Não tem título que resuma isso aqui

A quem quiser ter um bom dia eu não aconselho a leitura do texto abaixo. É triste, é raivoso, é rancoroso. Mas era tudo o que tinha dentro de mim agora e eu precisava colocar pra fora.

O problema é que não são apenas mágoas antigas. Se fossem apenas estas, eu estaria bem. Sim, estaria. Eu meio que sou uma pessoa rancorosa – sou mesmo – mas eu consigo dar a volta por cima. Acredite, VOCÊ NÃO FOI A ÚNICA PESSOA QUE ME FEZ MAL NA VIDA. Embora, sem sombra de dúvida, tenha sido a que MAIS me fez mal.

Irônico, não é? Seria risível, se não fosse trágico. A pessoa que deveria estar sempre do meu lado, me apoiando, me fazendo feliz, é a pessoa que escolheu ser a crápula da minha vida. Difícil pensar numa ideia pior que essa. Se alguém tiver, por favor, não ponha em prática. Essa aqui já dói pra cacete.

Mas o problema, mesmo, não é APENAS o que você fez no passado. As feridas cicatrizariam se você NÃO FOSSE MAIS VOCÊ. Se você parasse de me tratar diferente da minha irmã, acho. Por que, sabe, eu e minha irmã somos MUITO parecidas. Sei que muito mais do que a senhora gostaria que fosse. As diferenças entre nós são causadas pela senhora mesma. Sabe, o fato dela não ser caseira não se deve apenas a ‘ela gostar de sair’ ou ‘ela ter amigos’. Eu também tenho amigos. Também tinha na idade dela. Eu não era nenhuma leprosa social. Damn, eu fazia TEATRO. Como alguém que faz teatro pode ser uma leprosa social? Mas a senhora e meu pai preferiram me trancar dentro de casa, como um monstro que deve ser escondido. A um certo ponto, eu desisti de pedir pra sair. Dava tanto trabalho conseguir um sim que eu preferia ficar em casa. É como eu disse outro dia no inglês: my parents killed the party person in me. Então se a minha irmã é uma ‘party person’ hoje em dia e eu não, é simplesmente por que aprendi que sair de casa DÁ MUITO TRABALHO.

E desde quando ser uma party person é positivo, afinal de contas? É só uma característica.

Eu acho HILÁRIO essas pessoas que fodem com o seu emocional e depois vem com a conversinha: “VAI PROCURAR UM TERAPEUTA, VOCÊ PRECISA CURAR ISSO”. OH REALLY? Mas me diz aí ALGUMA COISA QUE EU NÃO SAIBA. Eu tinha que curar feridas desde que eu era PEQUENA, sabe? Bem pequena, uns 6 anos, por aí. MAS SERÁ QUE A SENHORA ME DEIXOU CURAR ALGUMA COISA? Oh, not really, right? Me parece que por cima de uma facada a senhora aplicava um novo golpe. E agora as feridas antigas e novas se juntaram aqui e estão fazendo rebelião. Disseram que nem vão tentar se curar mais, por que não tem lógica, se você ainda estiver na minha vida. Eu nem tenho como discordar.

É muito triste tudo isso. Nesse exato momento estou me forçando a não chorar. Afinal, estou escrevendo da minha mesa do trabalho, não ia pegar bem. Eu nem queria escrever isso daqui, mas é algo que está me matando e tem que ser escrito o quanto antes. Essas porção de coisas ditas e não ditas – mais ditas, for sure. Outro dia eu estava na casa de amigos meus e de Weslley e um casal do grupo estava pra casar. A menina em particular falou que a mãe já estava triste por que ela ia embora. Daí a mãe de outra amiga, que estava presente na sala, disse que sentia falta da filha dela o tempo todo. E eu, revoltada com tudo aquilo, falei idiotamente: “Pois a minha tá louca que eu vá embora”. Pois é, que imbecilidade falar isso. Ninguém precisava saber, né? Por sorte, ninguém quis detalhes sórdidos do nosso relacionamento. Ia estragar a noite.

