A era da sociopatia

so.ci.o.pa.ti.a. s. Transtorno de personalidade caracterizado pelo comportamento impulsivo do indivíduo afetado, desprezo por normas sociais e indiferença aos direitos e sentimentos dos outros.

Essa semana um dos meus professores prediletos deu um pití fenomenal em sala de aula. E não foi qualquer pití não. Foi um daqueles pitís que traumatizam uma classe por um bom tempo e fazem com que uma reputação fique manchada por um bom tempo. Resumidamente, fazem com que o professor fique conhecido como o porre por, praticamente, o resto de sua vida. Eu já conhecia o professor em questão e já sabia que ele era grosso, mas dava um desconto porque ele é extremamente inteligente. E esse ataque de loucura da parte dele me fez repensar algumas coisas. Perguntei-me o porquê de fazer isso. De dar tanta importância à inteligência dele e tão pouca à gentileza e à sua forma de tratar as pessoas. O que faz com que ser inteligente te dê, de-repente-não-mais-que-de-repente, permissão para tratar pessoas como se fossem lixo?

Com um pouco de observação a gente nota que esse é um comportamento relativamente comum, nos dias atuais. Ao que parece, qualidades como agudeza de pensamento, competência e capacidade de dizer a coisa certa na hora certa estão em um patamar acima de coisas como gentileza, sensibilidade ou bom humor. Sempre se fala bem de quem é inteligente, enquanto quem é gentil fica com um mero comentário do gênero “ah, ele/a é amor”. E morreu.

Não estou aqui tentando aclamar aquelas pessoas que são felizes 24h por dia e 7 dias por semana. Não, realmente irrita ter uma pessoa mostrando os dentes o tempo todo para você – principalmente se você não é dentista ou coisa que o valha. Ninguém é feliz o tempo todo. É fato. Temos nossos maus momentos. Mas é importante observar que os maus momentos são exatamente isso. MAUS. Não é nenhum motivo de felicitação ou orgulho tratar mal alguém de graça. Isso é, isso sim, coisa de quem ainda não evoluiu o suficiente.

Aponto, nesse momento, o dedo na minha própria cara também. É fato que vemos os nossos erros muito melhor nos outros do que em nós mesmos. Eu mesma sou altamente sem paciência e costumo lançar um judgemental look de vez em quando na direção de pessoas especialmente educadas e bem-humoradas. Mas isso não quer dizer que eu ache isso certo. E isso não quer dizer que eu não vá, hipocritamente, reclamar disso e esfregar na cara de vocês que sim, o que vocês fazem, meus amigos cerebralmente bem desenvolvidos, é feio. É errado. E é pura preguiça.

Sim. Preguiça mesmo. Porque ser simpático dá MUITO MAIS trabalho do que ser chato. É fato. Engolir aquela piada sem graça ou filtrar aquela grosseria que está na ponta da língua é, definitivamente, muito mais dolorido do que simplesmente mandar alguém à merda. O mundo caminha num ritmo tão acelerado e as pessoas estão querendo simplificar tudo, inclusive a forma de lidar com outros seres humanos.

Mas deixa eu dar uma dica pra vocês: NÃO TEM JEITO FÁCIL.

Não tem caminho curto. A porta é estreita e talvez você tenha que passar de lado, se estiver gordinha que nem eu. Seres humanos são, por si sós, complicados. E você deveria saber disso, já que é um ser humano – ao que tudo indica. E faz parte da sua vida viver em sociedade. E já que é pra viver em sociedade, que tal ser um pouco mais decente e tratar as pessoas de forma aceitável? Ser um pouco menos sociopata? Inteligência é, obviamente, uma coisa importante. Mas pensem comigo: se ser inteligente fosse tão difícil, não haveria tantos escritores maravilhosos e inventores brilhantes, correto? Esse é apenas um dom com o qual nascemos. Faz parte de nós. Já a gentileza é uma qualidade adquirida e, por assim ser, deveria ser, no mínimo, tão bem vista quanto a capacidade de resolver bem as palavras cruzadas ou apontar os sete erros de um desenho qualquer. Afinal, quantos Dalai Lamas você conhece?

Sobre essa vida loca

Já aviso que o post não faz muito sentido e foi escrito de uma vez só e postado sem edição. Por que eu tava afim ~ e não tava afim de reler ou editar. É isso mesmo.

