Sobre essa vida loca

Já aviso que o post não faz muito sentido e foi escrito de uma vez só e postado sem edição. Por que eu tava afim ~ e não tava afim de reler ou editar. É isso mesmo.

Daí que ontem passei horas lendo esse blog e comecei a pensar que, bem, tá tudo errado no jeito que eu vivo a vida. Ok,  não tudo. Algumas coisas, de fato. Mas ainda assim são algumas coisas que fazem toda a diferença entre viver puxando os cabelos ou viver feliz como uma bolinha saltitante, seja lá o que isso possa significar.

Eu sou uma pessoa extremamente ansiosa. Sempre fui. Desde que me entendo por gente. Eu mal dormia na véspera do meu aniversário, ansiosa pelos presentes que eu ia ganhar, pela festa, pelo o que estava por vir. Também ficava dias e horas ensaiando para uma entrevista de emprego, não conseguia dormir direito no dia que precedia a bendita e, depois dela, ficava enlouquecida esperando uma ligação que, na maior parte das vezes, não vinha. É, essa sou eu. Chega a ser ridículo, mas eu sempre sou a que corre atrás de alguma coisa. Vocês podem pensar “Ora, mas é legal correr atrás do que você acredita, do que você quer e blá-blá-blá”. E é nessa hora que eu digo: “SÉRIO?”. I mean, É POR QUE NÃO É VOCÊS QUE ESTÃO CORRENDO NÉ? Minha gente, isso não é de Deus. É cansativo. É boring. É irritante, estressante e tantos outros adjetivos negativos que se possa adicionar.

Sempre pensei da seguinte forma: “Nada pra mim vem fácil. Se eu não correr atrás, nada acontece”. E, na maior parte das vezes, isso se mostrou verdadeiro. Mas, olha. Vejam mesmo o meu namoro. A gente vai fazer cinco anos, em dezembro. E, assim, eu não me esforcei para conquistar meu Weslley. Sério. Eu não fiz grandes coisas além de ser eu mesma. Eu também não acredito que ele tenha sido mais do que ele realmente é – até por que ele sendo ele já é mais do que suficiente. E mesmo assim nos apaixonamos e estamos juntos. No sacrifices required. Nenhum choro, nenhum ranger de dentes, nenhum correr atrás desabalada. Foi fácil – embora, CLARO, a minha ansiedade atacasse toda vez que eu sabia que ia vê-lo, mas né? Não dá pra pedir tanto. De qualquer forma, a forma como tudo se encaixou lindamente na minha vida amorosa sem que eu fizesse nada de esquizofrênico para que acontecesse totalmente desmente a minha teoria de que eu tinha que suar e feder a camisa para conseguir algo.

E daí meu mundo cai, que nem o da Maysa.

Por que, gente, eu passo minha fucking vida inteira pensando que, é, é isso mesmo, a gente tem que batalhar até morrer pra conseguir alguma coisa e daí vem esse cara e diz “pare de pensar no futuro e viva o presente, MEFELHE!”. Não que ninguém nunca me tenha dito isso antes mas de repente, no meio dessa loucura de meio/fim de período e inglês e vida social, isso fez mais sentido do que nunca. I mean, POR QUE TEM QUE SER EU? Na verdade, por que tem que ser alguém? Why somebody has to get crazy about the huge number of things to do? Always? Por que precisamos nos sentir mal por não querermos fazer alguma coisa? Por que precisamos ter esse número ilógico e mortal de atividades extras que nos tiram o tempo de fazer o que queremos ou de não fazer nada? Por que precisamos correr enlouquecidos de um local pra outro? Por que temos que perder o tempo que gastaríamos com quem amamos respondendo e-mails e telefonemas aleatórios?

Sim, gente. Suddenly I see que a minha vida é curta demais para espinhas pipocando na minha cara e raiva irracional de pessoas que, simplesmente, não querem se estressar tanto quanto eu. E é por causa disso que vou, aos poucos, cortar coisas as quais estão tomando muito tempo da minha vida e que não me trazem lá muito prazer. Eu quero, agora, me dedicar a ser. Ser mais, fazer/ter/estressar/xingar/reclamar menos.

Não sei ainda como isso vai ser. Certamente é um processo que requer algum tempo. Mas quem está com pressa?

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25 thoughts on “Sobre essa vida loca

  1. Ah,como eu me identifico com esse post ;~~~

    Fiz um mais ou menos parecido um tempo atrás lá no blog tb,pq né, passar a vida se esforçando TANTO cansa muito 😦

    Eu tb decidi parar um pouquinho de tanta luta, aposentar as luvas de boxe e deixar a vida seguir o próprio rumo um pouquinho.