Mas, sabe, não consegui me segurar. Aquelas conversações NÃO FAZEM PARTE DE MIM. Não são parte do meu dia-a-dia. Eu não queria escutar aquilo. Doía demais. Saber que eu nunca vou ter aquilo. Tem como sentir falta de algo que nunca se teve? Parece que sim, no fim das contas. É muito injusto eu, de todas as pessoas do mundo, não ter direito a ter uma mãe. Cacete, WHAT THE HELL I DID TO DESERVE SUCH A HORRIBLE THING? Vai ver fui Hitler na outra vida. Isso explicaria, talvez.

Weslley me falou que eu deveria criar um filtro. Isso é muito ele, mas não parece comigo. Eu, criando um filtro? O QUE É FILTRO, MINHA GENTE? Mas ele insistiu, dizendo que discutir e brigar só piora. Fiquei calada, por que ele realmente parecia acreditar que aquilo daria certo, se eu me dispusesse a por em prática. Mas eu não acredito nem um pouco nesse método. Sabe, mesmo gritando com a minha mãe de duas em duas semanas, a minha garganta ainda está cheia de coisas não-ditas. E, olha, eu não consigo IGNORAR. Eu gostaria. Juro como eu gostaria. Mas dói demais pra ficar calada. É como não gritar enquanto alguém arranca suas tripas. Tem condições? É muita injustiça ter sido tratada do jeito que eu sou, como alguém inferior, sendo que eu NEM AO MENOS sei o que MERDA eu fiz para merecer essa porra de tratamento. Eu entendo muito que meu amor queira que eu ignore. E eu sei que, embora ele não fale, ele se revolta de me vez chegando chorosa no carro dele. Por que eu me revoltaria se fosse o contrário. Quando a gente ama de verdade, não quer que o outro se machuque.

E é por isso que eu digo BULLSHIT que a senhora me ama. Que porra de amor é esse? Talvez a senhora não me queira morta debaixo de um ônibus, mas amar? Vá contar essa história da carochinha pra outro, POR QUE A MIM A SENHORA NÃO ENGANA. Sim, eu sei que é sua tarefa impor limites. Mas, sabe que eu só não sou melhor hoje em dia POR SUA CULPA? Eu poderia ser mais calma. Ser menos rebelde. Mas eu sou nervosa, estressada e tenho problemas com autoridades. Isso não é culpa de quem me mimou, como a senhora vive dizendo. É SUA. Deal with it. Por que eu não sou muito mais mimada que minha irmã, sou?  Na verdade, minha irmã É UM ZILHÃO DE VEZES MAIS FRESCA QUE EU. Eu não sei de onde a senhora tirou que eu sou MIMADA. Eu estudo e trabalho, pago minhas contas e lido com meus problemas. Não tem mimo aqui, minha filha. As poucas pessoas que me mimavam a senhora afastou de mim e eu as deixei se afastar, de idiota que eu sou. Por que simplesmente dá trabalho demais explicar que eu não sou algo que a senhora já se esforçou tanto para fazer verdadeiro.

Eu não sou tão ruim assim. Como filha eu devo ser a merda, não discuto. Mas isso eu já deixei de lado, por que não tem como eu ser melhor tendo a senhora como mãe. Mas, apesar disso, eu sempre tiro notas boas, sou o mais responsável que meus 21 anos me permitem ser, não bebo, não fumo e só faço sexo com o cara que será meu marido e pai dos meus filhos. Não tem como eu ser uma decepção de filha. Ou pelo menos não tem como eu ser mais decepcionante que a minha irmã. Somos praticamente a mesma coisa. Só que a senhora trata ela diferente.

