Lost

Todo mundo tem crises na vida. É verdade, todos nós temos. As crises nos fazem mudar algo que não está certo e nos aperfeiçoarmos como pessoas. Mas isso só vale, eu acho, pra quem sabe o que fazer em seguida. E eu não sei.

Uma parte de mim se debate em negação ao que eu estou escrevendo aqui, mas a verdade é que eu não quero mais jornalismo. Não quero. É chato admitir – na verdade, chato é até eufemismo -, mas é a pura verdade. Cada pedacinho de mim está emputecido por eu ter feito a escolha errada. Mas eu tinha tanta certeza. Tanta certeza. Brigava com quem me dizia que eu não ia arranjar emprego nessa área, ou quem dizia que eu não ia ganhar dinheiro – o que é verdade, mas né? Eu estava disposta a deixar dinheiro de lado para fazer o que eu REALMENTE gostava. E agora, que eu descobri que não guardo nenhum afeto por essa profissão, o que resta?

O jornalismo tirou minha empolgação por escrever, coisa que eu fazia antes com a felicidade e a facilidade de quem respira. Agora eu tenho que ter algo bem organizado na minha mente, para poder dar certo o bendito texto. Esse texto mesmo, apesar de toda a quantidade de sentimentos que sinto ao escrevê-lo, está sendo quase um parto, de tão difícil. E não era pra ser assim. Escrever, modéstia à parte, é um dos poucos talentos que eu tenho. Para onde foi essa minha naturalidade? Eu praticamente nem pensava para escrever. A minha escrita era praticamente o meu jeito de pensar. Daí veio o jornalismo e matou isso em mim. Agora eu penso tanto que a ideia vai embora. As palavras fogem. Eu não sei se tenho assunto pr’um próximo parágrafo.

Que tipo de idiota não tem um plano B, me digam? Ah, essa sou eu, a imbecil que achava que jornalismo iria ser a minha vida. “Ah, eu adoro ler, adoro escrever, adoro falar –  É A MINHA PROFISSÃO!”.  Por que ninguém deu um tapa na minha cara e me acordou?  Se bem que eu sei que não ia adiantar. Quando eu encasqueto com alguma coisa, eu vou até o fim. Eu aceito conselhos, mas gosto de seguir minha própria opinião. Errada, mas minha.

Não vou dizer que o jornalismo não me trouxe nada de bom. Trouxe sim. Além d’eu ter aguçado bem mais o meu senso crítico, também descobri a fotografia, que apesar de ter ficado como hobby bem eventual mesmo – por que eu não tenho uma câmera dslr para tirar fotos decentes -, adicionou muito à minha vida. Mas eu não me vejo fazendo isso cheia de felicidade o resto da minha vida. Ou posso até fazer, mas preciso de algo que me mova para a frente, que me faça acordar feliz e dormir com a segurança e o alívio do trabalho bem feito.

Enquanto escrevo esse poste, me vem um pensamento de que o design pode ser esse porto. É. É possível. Mas não tenho certeza. Tenho muito medo de quebrar a minha cara que nem aconteceu com jornalismo. De qualquer forma, tenho que descobrir onde mora o meu bem querer, não é mesmo? E se tem essa chance, preciso aprofundar meus conhecimentos. Fazer do jeito certo, pesquisar sobre o campo, testar as possibilidades.

Por enquanto, ainda estou perdida nelas. Mas depois desse post, tenho um pouquinho de esperança que talvez, apenas talvez, eu consiga encontrar uma torinha de madeira que me impeça de afogar.

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26 thoughts on “Lost

  1. Olha, eu entendo bem essa fase que você está passando.

    Estou no penultimo ano de jornalismo e esse ano eu tive muito essa sensação, do jornalismo não ser mais a profissão que eu queria, cheguei a desgostar, tanto que o semestre passado foi um dos piores que já passei.

    Também passei por essa fase da dificuldade de escrever, a gente “sabe escrever” de um jeito, aí a faculdade ensina outros, aí a gente meio que cansa, perde o gosto, deixa de praticar.

    Aí pensei em fazer design, artes, qualquer outra coisa, mas algo me impediu de desistir. Sei lá se é porque ano que vem já é o ultimo ano de faculdade, ou outra coisa. Mas cá estou eu, indo para mais um semestre.