    Tb to querendo deixar de ser tão reclamona,mas né, é difííícil largar o hábito.

    Ótimo post,Amandão, as usual.

    BJ

  2. Concordo com a Gabi aqui de cima e me identifico toda com o texto. É bem isso mesmo, a gente tem que parar de viver a vida freneticamente e passar a fazer o que a gente realmente quer. é claro que certas coisas são obrigações, mas sabe, eu também decidi parar pra me dedicar ao que eu mais gosto. engraçado que esse clic que você teve lendo esse blog, foi parecido com um que eu tive essa semana e nossa! dá uma paz não dá?

    O negócio é passar a se dedicar à isso.
    Boa sorte para nós!

  3. Perfeito o texto e acho que transmitiu um sentimento compartilhado por muita gente. Sempre paro e penso se estou fazendo a coisa certa, pq não dá pra fugir das responsabilidades, mas existem coisas que nós mesmo transformamos numa cruz sem na realidade ser. Esses dias eu tive uma crise de ansiedade e foi a pior coisa que eu senti em toda a minha vida. Agora eu fico me concentrando nas coisas mais importantes e tentando controlar essa minha ansiedade. Difícil pra caramba, mas esses chineses sabem o que falam, afinal. 😉

    bjos pra minha blogueira favorita.

  4. Amiga, nem me fale em correria, sério. Segunda-feira às 6h30 o despertador toca e eu tenho vontade de me atirar da janela, porque aí vem uma semana lotada de coisas, que só vai ser finalizada na sexta-feira às 22h.
    E eu nem tenho vida amorosa funcionando, pra me fazer suspirar e falar apaixonadamente no telefone entre uma coisa e outra..
    Mas sabe que eu também queria saber esse segredo de conseguir dizer não pras coisas?
    Ai Jesus! E tem o lado de coisas que eu QUERO fazer e não tenho tempo! Tipo, eu tenho meu teatro amado do qual não abriria mão jamais-never. Aí enfiei uma aula de canto, afinal de contas, não posso dar vexame nesse final de ano com meu infantil musical (medo). Além disso, eu queria MUITO aprender a dançar tango, forró, samba e lambada (mas sou tão mal pra dançar que devia morrer e nascer de novo pra isso dar certo), além disso queria fazer aulas de circo (DEVE SER UMA DELÍCIA, mas eu ia morrer de medo!), e deveria fazer academia, além de tomar vergonha na cara e ir pra auto-escola. Não, sério, parece brincadeira. A gente tem muita coisa que quer/precisa fazer, o dia devia ter 19374913874 horas. E ainda assim ficaríamos loucas. Ninguém merece!

  5. hahahah

    Amei o post!!! Muito legal ver que essas coisas não acontecem só comigo. É impressionante, essa de ter que se matar por tudo nessa vida. De nada vir ‘de graça’….

    Amei seu cantinho! Voltarei mais vezes.

    Abs,
    Dreycka

  6. Olha, na boa, concordo plenamente com tudo que tu disse. Eu sou o contrário, não consigo correr atrás do que eu quero, sou uma pessimista nata e isso é uma bosta. Mas enfim, a gente é educado a achar que tudo vem sempre da maneira mais difícil e que quanto mais nos sacrificamos, mais felizes seremos. Uma puta mentira! Nem tudo é assim e por isso precisamos, assim como você resolveu fazer, diminuir o ritmo, excluir banalidade e ser mais coisas positivas do que ter coisas negativas.

    É isso aí, filosofei! kkkkkkkkk
    Beijo!

  7. Bah, precisava ler isso! Porque eu sou a rainha do drama e da ansiedade e da bendita preocupação. Gente, não é vida, passarmos o tempo que estamos com o namorado na bendita matéria que precisamos estudar para a prova, né não?! Hoje tive uma bela crise existencial, apesar de várias coisinhas boas aparecendo. Isso quer dizer o quê? Que lá vem a dona preocupação aparecendo de novo…
    Merecemos aprender a viver mais light, porque precisamos! 🙂
    Beijinhos :*

  8. Essas filosofias são engraçadas.
    Eu sou bem tranquila, não me irrito com quase nada e não dou moral pra besteirinhas. Mas por exemplo, nem sempre é bom não ficar ansiosa com nada ou não se emocionar exageradamente.
    Vai saber, eu também não sou lá muito zen.