Pra vocês verem que não tô de balela. O meu ano de vestibular foi kind of a hell. E uma boa parte por causa da minha mãe que a) me humilhou por que eu não passei no vestibular de primeira mesmo eu tendo estudado num colégio de merda; b) jogou na minha cara que eu estava sugando o sangue do meu pai por que eu ia passar MAIS UM ANO só estudando quando eu deveria estar trabalhando; e c) fazia questão de deixar claro o tempo todo que se eu não passasse NÃO TINHA SEGUNDA CHANCE PRA MIM. Daí vocês tiram que, se eu passei na minha segunda tentativa, NÃO FOI POR CAUSA DO APOIO EMOCIONAL DELA. Daí minha irmã vem e me conta que esse ano ela vai ganhar mesada para não trabalhar. Mesada. Pra não trabalhar. No ano do SEGUNDO VESTIBULAR DELA. Olhei pra ela com cara de YOU’RE KIDDING, RIGHT? Mas não. Era tudo verdade, mesmo. E o pior é que eu nem estou chocada. Eu já esperava por isso, por que foi assim que ela agiu em várias situações comuns a mim e a minha irmã. Ela fode com a minha vida e quando é a vez da minha irmã de fazer o mesmo ELA SIMPLESMENTE AGE CERTO. O que eu sou, afinal de contas? A porra de um rascunho? A filha que deu errado? Vai se foder, você não é retardada. Você simplesmente não gosta de mim.

Eu vou fazer terapia, sim. Mas só quando eu sair da sua casa. Do contrário, é jogar dinheiro fora. E, ah, obrigada por foder com meu emocional. Sempre posso contar com você para isso.

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25 thoughts on “Não tem título que resuma isso aqui

  1. Olá! Tudo bem?
    Olha, a dica do filtro que o seu namorado deu é bem boa, sabe? Digo isso porque a uso frequentemente com a minha tia, com quem moro, que é uma pessoa bem difícil de se conviver e blá blá (quando ela começa a falar merda, eu saio ou então cantarolo mentalmente alguma música). Mas antes de começar a usar essa técnica, porque você não chama a sua mãe pra conversar a respeito disso, em um dia em que ela estiver de boa com você e que não tenha outras pessoas por perto? Sabe, conversar francamente e expor os seus argumentos com calma e deixar que ela fale. Se não adiantar nada, aí sim por que não usar o tal filtro? Porque brigar não adianta e só deixa a situação ainda pior, faz com que VOCÊ se sinta pior… e é uma boa fazer terapia, um psicólogo vai saber te aconselhar melhor do que qualquer pessoa… (eu sou super defensora de terapia pra todo mundo! o/)
    Espero que você não me ache uma estranha intrometida, mas eu tenho essa mania irritante de bancar a psicóloga, e eu pelo menos fico super agradecida quando posto um desabafo e recebo conselhos, me faz sentir melhor… =P
    Hm, é isso… tudo de bom e seja otimista, tudo passa!
    bjs

  2. Olha, isso tudo é triste e por mais clichê que possa parecer, me identifiquei horrores com o teu texto. O que muda é o fato de que não tenho uma irmã mais nova, mas um irmão. E que nem se trata de comparar as criações (dele e minha), mas do fato de você ser tratada de uma maneira que não deveria e por alguém que, como você disse, deveria estar ao nosso lado.

    Também me pergunto e concluo que não adianta muito tentar “se curar” enquanto ainda se vive no ambiente ruim. Mas pelo pouco de experiência que tive, alguns meses de terapia já estavam me fazendo melhor, pena que tive que parar. Então, se posso te dar uma dica, é que se puder, comece a terapia logo, pois vai te ajudar. Ao menos começar.

    E olha, isso tudo é uma merda, mas a gente vai sobreviver. xD

    Beijo e se acalme!

  3. Amandinha, não sei o que te dizer. Não sei mesmo. Queria poder dizer algo que fizesse com que você se sentisse melhor, mas sei que isso é impossível. É como querer compensar com umas duas frases muitos anos de traumas, como você mesma disse.
    Tenho vários amigos com muitos problemas com os pais, e o que eu te digo é o mesmo que eu digo pra todos: a culpa não é sua. Como você mesma disse, não existe nada que você faça que leve ela a te tratar do jeito que trata. A culpa não é sua e você não deve se culpar por isso, por mais que seja difícil.
    Criar um filtro seria uma opção ideal, mas eu sei que é difícil. Por ora, se funciona, lembra que o problema não está com você e que apesar dela, existem pessoas que se importam com você, que cuidam de você, que te amam da maneira como você é. Concentre-se nelas e tente gastar o mínimo de energia possível com sua mãe. E desabafe sempre que sentir necessidade, porque guardar tudo dentro de você só vai criar um rancor enorme e mesmo depois que vocês já não viverem juntas vai ficar dentro de você, te impedindo de ser feliz e saudável emocionalmente.
    Pode contar comigo, viu?
    Beijos