    No meu caso, apesar de ter me decepcionado com o jornalismo algumas vezes, eu busquei algo que me motivasse e me fizesse gostar novamente da profissão.

    Fiquei um ano inteiro procurando estágios, mas tudo que recebia era o não. Decidi então, me inscrever para fazer parte de uma revista online. Estou trabalhando nela desde Agosto, não sou paga por isso, faço porque tomei gosto e para ter coisas bacanas ligadas à profissão no meu currículo.

    Dentro da revista (revistainnovative.com), eu me descobri e aprendi muito, sozinha, sem nenhum profissonal para me ajudar.

    Depois de muito desespero, eu consegui – finalmente – um estágio. E olha, foi difícil, árduo, me desgastei horrores, tinha medo de cair em depressão por não arrumar esse emprego. É realmente uma área muito complicada de se arrumar trabalho. E isso desmotiva, porque parece que estamos estudando à toa.

    Mas olha, se você não se enxerga mais dentro do jornalismo, não há alguma (nem que seja mínima) possibilidade de continuar nessa área, então saia. Não há porque insistir em uma coisa que vc não gosta, é perda de tempo.

    E não se culpe por isso. Se você soubesse desde o começo que não ia gostar de jornalismo, com certeza você teria feito outra coisa. Mas você descobriu tentando, e isso sim vale a pena!

    Agora é hora de tentar descobrir uma nova paixão.

    Desculpe pelo comentário gigante e boa sorte!

    Beijos.

  2. Nossa, Amanda, que coisa triste. Confesso que, por diversas vezes eu também já pensei em desistir da minha faculdade. VÁRIAS vezes, acredite. Não concordo com o modo de pensar e trabalhar dos meus professores, acho chato, por isso estou lutando para que um dia eu possa fazer do meu jeito.
    Não sei, talvez as situações sejam diferentes (a minha e a sua), mas se você vem sentindo isso há um tempo, acho que deveria cogitar a ideia de procurar outra coisa, porque nada nos faz sentir mais vontade de viver do que fazer aquilo que gosta, não é?
    Trabalhei com Administração por quase 2 anos, e digo que foram os piores da minha vida. Aprendi muito sim, porque acho que de tudo tiramos um pouquinho de coisas boas, mas só me senti realizado e feliz quando comecei à trabalhar na minha área mesmo (Design de Interiores).

    Em qualquer escolha que fizer, desejo Boa Sorte.
    Na minha opinião? Não existem caminhos errados, apenas caminhos diferentes.

  3. Identificação define.

    Então Amandão, eu só não me identifico mais com essa tua crise dos 21 porque a minha começou com 19. No começo do ano passado eu já tava meio certo que não queria jornalismo. Não culpo a universidade, não culpo o mercado e nem a mim. Querendo ou não, acho que ter ido para publicidade não me nortearia para um cais melhor.

    Depois de mais de um ano de crise, a única coisa que eu descobri é que o nome do curso que você faz é o que menos importa no mundo. O que importa é background é a universidade que você faz, os cursos extracurriculares aos quais você se aplica, as experiências que você obteve.

    Você tá mais do que certa de se questionar, gata! Mas não se preocupe não, pois talento você tem.

