasmo fenomenal. Lembro também de ouvir pessoas comentando e rindo do lado de fora. Mas não tinha nenhuma vergonha. Todos, certamente, queriam estar no meu lugar, agarrando aquele gostoso e tendo um orgasmo de dar câimbra nos dedos dos pés.

Todo o meu breve relacionamento com Eric foi assim. Foram dois meses de orgasmos fenomenais, sexo escondido em lugares proibidos – banheiros eram os nossos prediletos. Públicos, de restaurante e até aquele banheiro família do shopping. Ele era lindo. Era simpático. Mas fora isso, não tinha muito o que ele pudesse adicionar na minha vida. Quer dizer, orgasmos fenomenais certamente era um ponto a favor dele. Mas, entre um orgasmo e outro eu queria conversar. Dividir vida. E acho que isso, ele não conseguia fazer. Por ser um gogo-boy, ele parecia ter se acostumado há muito a não contar muito sobre a vida dele. Todo o tempo que passamos juntos, eu nunca conheci um amigo dele e muito menos qualquer familiar. Ele nunca me chamara pro seu apartamento e eu nunca falei nada para ele nesse sentindo. Em parte por que eu sabia que fazê-lo se envolver comigo só o faria sofrer. Por que ainda faltava uma letra e eu ia completar aquela tatuagem não importasse o que acontecesse. Então o tempo que passamos juntos foi como o SPA do sexo. E quando decidi, depois de uma noite de sexo extenuante e delicioso, que para mim era suficiente, apenas falei: “Acho que não devemos mais no ver, Eric”. Ele olhou pra mim, se levantou da cama, me abraçou com aquele seu corpo definidamente perfeito, apoiou suas mãos nas minhas nádegas e sussurrou no meu ouvido: “O sexo foi ótimo, não foi?”. Concordei, dando um beijo no seu pescoço e apertando suas nádegas: – Sim, foi. – Então – ele falou, enquanto acariciava minhas costas com suas mãos enormes e mordiscava minha orelha – deveríamos fazer mais uma vez, antes de nos despedir.

Claro que eu não ia discordar.

Tatuei seu E na minha nuca no dia seguinte. Para sentir menos dor, pensei nas nossas noites juntos. Não sentir dor nenhuma, mas acho que o tatuador pensou que eu estava afim dele.

Anna abaixou para pegar a caneca de café, mas logo desistiu. – Você tem algo gelado? Eric esquenta o clima ao redor até em forma de lembrança – sorriu. Ela parecia mesmo corada, como se estivesse com calor. Assenti para ela, fui na cozinha, peguei um copo e enchi-o com suco de uva. Voltei para a sala e estendi o copo para ela. Anna aceitou o copo e sorveu o suco com uma rapidez que me assustou. Ela limpou os lábios com as costas da mão e sorriu: – Adoro suco de uva. Parou de falar, colocou o copo na mesinha de madeira em frente à poltrona e olhou para a parede. Então continuou:

– Estamos bem perto do final dessa história agora. Só falta a última letra de Prazer, não é? Que foi, ou é, Rodrigo. Rodrigo. Conheci-o no trabalho. Ele era o tipo de pessoa que trabalha demais e não tem tempo nem pra respirar – que dirá pegar uma colega de jeito. Mas, você sabe, aquele trabalho de assistente era um saco e eu precisava me agarrar a qualquer coisa de humanidade que eu conseguisse, para não me transformar num robô que nem os que eu via trabalhando naquela empresa. E, para isso, eu teria que humanizar alguém comigo. E eu escolhi o Rodrigo.

Loiro, olhos claros e um jeitinho mignon. Tinha tudo para não chamar minha atenção, eu, que prefiro morenos fortes e másculos. Mas o que aconteceu foi que eu achei que se tinha alguém que estava precisando de uma boa noite de sexo, esse alguém era ele. E eu, também, achei que pelo menos uma letra dessa minha palavra teria que ser voltada para outra pessoa que não eu. Mesmo que ele não fosse ser o responsável pelo meu melhor orgasmo, achei que ele merecia uma chance. Para aprender a viver. E, devo admitir, estava terrivelmente entediada naquele escritório. Precisava mesmo que um caso tórrido ou não conseguiria agüentar nem os meses necessários para ser demitida e ganhar seguro desemprego.