  4. Amandinha, amora, assim como a Anna disse, eu queria mesmo saber dizer algo para te acalmar, mas eu não sei.
    E tenho muito, muito orgulho da pessoa que você é, mesmo convivendo com essa situação.
    Você é incrível, e se sua mãe não sabe notar isso, acredite, tem muita gente que sabe!
    E eu estou aqui, pra tudo, viu? Sempre!
    Te amo!
    Beijo

  5. Nunca comentei antes no seu blog, mas dessa vez não deu…É idiota falar isso mas eu sei o que voce passa porque comigo é idem; comecei a fazer terapia e fiz a idiota pagar afinal se eu me matasse a culpa com certeza seria dela, acabei descobrindo que não o problema não sou eu, e sim ela que fudeu a vida na minha idade e sempre refletiu isso nas pessoas a sua volta. Mesmo assim não é facil quando ela me humilha e me trata como merda, nessas horas eu acho que em alguma outra vida eu fiz muito mal a ela, afinal niguém trata assim a própria filha. A única coisa que me consola é colocar na minha cabeça que nada dura pra sempre, e eu não vou ter que sobreviver com ela e a desgraçada da filha preferida…
    Pode parecer meio mal e ruim de nossa parte falar isso mas acho que voce assim como eu não deseja o mal pra nossas “mães”, o que queremos afinal é apenas distância para podermos preservar nossa sanidade antes que elas fodam com o resto que ainda nos sobra…
    Sem mais, espero que não demore muito pra voce se livrar deste problema.

  6. Caraca você falava por alto, mas não sabia que vc enfrentava essa barra toda…mas assim, segue um pouco do que o Weslley disse, isso do filtro. Eu tô aprendendo na prática e não minto, É DIFÍCIL PRA CACETE, mas o que acontece se vc não fazer isso é q vai matando aos poucos o que há de bom em vc. Não faça isso jamais, não deixe acontecer. Sem contar que pelo q vc fala, é meio como eu, nervosa, rancorosa, e essas coisas não são boas de guardar. Olha, quando vc tiver no msn, no facebook ou algo assim, me dá um toque que queria falar com você. Fiquei preocupada!
    Fique bem, se agarre no Weslley que te ama e dá bons conselhos e vai tentando superar. E eu estou aqui, assim como muitos que te amam, pode contar! ^^

  7. Caraca…
    Olha, eu sei que eu não tenho que falar nada, não é válido eu me meter, até porque sei que você escreveu esse texto todo pra você… mas preciso dizer. Que bom que você escreveu, que você botou pra fora, que tirou isso de você.

    Não posso nem imaginar que merda deve ser passar por isso todo dia, mas olha… pensa em quem tá do seu lado sempre. As vezes a vida tira de um jeito e repõe do outro… sabe? E ó, sou fã número um de você imprimir esse texto e colocar em cima do travesseiro dela.

  8. Amandinha, é difícil dizer alguma coisa. Se essa situação fosse comigo, eu me sentiria da mesma forma. O que eu fiz? Por que justo comigo?
    Desculpa não poder acrescentar algo de bom. No seu lugar, eu acho que só sangraria mesmo…
    Bjitos!

  9. Oi Amanda..
    Acompanho o blog há algum tempo, mas passei a comentar há muito pouco. Posso dizer que você é muito inteligente e sensível, que não tem o emocional estragado, como diz ter.
    Pode ter dificuldades para lidar com certas situações, mas todos temos nossa limitações e estamos sempre aprendendo.