Daí que ontem passei horas lendo esse blog e comecei a pensar que, bem, tá tudo errado no jeito que eu vivo a vida. Ok,  não tudo. Algumas coisas, de fato. Mas ainda assim são algumas coisas que fazem toda a diferença entre viver puxando os cabelos ou viver feliz como uma bolinha saltitante, seja lá o que isso possa significar.

Eu sou uma pessoa extremamente ansiosa. Sempre fui. Desde que me entendo por gente. Eu mal dormia na véspera do meu aniversário, ansiosa pelos presentes que eu ia ganhar, pela festa, pelo o que estava por vir. Também ficava dias e horas ensaiando para uma entrevista de emprego, não conseguia dormir direito no dia que precedia a bendita e, depois dela, ficava enlouquecida esperando uma ligação que, na maior parte das vezes, não vinha. É, essa sou eu. Chega a ser ridículo, mas eu sempre sou a que corre atrás de alguma coisa. Vocês podem pensar “Ora, mas é legal correr atrás do que você acredita, do que você quer e blá-blá-blá”. E é nessa hora que eu digo: “SÉRIO?”. I mean, É POR QUE NÃO É VOCÊS QUE ESTÃO CORRENDO NÉ? Minha gente, isso não é de Deus. É cansativo. É boring. É irritante, estressante e tantos outros adjetivos negativos que se possa adicionar.

Sempre pensei da seguinte forma: “Nada pra mim vem fácil. Se eu não correr atrás, nada acontece”. E, na maior parte das vezes, isso se mostrou verdadeiro. Mas, olha. Vejam mesmo o meu namoro. A gente vai fazer cinco anos, em dezembro. E, assim, eu não me esforcei para conquistar meu Weslley. Sério. Eu não fiz grandes coisas além de ser eu mesma. Eu também não acredito que ele tenha sido mais do que ele realmente é – até por que ele sendo ele já é mais do que suficiente. E mesmo assim nos apaixonamos e estamos juntos. No sacrifices required. Nenhum choro, nenhum ranger de dentes, nenhum correr atrás desabalada. Foi fácil – embora, CLARO, a minha ansiedade atacasse toda vez que eu sabia que ia vê-lo, mas né? Não dá pra pedir tanto. De qualquer forma, a forma como tudo se encaixou lindamente na minha vida amorosa sem que eu fizesse nada de esquizofrênico para que acontecesse totalmente desmente a minha teoria de que eu tinha que suar e feder a camisa para conseguir algo.

E daí meu mundo cai, que nem o da Maysa.

Por que, gente, eu passo minha fucking vida inteira pensando que, é, é isso mesmo, a gente tem que batalhar até morrer pra conseguir alguma coisa e daí vem esse cara e diz “pare de pensar no futuro e viva o presente, MEFELHE!”. Não que ninguém nunca me tenha dito isso antes mas de repente, no meio dessa loucura de meio/fim de período e inglês e vida social, isso fez mais sentido do que nunca. I mean, POR QUE TEM QUE SER EU? Na verdade, por que tem que ser alguém? Why somebody has to get crazy about the huge number of things to do? Always? Por que precisamos nos sentir mal por não querermos fazer alguma coisa? Por que precisamos ter esse número ilógico e mortal de atividades extras que nos tiram o tempo de fazer o que queremos ou de não fazer nada? Por que precisamos correr enlouquecidos de um local pra outro? Por que temos que perder o tempo que gastaríamos com quem amamos respondendo e-mails e telefonemas aleatórios?

Sim, gente. Suddenly I see que a minha vida é curta demais para espinhas pipocando na minha cara e raiva irracional de pessoas que, simplesmente, não querem se estressar tanto quanto eu. E é por causa disso que vou, aos poucos, cortar coisas as quais estão tomando muito tempo da minha vida e que não me trazem lá muito prazer. Eu quero, agora, me dedicar a ser. Ser mais, fazer/ter/estressar/xingar/reclamar menos.

Não sei ainda como isso vai ser. Certamente é um processo que requer algum tempo. Mas quem está com pressa?

A mania de querer as coisas difíceis

Crônica que escrevi na aula de redação jornalística III – e que a professora elogiou, viva! /aquelasqueseamostra

Tá. Então faz, basicamente, uns cinco anos que tento voltar, sem muita sorte, aos meus amados 58 kg. Acho que desde que eu notei que não pesava mais isso. Se bem que, apesar da minha memória me lembrar de que eu era uma diliça naquela época, eu não me recordo de ser particularmente feliz no tempo em que eu pesava o já mencionado peso. Na verdade, lembro até de achar aquela minha barriguinha (QUE BARRIGA, MEU DEUS?!) um tanto quanto ridícula e também de pensar que se eu emagrecesse uns dois quilinhos eu ficaria muito mais bonita.