Era noite. Umas 20h e Rodrigo ainda estava lá, claro. Ele geralmente era o último a sair. Quase sempre ficava com a chave para fechar a porta. Eu ainda estava lá pelo simples fato de que escolhera aquela noite para atacá-lo. Ok, talvez atacar não seja o melhor verbo para o que eu fiz. Enfim. Entrei na sua sala e ele sequer notou, de tão concentrado que estava no seu notebook. Girei a chave na fechadura com uma mão, enquanto na outra segurava um vinho. Não sei o nome do vinho. Pra mim, qualquer vinho é bom, desde que seja tinto e não seja seco. Assim que nos tranquei, ele levantou a cabeça. Havia duas olheiras enormes e escuras debaixo de seus olhos. “Realmente, estou fazendo um favor enorme a esse pobre coitado”, pensei, enquanto sorria e colocava a garrafa em cima da mesa, juntamente com a chave. – Er. Oi, Anna – falou ele, em tom profissional – Tudo bem? – perguntou ele, enquanto encarava a garrafa de vinho e a porta de forma desconfiada. Ele havia tirado a gravata e aberto alguns botões da camisa e o que parecia se anunciar por debaixo dela não era tão ruim afinal de contas. – Oi, Rodrigo – falei, sorrindo apenas com um lado da boca. Sentei na mesa dele e cruzei as pernas na direção dele, roçando levemente em seus braços. Estava usando um vestido com decote leve e com comprimento pouco acima do joelho, mas totalmente justo. Rodrigo continuava olhando sem entender. – Er. Hm. Eu posso te ajudar em alguma coisa, Anna? – falou, enquanto engolia em seco, fazendo seu pomo de adão se movimentar adoravelmente. Sempre tive uma queda por pomos de adão à mostra.  Sorri e coloquei a minha mão em cima da mão dele que estava pousada sobre a mesa: – Sim, pode. Comecei a roçar meus pés levemente em suas coxas e continuei: – Sem dúvida nenhuma, pode. Ele se assustou, tirou a mão de debaixo da minha e levantou-se da cadeira onde estava sentado. – O que está fazendo, Anna? – perguntou, olhando para a porta e para mim, para mim e para a porta. Sorri, me levantando e caminhando na direção dele: – Não se preocupe. Estamos apenas nós dois aqui. E aquela garrafa de vinho tinto encorpado – acrescentei, enquanto apontava a garrafa. Ele sorriu, inseguro, enquanto andava de costas. Bateu na parede. Parecia um rato encurralado por um gato, para dar um exemplo clichê. Fui andando, enquanto desabotoava os primeiros botões do meu vestido, deixando à mostra uma magnífica lingerie vermelha que eu comprara especialmente para a ocasião. Seus olhos pareceram crescer em direção ao meus seios. Está no papo, pensei. Parei em frente dele e ele, sem reação, continuava a me encarar. Dividido. Entre a fome e a preocupação com as calorias. Coloquei a mão no colarinho da sua camisa e aproximei meu rosto de sua orelha esquerda. – Não se preocupe – sussurrei, enquanto minhas mãos começavam a trabalhar nos botões da sua camisa – Já conversei com ela e ela disse que não irá contar pra ninguém.

Para um aparente morto-vivo, que era realmente o que Rodrigo parecia, ele tinha uma energia incrível. Ou talvez tenha sido o grande período de seca sexual que eu imagino que ele tenha passado que o tenha feito agir daquela forma completamente esfomeada. Ele, sem dúvida, foi o cara que me deixou mais marcas de chupões em toda a minha vida. Ou marcas de arranhados. Passei várias semanas usando cachecóis, lenços e todas essas peças de roupas maravilhosas para disfarçar que você fez sexo violento na noite anterior. Certos momentos até eu, que adoro sexo, pensava que havia criado um monstro. Rodrigo foi com tanta vontade pra mim que, em certos momentos, ficava muito lisonjeada. Ele demonstrava tanto desejo por mim que eu não podia mais passar na sala dele, durante o expediente, sem que ele ficasse excitado e eu terminasse sendo convocada para uma reunião extraordinária. Logo eu, a assistente. Sim. Em plena luz do dia, com pessoas passado do lado de fora, ligando, falando com ele no computador, nós transávamos. Várias vezes ele atendeu telefonemas enquanto estávamos atracados. E fazia um esforço incrível para não gemer durante no telefone. Ele me achava deliciosamente excitante. Dava para ver o prazer com que ele entrava dentro de mim e se movimentava. Acredito que era só por muito autocontrole que ele não gozava assim que me penetrava. Ele parecia uma criança que fora solta dentro de um parque de diversões pela primeira vez na vida. E eu me excitava loucamente por ser tão desejada.