    Beijos :*

  4. Amandinha querida, não sou a voz da experiência para te dar um conselho de quem já passou por isso, mas sou uma pessoa bem cheia de neuras e antes mesmo da faculdade, já me encantei e desencantei com o jornalismo incontáveis vezes. Eu penso demais, e fico fazendo suposições, então já me imaginei no seu lugar várias vezes. Não desisti porque descobri no jornalismo uma paixão, uma gana, e sei que se eu não for lá fazer e ver como é, sempre terei aquela dúvida na minha cabeça, aquele ‘e se’ que nunca vai me deixar em paz.
    Bem, você já foi lá, viu qual era e não gostou. Um conselho? Larga! Você já está terminando, né? Por isso acho que você deve terminar, porque uma graduação sempre é bom, mas você não é obrigada a fazer isso e sempre pode voltar atrás. Você é nova e tem toda a vida pela frente, e se eu aprendi uma coisa com todas as pessoas do mundo me dando conselhos e compartilhando experiências de vida sobre escolha, profissão e caminhos foi que sempre dá tempo de voltar atrás e começar de novo, e que não existem caminhos sem volta.
    Engraçado que nessa última semana de aula, alguns professores conversaram com a gente e contaram como eles chegaram ali, e todos, sem exceção, vieram de caminhos totalmente opostos e acabaram na sala de aula e hoje são apaixonados por isso. Minha professora de Sociologia, por exemplo, uma mulher maravilhosa, cheia de ideiais e uma professora sensacional, fez Engenharia, Administração (sempre pensando que era aquilo que ela queria) até o dia que ela viu que não era mais e mudou radicalmente de faculdade e hoje ama o que faz. Claro que contar como as coisas aconteceram 10 anos depois faz tudo parecer fácil, e contar pros outros mais ainda, mas não acho que você deva insistir e se martirizar em algo que não te realiza e nem te faz feliz.
    Beijinhos, flor!

  5. Oi gmls!
    Como estávamos falando mais cedo no twitter, a mesma coisa aconteceu comigo no ano passado: depois de anos tentando convencer Deus e o mundo que eu ia fazer matemática e ser professora no matter what, me peguei insatisfeita. Com o curso, com a profissão que escolhi. O mais estranho de tudo foi que nunca deixei de gostar de matemática ou de ensinar, mas comecei a achar aquilo tudo um pouco sem sentido. E comecei a me encantar por uma área que conheci por acidente – entrei em SI para ver qual era e a alguns meses atrás fui trancar Matemática.
    É claro que se eu não tivesse começado a outra faculdade antes e mantido as duas paralelas por um tempo, mesmo insatisfeita, teria continuado em Mat: não gosto de trocar o certo pelo duvidoso e muito menos de atirar no escuro. E né, com 75% do curso concluído (onde eu estaria agora) é loucura mesmo! E mesmo não tendo atingido essa marca, lá no meio do segundo ano da graduação (quando percebi que não era o que eu queria), fiquei mais de um ano pensando se eu não queria mesmo. Pensei muito, e no dia em que fui trancar, pensei mais um pouco. Tive a sensação de que falhei comigo mesma na hora em que assinei aquele papel.
    Reitero o que a Gabriela disse aqui em cima: se soubéssemos que isso iria acontecer, tomaríamos outro rumo. Mas a vida infelizmente não é assim, não é? Por mais terrível que seja se desiludir com algo que amamos tanto, faz parte do caminho que temos que trilhar. Faz parte do amadurecimento.
    Ainda não sei se fiz a escolha certa – nem sei se escolhi, para falar a verdade. Um dia quero voltar e terminar a graduação, sem essa pressão toda de ser tudo aquilo que sempre quis.
    Independente da sua decisão: pesquise, pesquise, pesquise. Não é garantia de nada, mas é sempre bom tomar essas decisões de cabeça fria.
    (nossa, os comentários gigantes vão bombar por aqui hoje!)

  6. Na minha cabeça é difícil a gente fazer uma escolha com 100% de satisfação. Daí vem essa crise que tu fala, de pesar pontos a favor e contra e ver qual é a nossa verdadeira decisão. Se você escolheu o jornalismo, é porque algo te encantou nisso daí e você só foi atrás, mais do que normal. Só que ao longo do curso é que as provações surgem (foi assim pra você e pra mim – eis o meu 5º semestre ter sido chamado de 5º dos infernos).

    Porém, o que te difere das demais pessoas insatisfeitas com o curso/profissão, é essa capacidade de autocrítica. Ou seja, você notou o erro e está afim de corrigir, de mudar de rumo enquanto há tempo. Isso sim eu admiro. Então, se tu acha que design é a tua praia, vai lá, pesquisa, procura gente da área para conversar e, se gostar, “aponta pra fé e rema”, amiguinha.

    Enfim, crises são para isso mesmo. Daqui a pouco tu vai estar toda saltitante fazendo algo que realmente goste.