E eu me pergunto por que nunca consegui perder aqueles dois quilinhos. E por que eu nunca consegui levar as dietas a sério, apesar de gastar um bom dinheiro em comidas caras e cenourinhas anãs.

Creio que pela mesma razão de que nunca deixei de roer as unhas, ou de cutucar as espinhas ou mesmo de pedir R$20 de comida chinesa para ganhar o bendito do SUPER CALÓRICO rolinho Romeu e Julieta:  auto-sabotagem. E não digo que seja uma auto-sabotagem burra, daquelas “quero-sofrer-para-sempre-me-deixe-em-paz”. Essa leseira específica tem uma intenção definida: a de deixar algo por fazer. A de manter algum objetivo à vista, para quando você estiver precisando de um.

Viajado isso, né? Acontece que eu acabei de comer o meu chocolate pós-almoço devidamente acompanhado do punhado de culpa que me cabe no latifúndio e não estou raciocinando muito bem. Mas eu vou tentar explicar.

Sabe aqueles momentos horríveis em que seu namoro acabou e você tá na merda, sem nada pra fazer? Daí, o que você pensa, depois de charfundar na lama da autocomiseração? Ao som de “Novo Namorado” (aquela música que tem a sacada GENIAL de que “o mundo gira, o mundo é uma bola”), você promete a si mesma/o fazer todas as coisas que sempre quis fazer e que nunca fez, tais como: Entrar na academia e MALHAR (não apenas passear); Parar de roer as unhas até o toco; Conseguir fazer uma dieta passar da segunda-feira etc.

Agora me digam o que é que a gente ia fazer se o namoro acabasse, você levasse bomba no vestibular ou qualquer dessas porcarias que acontecem o tempo todo nas nossas vidas e não tivesse NADA PARA FAZER? Nenhum projeto, por minúsculo que fosse, que ocupasse seu tempo e tirasse sua cabeça do que quer que fosse que você quisesse esquecer?

Acredite em mim, haveria muito mais suicídios. I’m not kidding.

Então, ao invés de nos tornarmos amargos conosco mesmos por razões tão aleatórias como ser incapaz de comer as cenourinhas que compramos no Bompreço – e que custaram uma pequena fortuna – demos graças a Deus pelo nosso senso de auto-preservação, que nos mantém sempre perto das batatas noisettes e longe das alfaces crespas. Essa mania de querer as coisas mais difíceis – desde o benquerer por aquele carinha gatinho do colegial que NUNCA NA VIDA notou nada além dos óculos gigantes e as espinhas inflamadas em você, à encasquetar de prestar medicina no vestibular (graças a Deus nunca tive esse tipo de ideia, mas enfim né), NOS MANTEM VIVOS.  Eu diria que é até instinto de sobrevivência, mesmo.

Se não quiserem agradecer a Deus, agradeçam a mim por ter disponibilizado, para vocês, uma desculpa tão legal para continuarem sendo qualquer coisa que vocês quiserem ser, de gordinhos a desordeiros.

Aceito o pagamento dos meus serviços em sundaes sabor napolitano e bolinhos de queijo frito.

Pareço legal, mas sou um porre

Outro dia estava lendo um dos meus blogs favoritos ever, o So Contagious, e a Annoca tava dizendo que sofria da Chronic Bitchface, aquela carinha abusada que faz com que as pessoas achem que você é daquelas que já acorda mandando a galera à merda, quando na verdade você dá bom dia até àquele besourinho que fez cocô no seu pão. E eu fiquei com inveja. Por que eu queria ser assim.

Sendo que eu sou o contrário.

Eu nunca encontrei ninguém na minha vida que dissesse que eu tenho cara de metida. Eu não tenho, gente. Não mesmo. Eu, geralmente, sou aquela pessoa de quem/com quem (sendo a primeira situação a mais comum) as pessoas riem. Eu causo identificação imediata. E eu não estou me gabando mas, quando eu quero (e a pessoa não é nenhum darth vader), eu faço amizade realmente muito rápido. Entretanto, já faz muito tempo que eu não quero. Ou que, pelo menos, me faço de difícil.

Vocês tem noção do QUÃO é irritante sempre ser a pessoa pra quem os outros perguntam as horas? Ou tentam conversar no msn? Ou no ônibus? Tudo por que você nasceu com essa maldita cara de simpática?!