    Acho que você pode procurar pensar a situação com a sua mãe de forma diferente. Porque vamos parar pra pensar… não é produtivo ficar remoendo coisas que só te fazem mal. Comparar a forma como você e sua irmã são tratadas. Sei que é muitas vezes inevitável, mas só te faz mal.
    Sempre sou a favor do diálogo. Não de brigas, apesar de existir algum diálogo mesmo nas brigas. Na minha humilde opinião, você poderia conversar com a sua mãe, expor o que você sente. Sem ser agressiva, mostrando que você realmente fica chateada com tudo o que ela faz, tentando não acusá-la dos problemas que você enfrenta hoje, por mais que você ache que essa culpa seja apenas dela. Se ela levantar a voz, começando alguma briga, tente não se deixar contaminar com isso. Brigar você já viu que só faz piorar as coisas… talvez ela perceba que não é apenas rebeldia, como você disse que ela vê as coisas.
    Se ela vê apenas como rebeldia, pode pensar que está agindo para que você não seja mais assim… e termine te tratando diferente por motivos que ela considera justos…
    Não estou defendendo a atitude dela, mas sim tentando enxergar outras formas de encarar o mesmo problema.

    Pode ser que seja apenas mais uma tentativa frustrada de mostrar o que você pensa, mas acho que não custa tentar. Esvaziar todo o orgulho e tentar outras formas de enfrentar o problema. Não fugir dele. Enfrentar, tentar mudar. Tentar ver qual é a sua parcela que pode estar contribuindo para que ela aja assim. É difícil pensar dessa forma. E mesmo que encontre alguma coisa, saiba que a culpa não é sua. MESMO. Mas, que você tem possibilidade de mudar sua situação. Assumir parte da responsabilidade às vezes faz bem. Nos faz pensar no que podemos mudar para que a situação inteira se modifique.

    E você não está sozinha. Tem os amigos que mencionou… tem seu namorado.
    Acho que num primeiro momento, o filtro não faz bem. Como você mesma disse, não é de você agir assim.. não consegue ignorar. De uma forma ou de outra, usar esse filtro é deixar de se relacionar, é desistir de tentar mudar, se conformar com a situação. Ele pode ser um último recurso, quem sabe?

    Por fim, se nada der certo, pense que foi tudo isso que permitiu que você seja quem é hoje. Por mais que tenha problemas, como você disse, é uma ótima pessoa, pelo que pude perceber. Por esforço seu, por mérito seu. E sim, por mérito dela também. Foi o que você vivenciou até agora, junto com mais um monte de características suas, que fez com que você chegasse aonde chegou.. 🙂

    É difícil. E vai continuar sendo por um bom tempo… mas quando a gente passa a enxergar o problema pensando no que podemos fazer para mudar, daí o foco é outro. E em vez que ficarmos remoendo tudo e sofrendo horrores achando que sempre será assim, podemos nos levantar, sacodir a poeira e andar.

    Mas, essa é minha humilde opinião… é o que tentaria fazer, caso estivesse no seu lugar. Não que fosse conseguir, porque não é fácil. Mas, tentaria até não poder mais…

    Boa sorte pra você. Espero que as coisas fiquem melhores, que vocês possam ter uma boa relação algum dia, mesmo que não pareça possível agora, realmente espero e acredito..

    E que você fique bem! ^^
    Beijos!

  10. Não gostaria que vc estivesse passando por uma situação como essa, Amanda… pois é algo que machuca pra sempre…
    É boa a ideia do filtro, mas te digo, não serve muito. Meu pai é uma pessoa muito difícil de se conviver (por isso vivo no quarto!), tem vários defeitos e td mais… Sempre que tentei criar um filtro para oq ele dizia não funcionava, pois, de alguma forma, eles sempre encontram um jeito de nos machucar, oq é mt triste, afinal são nossos pais… O que funcionou no meu caso, foi fazer faculdade fora e vir pra casa a cada um mês, e qd passo mais do que duas semanas sozinhas aqui em casa é briga e choro com certeza…
    A terapia ajuda no sentido de que você vai começar a se valorizar mais, apesar do discurso dela, conseguir ficar um pouco alheia, mas não vai resolver enquanto vc tiver que conviver com ela… E acho que conversas de nada adiantam, pois é como se falássemos pra uma pessoa que escuta, escuta, escuta, mas não ouve, não entende, não se importa em mudar, se tá machucando alguém.
    Fortaleça a você mesma e isso vai dar uma amenizada.
    Abraços,
    Larissa.