    Beijo, dona Amanda! =)

  7. Olha, eu não tenho a mesma experiência que você, porque acabei de concluir o primeiro ano de jornalismo. A diferença é que TODO MUNDO sempre me apoiou, disse que era a minha cara, que eu ia me dar bem, etc. Só que nesse um ano, a única vez de fato que me senti feliz na faculdade foi na última semana, que foi a Semana de comunicação e teve coisinhas legais. E aí, momentos raros assim é que me deixam motivada, por mais que essa motivação não abata minha decepção. Não sei se o problema é o lugar onde faço faculdade (porque entrei pelo ProUni então foi o curso que eu queria no lugar que desse) ou por esse primeiro ano ter sido completamente fraco, básico e junto com sei lá quantos alunos de PP. E no segundo semestre aumentou a turma, mas enfim. Tenho um resquício de esperança que ou eu consiga transferência se arrumar emprego em outro lugar, ou que as matérias específicas de jornalismo sejam melhores. Ou que eu faça cursos livres, ou… Sei lá. Porque definitivamente não consigo me sentir bem/a vontade no LUGAR onde estou.
    No fundo no fundo, acho que é essa desmotivação toda que faz com que travemos ao escrever algo por mais que seja sobre nossos sentimentos. E olha, se você tá assim há um tempo, minha sugestão será: mude. Não espere mais, não perca mais tempo. Ache algo legal e mude. E se não te satisfazer, mude de novo. Afinal de contas, a vida é feita de tentativas, não de medo. A culpa não é sua/nossa. Não podemos nos obrigar a desejar/gostar de algo. Você é uma querida, é ótima e não merece (nem precisa) aguentar algo que te consome.

    Como a Anna, conheço histórias assim: meu professor de matemática e física do ensino médio por três anos seguidos ficou de recuperação final. Minha professora de inglês do ensino médio ODIAVA inglês, até uma viagem bater na porta da casa dela e ela decidir aproveitar essa oportunidade.

    Não se martirize por isso, nem arraste essa sensação. Confie que existe algo que vai te preencher, mesmo que demore a aparecer 🙂

  8. Olha, você não é a primeira que vejo desistir de Jornalismo. Parece até vírus. Algumas pessoas descobrem que gostar de escrever não é o mesmo que vender notícias (manipuladas?) em um papel sujo. Jornalismo, realmente, acho que não é um campo pra ninguém. Ou nasce pra isso ou passa longe. Fazer o que se o seu caso é passar longe? Fazer o que se você errou na escolha? Poxa, leite derramado…

    Ao meu ver, pelo menos você experimentou e viveu o que achava ser o certo pra você. Não há nenhum mal nisso! Você jamais iria descobrir que o Jornalismo não é pra você, se não fosse lá estudar. Viveria com a frustração. Isso sim, é chato. E também não precisa de pressa pra escolher um curso. Faculdade, hoje, não é garantia de porcaria nenhuma. Você é super jovem, tem todo o tempo pela frente.

    Letras, ao contrário do que todos pensam, não é um curso “pra professores”. Há a licenciatura e o bacharelado. Já que você gosta tanto de escrever, quem sabe não é esse o caminho?! Se não for, você sabe (sabe sim!) que encontra o que te agrada, cedo ou tarde 😉

  9. Oi, então…

    Também me sinto assim em relação ao meu curso de artes&design. E também escutei muitos “você não vai ganhar dinheiro” e eu também estava disposta e não pensar muito por esse lado e seguir em frente, mas enfim… caí na real e percebi que não sei se essa faculdade vai me empurrar para algum lugar seguro, se é que você me entende… haha Mas sabe, tô pensando em fazer outro curso depois que eu me formar, quem sabe?

    Realmente, é chato não “achar” o que você gosta, mas tem tempo pra vc ir tentando! Sempre tem! E não desista do curso de jornalismo, quem disse que a gente precisa escolher uma coisa só na vida né? haha Enfim.