  9. É esse o espírito da coisa! A gente tem que deixar algumas dessas “obrigações” (as que não são de fato obrigações) de lado para fazer o que gostamos, pelo menos as vezes. De nada adianta habitarmos o mundo se não pudermos desfrutar dele. Ótima conclusão! Beijos

  10. Parece que tudo o que escreveu nesse post estava guardado na minha cabeça, lá no fundo. Me identifiquei extremamente com ele. Mas devo admitir que apesar disso tudo, eu estou ainda na fase de querer achar ainda mais coisas para fazer, extras, que me tomam tempo, e tudo por uma motivação que sei lá de onde vem, que me faz ficar noites e noites acordada tendo de fazer coisas, quebrando a cabeça, e mesmo assim ficar satisfeita quando o fizer. Uma hora isso vai saturar minha cabeça devido a velocidade que eu estou levando tudo isso, eu bem sei, hahaha.

    Seu blog é muito bom!
    Beijos.

  11. Nossa Mandy, acabei de ler um post que se encaixou perfeitamente com o seu.
    Acho que duas coisas assim surgirem em um intervalo pequeno de tempo deve ser um sinal ou algo do tipo. Para tentar ser menos masoquista e mais grata ao que tenho/acontece na minha vida.
    Segue o link: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI244764-15230,00.html

    Sempre acreditei no “no pain, no gain”, mas quando realmente paro para pensar, vejo que algumas das coisas mais legais da minha vida aconteceram quando estava desencanada 🙂

  12. Nossa, acho que não existe ninguém mais do que eu mesma que pense em fazer apenas aquilo que me der mais prazer. Eu tento, e tento mas claro que é difícil, a cobrança é muito hard mesmo. Mas acho que a gente até consegue, sabe. ~esperança~

    Beijos

  13. Não sei pq mas esse seu texto me fez lembrar do filme “comer , rezar e amar” ! Acho que temos que viver sempre novas experiências, sair da nossa zona de conforto ! eu sempre vivi uma rotina , agora vou passar 4 meses fora em um intercâmbio que vai me fazer crescer mto !
    Acho que fazer coisas diferentes das de costume vai fazer muito bem pra vc , tanto se for sozinha quanto com quem vc ama !! ^^

    bem , é isso ! hahaha !
    Beijinhos!

  14. Faz um tempo já que eu leio você e acho impressionante como as coisas que você pensa são iguais às minhas. Eu também sempre pensei que pra mim tudo era mais difícil. Penso ainda. Penso que eu tenho que correr absurda e loucamente atrás das coisas, enquanto para o vizinho tudo cai do céu de mão beijada. E aí as pessoas me olham e dizem que eu sou forte, sou guerreira e eu fico rangendo os dentes pra não abrir a boca e falar GUERREIRA PORQUE NÃO É VOCÊ QUE TA PASSANDO ESSA PQP. É, sou meiga assim.

    Beijo, querida.

  15. Amigue, me identiqfiquei. Tenho tentado excluir o que me faz mal da minha vida, mas é foda quando outras pessoas estão envolvidas, é foda simplesmente virar as costas e ignorar que estão sambando na sua cara. Mas um dia eu chego lá. Se chego!

    Beijo, sua linda.

  16. Sei bem como é isso XD
    A vida tem dessas coisas, posso dizer o mesmo já que grandes coisas na minha vida só consegui lutando e outras foram tão fáceis. Só cabe a nós a aproveitar ao máximo o que nós é permitido e aquilo que vem tão fácil, a gente festeja o ano inteiro RSRSRS
    Amei o seu blog, suas histórias e sua personalidade tão incrível. Eu me identifiquei com o que escreves, deve ser porque penso tão parecido contigo. Grandes Beijos XD Estou te seguiiindo!

  17. adorei , muiito foda seu blog e o post eh muito bonito, de certo fato ate me identifiquei ,mas eu jah nao estou tao ansiosa assim, acho que tudo eh questao de tempo e de querer tmbm!

  18. “Suddenly I see que a minha vida é curta demais para espinhas pipocando na minha cara e raiva irracional de pessoas que, simplesmente, não querem se estressar tanto quanto eu. E é por causa disso que vou, aos poucos, cortar coisas as quais estão tomando muito tempo da minha vida e que não me trazem lá muito prazer.” Sei exatamente o que é isso. Me identifiquei muito com o texto, também sou super ansiosa e sei como é sofrido ser assim na maioria das vezes, aha ;(

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