  11. Oi, Amanda, se você já tentou de TUDO para se entender com sua mãe e não deu certo, então sai de casa o quanto antes, a relação de vocês duas TALVEZ seja melhor assim, geograficamente distantes. Quando se virem será para tratar coisas banais, comuns… tchau aborrecimento!

  12. Oi?
    Caramba… eu comecei a ler o texto de trás pra frente, e vi que tinha que começar do começo!
    Amanda, você é eu? Ou eu sou você?
    Pois bem, aqui na minha casa, não é só mother, é dad tb! E sab como eu fico? BAD!
    É incrível como eles conseguem destruir qualquer coisa, antes mesmo de eu, saber o que é.
    Na boa? Filtro que é filtro, não rola. Nos filtros, SEMPRE cai alguma sugeirinha junto.
    No meu caso é um pouco menos complicado, não tenho irmã, mas irmão. E mesmo assim, ele é mimado, diferente de mim, que não.
    O meu problema é com a relação com o meu namorado x familia (http://semprequisterumassim.blogspot.com/2012/01/familia-ou-namorado.html)
    Aconteceu a poucos dias, e sabe o qeu eu resolvi fazer?
    JOGAR.
    Eles estão jogando comigo, e como n sou rebelde, estou sofrendo. Mas, se eles querem jogo, o certo é jogar.
    AS cartas estão na mesa, JOGA. Ganhe! Derrote!
    Uma hora eles vão cansar.
    E não esquece, há pessoas, que querem teu bem. Outras o mal.

    Um beijo, talvez de conforto.

  13. Puta merda, Amanda!!
    Eu achava que a minha relação com a minha mãe era complicada, porque, olha, que mulher cabeçuda é a minha mãe! E diz que eu sou feia, preguiçosa e burra. Apesar disso, eu sei que é o jeito dela de ser mãe.
    Mas a relação que você descreveu, poxa, eu fiquei triste aqui também. Porque mãe deveria ser o alicerce, né? Ou eu aprendi errado? =(

    Força e luz, Maçaverdinha :*

  14. Amanda, minha relação com os meus pais não é tão amigável. Sou a mais velha e, muitas vezes, fico mal com o tratamento diferenciado entre eu e a minha irmã, por exemplo (entre outras coisas). Não sei se o fato de eu ser a mais velha influencia nisso, mas muitas vezes não sei lidar com essa situação e os desentendimentos acabam se multiplicando. Tenho o colo do meu namorado, o que me ajuda muito. O ruim é que não consigo ficar quieta e acabo falando coisas que não gostaria de ter dito – mesmo que eu concorde com cada palavra que saiu da minha boca. É que o que a gente fala em um momento nos machuca também.

    O meu namorado costuma dizer o seguinte: o diálogo tem que ser o primeiro passo, mas se você perceber que não vai dar mesmo p/ ter uma conversa amigável, fique na sua; lá na frente, as palavras que ferem, mesmo que tenham saído da boca de quem foi mais atingido, de quem mais sofreu, serão sempre lembradas; serão sempre o erro.

    Olha, tente ouvir as coisas e ficar na sua; tente concordar algumas vezes com o que você não concorda, mesmo que da boca para fora. Aquela coisa de que você ainda mora com ela; é a sua mãe. Melhor buscar a paz, uma paz que acalme os dois lados 🙂

    Fique bem, menina.

    Um abraço da mais nova mafiosa. ;}

  15. Amanda, não vou dizer que sei como é, mas posso te dizer que, se eu tivesse poderes pra mudar isso, você nunca teria tido que passar por essas coisas. Nem você, nem ninguém. Porque ninguém merece isso e, sobretudo, eu sei que VOCÊ não merece isso.