    Beijos

  10. Talvez todas as pessoas que amam demais uma área chegam nessa fase. Eu amei Jornalismo, mas antes de iniciar a facu pensei que era uma área limitada se comparada à Pubicidade que tem várias e várias vertentes. Escolhi Publicidade, e tem dias que acordo pensando em desistir, mas em nenhum momento acho que fiz a escolha errada. Talvez vc tenha conhecido a parte técnica da profissão e não tenha gostado, mas isso não significa que não pode encontrar um ramo dentro do JO que você goste de verdade! Acho um desperdício vc desistir, se já estiver na metade do curso, mas se tiver começado, então, é bom mudar de rumo antes que perca mais tempo e dinheiro.
    Eu perdi dois anos da minha vida cursando Enfermagem, e ganhei os três últimos cursando Publicidade. Nunca é tarde pra se encontrar =D

  11. Amanda, acredite… isso é mais comum do que pode imaginar. Isso aconteceu comigo e não pensei duas vezes em mudar de profissão…e novamente me vejo na situação…vontade louca de largar tudo e começar novamente, pela segunda vez! NÃO TENHA MEDO NÃO. Vai em frente!

  12. Eu tentaria olhar pelo lado bom… Esse é o único jeito de conseguir se conformar com algo que nos incomoda…

    Pelo menos você é nova e dá tempo de recomeçar. A vida é assim mesma, construída de erros e acertos. E esse erro pode ser consertado. Pensa o quanto seria mais tarde semana que vem do que já é hoje? 😉

    Bjitos!

  13. Ao menos esrever esse post lhe ajudou, né? Me identifiquei bastante com ele, apesar de que talvez minha situação não seja muito conparável já que estou no ensimo médio. O negócio é que esse ano eu comecei um curso técnico em química, e adivinha? Odiei com todas as minhas forças! Só de me imaginar entrando mais uma vez em um laboratório da vontade de chorar. Definitivamente não me dou bem com as vidrarias e nem com os reagentes. Agora tenho que escolher entre fazer mais 2 anos de tortura (masoquismo detect) ou repetir o segundo ano para poder mudar de curso e conviver com todas as infelidades disso. o/ Mas acho que a vida é isso mesmo, né? Uma hora a gente se encontra, e o importante é que agora estou de férias like a boss… (Ps. Adoro aqui!)

  14. A verdade é que é muito difícil acertar da primeira vez, pelo simples fato de que nós não nos conhecemos totalmente na hora da escolha de uma profissão, e o peso da responsabilidade dessa escolha também tem o seu quinhão nesse momento.
    Mas, não fique tão aflita, nós vivemos em constante mudança e tudo na vida tem um tempo certo de acontecer. Tente conhecer a Amanda desse momento e aí você achará a resposta!
    E você escreve super bem! Adorei seu espaço!
    Abraços!

  15. Nossa amiga, sinto muito por isso, de verdade. Não consigo imaginar o que você esta passando mesmo que eu tente não chego nem perto.
    Desejo que você encotre luz para tomar essas novas decisões, e se quiser Design, faz Design gráfico que a gente trabalha junta! Hahaha, eu brinco mas sei que é sério. Qualquer coisa manda e-mail, DM, mensagem, SOS. Estamo aí (y).

  16. Eita! Eu imagino que deve ser horrível a sensação, mas vamos pensar pelo lado positivo.. o importante é que você percebeu isso e já está começando a aceitar, assim você já pode ir começando a pensar em outras escolhas, imagine se você só percebesse isso quando já estivesse exercendo a profissão? Aí é que iria ser uma barra!

    Que a próxima escolha seja a certa 😉
    Beijão!

  17. Amanda, amanda… vou te contar uma coisa, ou o jornalismo tem o dom de dececpionar aqueles que os escolhem, ou somos duas no mesmo barco. Eu acabo de terminar a faculdade de jornalismo e olha, durante um tempo eu achei que não a terminaria. Mesmo… foi uma crise tão ferrenha no 3º ano que eu ia chorando pra faculdade, juro, nesse nível.

    Bati o pé pq meu pai tinha pagado todo aquele tempo e eu não achava certo soltar o canudo sendo que estava tão perto de pegá-lo. A verdade é que agora eu terminei mas eaí? Sabe, fico com esse monte de dúvida na cabeça e não tenho certeza de nada e me arrependo das escolhas e ao mesmo tempo nao quero dar pra trás, ser adulto é uma merda.

    Enfim, adoraria conversar com você sobre o assunto.
    Estou disponível, se quiser é só mandar o desabafo por e-mail.