Difícil, realmente, era disfarçar os gemidos e segurar a vontade de gritar o nome dele. Nessas horas, eu mordia seu lábio ou o beijava de forma bem profunda. Mas isso de disfarçar era só para manter as aparências. Por que claro que todos sabiam que eu não estava tendo nenhuma reunião com ele. O que um gerente de marketing iria querer conversar com uma assistente administrativa. Várias vezes por semana e, até, por dia? Ninguém se enganava, mas não podíamos chutar o pau da barraca né?

Com alguns meses, Rodrigo parecia mais saudável e menos concentrado no trabalho. Vi que ele já havia levado algumas chamadas no trabalho, a maior parte por conta de desatenção. E eu sabia que a culpa era minha. Era eu que fazia, algumas vezes até sem querer, ele parar o que estava fazendo e prestar atenção a curva das minhas pernas. Eu só queria diverti-lo, mas não queria que ele acabasse com sua carreira por isso. Queria apenas revivê-lo. Manter-se vivo era trabalho dele, não? Então fiz um acordo com o chefe e saí da empresa. Sem que ele soubesse. Claro que ele descobriu e foi atrás de mim. Me achou e falou, horrorizado, que eu o havia abandonado sem sequer um adeus. Ele parecia ter chorado, pois tinha os olhos meio inchados e uma atitude meio histérica. Aquilo partiu meu coração. Eu não queria causar dor. Sexo não era pra causar dor, era? E não causava. Mas por que eles tinham que misturar as coisas, meu Deus?

Peguei-o pela mão, sem falar nada, e fui ao tatuador. Abri a porta, soltei a mão de Rodrigo – que continuava me observando, nervoso – e falei com o tatuador: – Por favor, coloque o R que falta nessa tatuagem. O tatuador, já acostumado comigo, pediu para eu sentar. E tatuou o R. Rodrigo, durante toda a tatuagem, ficou olhando atônito pra mim. Quando terminei e saímos do estabelecimento, ele me parou. Segurando-me nos ombros, olhou diretamente nos meus olhos e perguntou o que significava aquilo. Eu acariciei seu rosto e disse que aquilo era pra marcar as maravilhosas transas que ele me proporcionara. Ele devolveu-me um olhar atônito e perdido. Então expliquei:

– Você significou muito para mim, Rodrigo – falei, apertando suas mãos levemente – Mas acabou. Você precisa, agora, marcar outras garotas. De preferência – falei, olhando nos seus olhos – garotas que estejam disponíveis dessa forma que você quer.

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9 thoughts on “Prazer & Amor. Ou a história de uma tatuagem/vida, parte VI

  1. Putz, já está acabando!
    A cada pedaço desse texto que você publica eu só fico mais curiosa pelo próximo e mais encantada pela Anna, que tem uma personalidade tão única e esse lado mucho loko que muitas pessoas adorariam ter também (mas falta um tiquinho- ou muitos ticões- de coragem)

    Aliás Mandy, fica esperta que esse conto daria uma ótima minissérie! hahaha
    Tenho quase certeza de que o resto da tatuagem tem a ver com a Alice, mas não faço a menor ideia de como isso acontece. Então vou começar a campanha “chega logo parte VII”!

    bjos :**

  2. Pingback: Tweets that mention maçãsverdes[dot]com » Prazer & Amor. Ou a história de uma tatuagem/vida, parte VI -- Topsy.com

  3. Adorando a história, e realmente, a Anna tem muito pouco a ver comigo. HAHAHAHA
    Mas fiquei muito intrigada pra saber de onde surgiu o amor. Quero continuação já, não vou te deixar em paz!
    Beijo

  4. Eu estava perdida, e pensei que era relato verídico (ou é?) Só depois vi que era parte de outras partes (?), rs. Tá interessante, mas agora preciso de bastante tempo para ler as anteriores…

  5. Olá, desculpa a invasão, rs. Bom, ainda estou na parte três. Ia comentar nas primeiras, mas não tinha certeza se você veria, então decidi comentar aqui.
    Achei genial sua ideia. É uma boa metáfora, pensar que a vida é uma tatuagem que a gente faz na própria pele (não tem como apagar). E mais interessante ainda as escolhas da palavra de Anna: Prazer e Amor. Não há como passar pela vida sem eles.
    Mas bom, ainda estou no Prazer. Devo terminar as outras partes ainda hoje, aí dou meu parecer completo haha.

    =*

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