Sobre amigas

Ou como fiquei antissocial de uns tempos pra cá.

Hoje de manhã eu parei pra pensar, enquanto olhava para as cartinhas da galera da #máfiadascartas, no quanto me tornei chata para fazer novas amizades com o passar do tempo. Não sei se me tornei chata e antipática ou se as pessoas não estão mesmo interessadas em mim, mas a realidade é que, desde do ensino médio, conto nos dedos os novos amigos angariados. Mesmo no segundo ano do ensino médio, quando eu era novata no  meu então colégio e até o que se pode chamar de “popular” – embora não fosse tão bonita e até um pouco CDF demais para o título, eu consegui poucas amizades.

Acho que, na verdade, me tornei muito minunciosa e escolho muito bem – talvez até demais – o que vou chamar de amigo. Algumas vezes, lembro, passava o ano inteiro sentando ao lado de alguém na escola, mas não conseguia chamar essa pessoa de amigo. Por que não era, carambolas! Eu não confidenciava coisas que tinha medo que os outros soubessem e, certamente, não morreria se a pessoa deixasse de falar comigo. O fato é que eu quase sempre confio, desconfiando. Nem todas as pessoas preenchem os meus requisitos básicos para ser chamado – verdadeiramente – de amigo. Vejam bem, tenho uma amiga de infância. A gente REALMENTE cresceu juntas. Desde os 3 anos de idade, quando a gente se conheceu no prézinho, para ser mais exata.  E eu ainda sou meio desconfiada com ela, algumas vezes.  Então não é de se esperar que eu, realmente, confie em qualquer um por aí né?

Ok, mas alguém me diz que há uma BIG DIFFERENCE entre não confiar em qualquer um e não confiar em ninguém.

Certo. Eu não confio em ninguém. Eu confio em Weslley. Confio na minha irmã, na minha prima. Algumas amigas da época de colégio e cursinho. E até confio em algumas boas amigas BLOGUEIRAS que eu tenho. Mas me digam COMO É que pode eu me dar melhor com pessoas que estão a quilômetros de distância do que com as pessoas perto de mim?

(Weslley me mandou colocar no meu post que o medo é um sentimento lógico condicional – ou seja, sujeito à determinada condição. Não tem nada a ver com o post, a gente só estava discutindo medo nos robôs, então abstraiam)

Parece que Murphy é quem comanda a minha vida e fica de sacanagem, colocando pessoas super parecidas comigo e ubber legais longe pacaceti. Isso não existe! Enquanto eu tenho que lidar com gente chata, que fica me enchendo o saco e querendo que eu seja qualquer outro ser but me, esse monte de gente legal perdido aí no meio do mundo.

Sábado passado saí com algumas amigas minhas e lembrei, sabe? Lembrei como é rir junto e não apenas uma da cara da outra. E, vou te contar, é bem saudável fazer isso de vez em quando. Ser você mesmo e, realmente, não ter que pensar no que vão pensar de você por que, CARAMBA, se elas são suas amigas elas têm que entender, dammit! Sabe aquele tipo de gente que, quando você fala bobagem, vira o rosto e manda você calar a boca? Tô tão cheia. Tão cheia disso. Ainda mais por que eu sou uma máquina de falar bobagem e ter que lidar com pessoas entronxando a cara pra você o tempo todo não é algo com o qual se lide com facilidade. Vamos ser junto, gente! É clichê e é MUITO VERDADE: a merda é que aduba a vida e esse negócio de ser sério o tempo todo é CHATO e causa pressão alta.

Quem sabe, talvez, seja uma boa ideia você, da próxima vez, rir comigo? Falar uma bobagem para eu rir também? Por que se levar tão à sério? É todo mundo um emaranhado de sangue e tecidos e coisas BEM sensíveis e tudo pode se esvair num piscar de olhos. Então, você quer ser lembrado como aquela pessoa que manteve o sangue frio a todo custo? E que não falou nenhuma bobagem nem deixou ninguém falar? Tem certeza que você quer ser assim?