    Beijoca

  18. Foi justamente com a mesma decepção com a profissão que vc está tendo que eu resolvi tentar respirar. Foi por isso que criei um novo blog, um novo pseudonimo para botar p/fora. Sei como se sente, quase que traída pela sua própria escolha e sentido o peso de uma falha (que pode não acontecer). Não sei nem o que te dizer, pq estou nessa mesma vibe, mas que vc é nova e ainda dá tempo de repensar.
    seja feliz gata!!!!
    Luize – ex toxicide ;D

  19. “Eu aceito conselhos, mas gosto de seguir minha própria opinião. Errada, mas minha.” ESSA SOU EU!

    Apesar de nunca ter passado por essa sua situação, eu entendo como se sente. É uma frustração imensa, né? Eu ainda não sei em que vou querer me formar, mas morro de medo de escolher a coisa errada, me arrepender e só depois perceber. Daí já vou ter perdido preciosos anos da minha vida. Mas, talvez, só passando por isso eu consiga perceber o que quero para mim. Não importa se vou ter perdido muito tempo ou não, o que eu quero é ser útil fazendo aquilo que gosto.

    Desejo-lhe boa sorte.
    Beijos.

  20. Acho que todo mundo passa, um dia, por essa fase. Eu faço publicidade, e estou indo para o segundo ano, e já tive essa sensação. Mas sempre quis fazer tantas outras coisas, além de publicidade.
    Olha, vou te dar um conselho. Todas as experiências são válidas, você pode até não gostar mais de jornalismo e se sentir péssima pela escolha tomada. Não seja tão exigente consigo mesma, você fez o que achava melhor na hora em que escolheu esse curso. Agora, se você se sente tão infeliz nesse curso, acho que está na hora de arriscar, faça design! A vida é uma só (isso soa clichê, mas é verdade) então aproveite cada minuto para ser feliz e se realizar. Agora, se jornalismo nem é tão ruim assim, acaba. E depois parte para outro curso, é sempre bom aprender outras coisas.
    Não sei se ajudei muito. Mas espero do fundo do coração que você seja feliz, sendo jornalista, fazendo design ou até sendo astronauta (hahaha)se isso te fizer feliz, vá em frente!

  21. Hmm…Vou terminar Jornalismo agora no primeiro semestre de 2012. Nunca passei por essa crise, mas não quer dzr q eu não tenha um pé atrás com minha profissão.

    No meus primeiros semestres era terrível. Professor dizendo “Jornalista não ganha dinheiro, e isso e aquilo”. Pior era qdo os professores falavam mal dos jornalistas. rsrs Muitos colegas de classe desitiram, procuram o mercado mais obvio.

    Fui apredendo a conviver com isso. Hoje não me imagino fazendo outro curso. Fiz dois estágios que trabalhei de graça que amei. Fui pra rua, vi moradores com medo de perderem as casas, tive contato com torcedores, e qria poder fzer isso pro resto da minha vida.

    Infelizmente, esse mercado é cruel…Tô com medo de não conseguir, de ser ruim d+. Se não conseguir, já tô pensando no plano B. Todo jornalista tem uma plano B. rsrs

    Pô, vc tem um blog, vc é editora-chefe, decide tdo que entra ou não no blog. Vc pode se formar em jornalismo, e se especializar em fotojornalismo, ou alguma coisa q envolva imagem, design, blog, web, e transmitir esse teu conhecimento através desse espaço aqui.

  22. Me identifiquei muito com seu texto. Sou formada em medicina veterinária, e no último ano já não aguentava mais, pois minha paixão estava na escrita e fotografia. Assim que me formei comecei o curso de jornalismo, mas aconteceu a mesma coisa: não conseguia mais escrever. Tudo travou… minha criatividade foi pro lixo, e agora aguardo o resultado do vestibular para letras. Nunca é tarde pra recomeçar, se você já está no final, respire fundo, se forme, pegue seu diploma e guarde. Um dia ele vai ser útil, nada é por acaso… mas siga seu caminho busque outro rumo. É melhor se arrepender do que fez do que não fez!

    Descobri seu blog hoje por acaso, e gostei muito. Voltarei mais vezes, pode ter certeza. Grande abraço e sucesso!

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