    Quando estou prestes a chegar ao meu limite tento meditação (juro, já cheguei nessa fase), mas existe outra coisa que alivia: escrever. Eu sei que você está cansada de saber disso, mas ouve a ideia. Você tem muita coisa que precisa dizer para sua mãe, mas provavelmente uma conversa vai acabar em discussão. Já tentou escrever uma carta para ela, desabafando TUDO, tudo mesmo? Pode não funcionar, ou pode funcionar. E quem sabe, na melhor das hipóteses, isso pode até terminar em uma conversa civilizada. Se não, pelo menos te ajudou a desabafar.

    Desculpa se viajei na batatinha, mas não gosto de ver ninguém assim e me sentir completamente impotente. Pensei que seria pelo menos algo a considerar…
    Beijos

  16. Sabe, sei o que é isso. A única providência que consegui tomar foi parar de me sentir e de procurar direitos de filha já que não me sentia e nem era tratada como tal. (Meio aquela coisa de acabar com as expectativas antes que vire câncer, sabe?) Simplesmente vivi por mim mesma no espaço que tive e que ainda tento conquistar. Não é um grande conselho. É uma droga. É uma grande merda. Mas foi minha única alternativa. Te digo uma coisa: Seja forte, menina. Você vai ter uma nova chance quando sair de casa, quando se casar ou quanto tiver filhos. VOCÊ vai ser a mãe, e ai vai poder fazer tudo certo e fazer seus filhos se sentirem amados. Acho que isso é um grande consolo, poder fazer diferente, sabe?
    Espero que fique bem!

  17. Mandy, querida, eu sinto muitíssimo por você. E sei que essa relação conturbada dentro de casa is a hell, ainda mais quando a gente sabe que tá certo. Mas se isso te conforta, sua linda, eu teria MUITO ORGULHO de você se você fosse minha filha. Sério mesmo. Você possui tantas qualidade admiráveis que não dá nem pra contar. E Weslley tem muita sorte de poder estar contigo porque você é incrível. Sua mãe ainda está em tempo de abrir os olhos e enxergar o que ela está fazendo. Com sua vida recomeçando e ao lado do cara de te faz tão feliz, quem sabe ela não perceba de uma vez que você não merece o tratamento que recebe? Acho que ela precisa de um choque de realidade pra se tocar que filho é a coisa mais valiosa do mundo. E que não importa o jeito, tipo, cor, whatever, amá-los sempre em primeiro lugar. E demonstrar igualmente. Tô aqui torcendo muito para que você fique bem e que construa uma família linda com o Weslley! Já disse que acho vocês dois uns fofos? s2 hahahaha Não sou o rei dos conselhos, mas espero ter ajudado! Beijão, Mandy!

  18. Ah, as coisas de família. Nem acho justo comentar alguma coisa do tipo “vai passar”, “depois tudo melhora” ou “tenta ignorar”. Só quem tem um problemão desses sabe direito o que sente, e nem assim, compartilhando uma situação, dá pra comparar.

    Se posso te dizer algo é: desabafe. Seja com seu namorado, com algum amigo, ou por aqui mesmo. Desabafe, bote pra fora, e não fique se culpando. Tudo o que eu disse no começo é verdade: depois muda, melhora até, mas o importante agora é que você se permita sentir bem, “apesar disso tudo”. Já é um passo bem grande, vai por mim.

    Tomara que dê tudo certo, estou torcendo. Força aí, lindinha 🙂

  19. Eu nunca comentei no seu blog, mas mesmo que seja um conselho dispensável, concordo plenamente com a ideia de imprimir isso pra sua mãe, nem que não resolva, mas arrisque, pois se ela errou a vida toda como sua mãe você tem o direito de dizer a ela o que você tá sentindo. Não posso falar que vai passar, é uma relação muito forte a de mãe e filha pra dizer isso. Mas que sirva de exemplo pra você no futuro, não repetir as lamententáveis situações que essa mulher te fez passar. Se agarra no seu amor que tudo vai ficar melhor, sempre.
    um beijo e força aí.