Se for that way, nem precisa ficar perto de mim. Só quero GENTE, de carne, osso e cera no ouvido por perto. Que erra. Que fala bobeira. Que ri.  E que é feliz, apesar das segundas-feiras, da TPM e da professora de Radiojornalismo ter adiantado a data de entrega das 6 pautas para a próxima semana.

No fim, acho que não me tornei chata nem nada. É que esse tipo de gente extremamente sem-graça e porre não empolga ninguém pra fazer amizade não é?

Pérola do encontro cazamiga sábado passado (26/03):

Eu: Mas tão impossíveis essas músicas das posições sexuais, hein? Não aguento mais essa bexiga dessa música da rã.
Carol: Vanzinha já escutou a do Canguru e a da Aranha.
Eu: Gente, tem da aranha?!
Carol: Tu sabe tudo sobre a do cachorrinho, né não?
Eu: Então, pô.
Carol: E Jéssica..?
Jéssica: EU SEI O ZÓOLOGICO TODO.

TODAS RIEM.

 

 

Anúncios

10 thoughts on “Sobre amigas

  1. Bem, disso eu não tenho tanta experiência, porque minhas amigas de todo dia são minhas amigas de infância e eu sou muito, muito abençoada por isso, porque realmente acho que não encontraria tanta cumplicidade em outras amigas… A não ser nesse novo super nicho mega fofo e divertido que a gente fez nessa blogosfera, né? Quem me vê falando da #mafiadascartas acha que é besteira, brincadeira… mas tá sendo tão, TÃO bom, né? Aliás, vou receber uma cartinha sua quando?
    hahahaha
    beijos

  2. É, confiar nas pessoas anda mais difícil do que pensamos… Mas sabe, a gente tem que se permitir, por mais chato que seja. Espero que um dia possamos ser amigos ~~por correspondência, olha que lindo~~ de verdade!

    E ah, eu ri de você e suas amigas. hahahahaha

    Beijo, Mandy! :*

  3. “Parece que Murphy é quem comanda a minha vida e fica de sacanagem, colocando pessoas super parecidas comigo e ubber legais longe pacaceti. Isso não existe! Enquanto eu tenho que lidar com gente chata, que fica me enchendo o saco e querendo que eu seja qualquer outro ser but me, esse monte de gente legal perdido aí no meio do mundo.”
    Tirou as palavras de mim!
    Eu sou obrigada a conviver todos os dias com um monte de gente que tá cagando e andando pra minha existência e quem eu realmente gosto anda longe longe.
    E eu tô amando a #mafiadascartas, sinceramente, nunca achei que eu fosse encontrar pessoas com quem me identifico tanto por ai, perdidas no mundo hahah

    beijos

  4. Ei Amandinha! Eu tenho uma amiga de infância. Hoje nos falamos bem pouco, mas ainda nos falamos. E eu confio as coisas mais importantes nela também, mesmo com o pouco convívio. Mas eu já sou diferente de você. Tenho que tomar cuidado, porque sou quase um livro aberto. Mas já levei umas porradas nessa vida e posso dizer que comecei a selecionar o tipo de pessoa que pode/merece saber de cada uma das coisas da minha vida. Tirando o Rafa, que é meu melhor amigo e sabe de tudo sempre, dificilmente as minhas amigas saberão as mesmas coisas. Porque tem um tipo de coisa que eu sei que.. só com a Ju. Outro tipo de coisa, eu sei que é só com a Rafa.. e assim vai. Sabe? Tem coisas que você sente que precisa contar pra um. E que os outros não precisam saber. E dificilmente eu conto a coisa e peço segredo. Eles simplesmente sabem quando pode contar ou não. Resumindo: Eu tenho gente em quem confiar, graças a Deus. E agora encontrei ainda mais gente né. Eu já sentia que nós blogueiras tinhamos tudo para ser amigas, pois temos muito em comum, e muita história pra compartilhar. Mas nada está superando a felicidade e o carinho que eu sinto em cada cartinha da #Mafiadascartas que chega aqui em casa! A minha, por azar, não chegou pra você. O que é extremamente irônico, porque foi a primeira de todas que eu escrevi, mas anyaway, já estou comentando algo completamente fora do propósito do seu post, hahaha.
    Eu ri horrores da Jéssica conhecer o Zoológico todo, sempre tem uma que sabe. E quero dizer que mesmo nos falando tão pouco, já está surgindo em minha mente uma categoria de coisas na minha vida em que eu correria pra contar pra você. 😉
    Um beijo!