  20. Sabe, xará, que estamos no mesmíssimo barco?
    Pode acreditar.
    A minha mãe nunca vai me expulsar de casa, mas até eu não ter colhões (e dinheiro) pra morar sozinha, ela vai psicologicamente me induzir ao suicídio toda a semana…

  21. Toda vez que eu leio teus textos sobre esse assunto, eu me identifico com cada linha, como vc bem sabe.

    E eu fico indignada por coisas assim ainda acontecerem com pessoas q n fizeram nada, só nasceram na família errada.

    Nós não somos culpadas de absolutamente nada, o problema não é conosco. Nós somos as vítimas.

    Infelizmente a única saída é aguentar até poder se ver livre desse tipo de situação. Já tentei criar filtros, mas no meu caso n resolveu, se resolver no seu, tente. Pq realmente n vale a pena se desgastar por coisas assim.

    Vai passar.

    Beijo e boa sorte pra nós

    :*

  22. Olá, Amanda!
    Já tem um bom tempo que sigo seu blog, mas essa é a primeira vez que me manifesto. Caramba, seu post foi muito doloroso…
    Acho que, como Weslley, eu provavelmente bloquearia algumas coisas pra sofrer menos. Aliás, faço isso diversas vezes com minha mãe. Não que ela seja igual à sua, mas minha mãe ‘monta’ em cima de mim algumas vezes também.
    Não dou trabalho a ela, 18 anos, faço faculdade de engenharia, não bebo, não fumo, não faço sexo, saio 1 vez por semana nas aulas. Poisé, mas ela insiste em gritar comigo como se eu não pudesse cometer mais erros na minha vida. Sério, se eu errar, ela corta muita coisa da minha vida, principalmente depois que meu irmão nasceu.
    Ele simplismente monta na minha mãe. É a reencarnação do capeta (sério, a peça não é boa não) e ela é cega por ele. O menino foi mal na escola e ganhou um brinquedo de 800 reais……………………………………..agora eu, que utilizei do meu sangue e suor, parece q nao há reconhecimento… É estressante. Por isso bloqueio. Acho que, como você não consegue bloquear, você deveria mostrar o texto a ela. Acho que ela compreenderia…não sei. É bom tentar.
    Qualquer coisa, estou aqui como apoio =D
    Beijos!

  23. Olha, não sei ao certo o que dizer, mas queria muito comentar sobre isso. A gente não acredita, mas tem pessoas nesse mundo sim. Pessoas difíceis e pessoas impossíveis. É difícil dialogar ou adicionar um filtro com esse tipo de gente.

    Uma coisa que eu acho certa foi que você expôs o seu sentimento aqui. Botou pra fora de alguma forma, sabe? Porque às vezes não basta desabafar com o namorado, a gente precisa “gritar” para o mundo ouvir. E o bom disso é que você pode encontrar pessoas que se identificam com o teu problema e receber o apoio que você merece.

    Eu penso que, se você tentou de todas as formas conversar com ela e expôr o seu lado, de maneira franca, calma e não funcionou, eu acho melhor desistir e se distanciar. Porque aí nesse caso você já fez sua parte. E você felizmente é responsável o suficiente para cuidar da sua vida seja onde for e ser feliz do seu jeito, fazendo o que você acredita.

    Mesmo assim é difícil lidar. Eu desejo a você toda a força do mundo, mas um conselho: faça sim terapia. Ou qualquer coisa que pode ajudar você a aliviar todos esses sentimentos. Porque, guardar rancor é a pior coisa do mundo. Não digo por ser uma coisa ruim mas mais que isso: faz mal à você mesma, faz mal à sua saúde física e emocional.

    Desista de quem não merece o teu amor, a tua “audiência”. Tente esquecer isso, evite pensar nisso, treine, exercite de alguma forma o desapego aos pensamentos ruins. É sua mãe, o que entristece ainda mais, mas nã a trate como a inmiga; apenas lamente a postura dela e o que ela mesmo plantou para distanciar vocês. É triste, mas esse mundo não é justo mesmo.

    Por mais que não tenha sido você que provocou esse rancor, desvencilhe-se disso, em seu próprio benefício.
    E viva sempre em busca da paz de espírito, da consciência tranquila. Isso te fará um bem enorme à vida toda.

    Beijos e força! Fique com Deus 😉

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