  5. Eu quase consigo te entender. Quase porque eu sou a mais abobada de todas e confio demais nas pessoas. E aí o que acontece? Eu tomo no… [desculpa pelas palavras feias]
    Sempre que alguém se aproxima de mim, eu tomo como um grande amigo, conto coisas, sou super legal com a pessoa e tal, e ai passa um tempo e eu não recebo nada disso em troca e descubro que é pessoa é uma merda.
    Apesar disso, com essa minha grande habilidade de confiar em todos, fiz grandes amigos. Não tenho amigos de infância, porque quando eu era criança era o oposto: não confiava em ninguém e gostava de ficar sozinha. Mas aí no ensino médio apareceram essas pessoas que estão comigo até hoje e por elas eu até agradeço essa minha mania de confiar em todos.
    Acho que é assim: a gente leva muitos tombos até encontrar pessoas que são compatíveis com a gente. E meio que aprende a lidar com os ‘merdas’ que surgem no caminho.
    A coisa boa é que tu pode comemorar por ter amigas que podem rir de músicas de posições sexuais relacionadas a bichos. hahaha.
    Beijo, e ah! não sei se já falei antes, mas eu ADORO teu blog. (:

  6. “Então, você quer ser lembrado como aquela pessoa que manteve o sangue frio a todo custo? E que não falou nenhuma bobagem nem deixou ninguém falar? Tem certeza que você quer ser assim?” – juro que um texto me cutucou com força depois de ler isso, mas vou me conter, vou me proibir escrever sobre isso porque você já o fez muito bem!

    Eu também sou assim, sabe. Desde que me entendo por gente, certas pessoas foram obrigadas a forçarem uma amizade, caso contrário eu estaria só até hoje. Tive sorte de crescer com uma amiga tão avoada quanto eu, mas ainda assim, somos como água e vinho em diversas coisas. Aliás, como água e óleo! Impossível de misturar. Talvez a internet esteja deixando as pessoas pseudo intelectuais demais ou distantes demais. Só sei que tá difícil encontrar, pessoalmente!, gente que valha a pena. Ainda mais eu, que não paro de falar palavrão e adoro jogar um owned nas pessoas aleatórias. No mais, acho que você e eu não estamos só nessa solidão (oi?). O que falta é juntar esse povo todo 😛

    PS: Obrigadíssima por responder minha dúvida quanto a série/filme! Beijo, sua linda :*

  7. POis é… acho que sempre fui seletiva! E aliás, eu não fiz amizades na faculdade. Minhas verdadeiras amizades foram feitas no colegial e tenho certeza que são elas que permanecerão!

    Também to participando da mafia das cartas, se quiser se corresponder, manda recado no twitter…rs

    beijos!

  8. “É clichê e é MUITO VERDADE: a merda é que aduba a vida e esse negócio de ser sério o tempo todo é CHATO e causa pressão alta.”

    Concordo TOTALMENTE. Falar besteira e rir é bom demais. Alivia. Amigas não servem apenas para você confiar seus segredos, mas também para você expressar seu interior de qualquer forma, na certeza de que elas não vão lhe criticar. E sem falar nesse povo que fica chocado com qualquer coisa que a gente fala. AFF. Quando vê isso, eles devem fazer coisas PIORES.
    Ah. SEM COMENTÁRIOS MAIS para Jéssica. Acho que tudo foi dito no dia. kkkkkk

  9. Mas é para isso que servem os amigos de verdade, para que possamos ser quem somos perto deles sem medo do que vão pensar, mesmo sabendo o que vão pensar, algumas críticas que podem ter, afinal, também conhecemos como eles pensam um pouco.
    Bjitos!

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s