Não é que eu também odeie todo mundo que vem falar comigo. Nem tanto nem tão pouco. Mas encontrar aquelas pessoas aleatórias, como Anna falou no seu post, é algo que realmente me tira do sério. E o que mais me irrita pior é que elas têm expectations que não chegam nem perto da realidade. POR EXEMPLO: Chega um pirralho FDP que não é pirralho, mas caiu no meu conceito para PIRRALHO por que ele estudou comigo e com a minha irmã. E nós temos 4 anos de diferença de uma para outra. VEJA BEM. Daí eu tô andando na rua, morrendo de calor, querendo chegar em casa logo para praguejar sobre o ônibus lotado quando um ser se posta na minha frente pra falar “ESTUDEI CONTIGO, VOCÊ LEMBRA?”.

A minha vontade é de responder “EU GOSTARIA DE NÃO LEMBRAR”, mas em respeito à minha própria reputação na vizinhança, eu respondo um “Aham” e continuo andando, de forma que o peste precisa quase correr para falar comigo. Em um certo momento da caminhada, ele desiste e vai embora.

Como eu já disse aqui, minha falta de paciência beira à sociopatia. Então, CARA, se eu nunca fui sua amiga – sequer sua colega, direito – POR QUE VOCÊ ATRAVESSA UMA RUA PARA FALAR COMIGO? Baseado em que estrutura? Admito que só pode ser culpa da minha maldita cara de simpática que, apesar de não ser das melhores (estou lutando para me desfazer desse problema), ainda engana alguns.

Acreditem em mim, é muito mais irritante ser julgada como simpática. Pelo menos no caso da Chronic Bitch Face a pessoa vai descobrir que você é super legal, depois de te dar alguma chance. No meu caso, a pessoa só vai se decepcionar.

Triste.

Sangue de barata: não trabalhamos.

Eu sou estourada. É a verdade, e eu nunca menti pra ninguém dizendo o contrário. E a minha falta de paciência beira à sociopatia. Eu já sei que eu não quero ouvir uma coisa antes mesmo da pessoa abrir a boca para dizer. Ou pelo menos, acho que sei. Don’t matter, a questão é que NÃO CONSIGO aguentar certos tipos de pessoas e certas atitudes. Fica entalado e eu tenho que falar alguma coisa. Até mesmo quando não é comigo.

Sim, minha gente. Eu sou dessas. E eu gostaria mesmo de estar brincando e tal, mas não estou. A raiva injetava nas minhas veias quando alguém faz uma merda com um amigo meu é praticamente a mesma de quando fazem a merda comigo – se não for maior. E vou te contar que NÃO ajuda ter uns amigos lesados, com jeito pra Madre Teresa. Na moral.

Insiro aqui a história da Eufrasina (nome obviamente fictício, tá?). Eufrasina sempre foi lesada, desde que se entende por gente. Do nosso grupo, sempre foi a que pegava o menor sorvete, sem muita reclamação. Sempre a que ficava com o namorado da Barbie mais feio – geralmente era um daqueles bebezões esquisitos. Sempre a que aguentava o bullying amigo sem muito stress. Isso era uma qualidade, entre os amigos, pois ela nunca era aquela que estilava. Sempre deixava pra lá e tal, não era de levar as coisas muito a sério. Mas daí Eufrasina resolve arranjar um namorado. 5 anos mais novo.  O pirralho ainda estava pipocando de espinhas. Eu pensei: “Tá, né, se ela quer, que eu posso fazer?”. Tudo bem, tudo ok.  Uma espiã próxima me contava alguns detalhes estarrecedores do lance deles, mas eu não queria me meter por que a) Eufrasina não chegou pra me contar nada e b) Essa espiã próxima é muito pior do que eu no nível sociopatia, então né? Não dava pra confiar 100%. Uns dois meses depois, chega a época do aniversário de Eufrasina. Ela organiza um jantar, para todo mundo conhecer o bunda-m… ops, namorado dela. Tá, eu tinha que ir, por que eu sabia que para Eufrasina era muito importante a minha aprovação do namoro dela, visto que Eu e Weslley também somos tomados como exemplo de perfeição amorosa entre os amigos íntimos (get a life, people, rs). Ok, tô lá e o cara demora séculos pra chegar. Ninguém mais aguentava esperar para comer o bacalhau. Quer dizer, deixou a galero com fome já perdeu ponto né. Mas nem falei nada, por que Weslley também é EXPERT em chegar atrasado quando não deve. Aí, quando o cara finalmente chega e eu penso que ele vai dar um abraço apertado em Eufrasina e coisa e tal ~~~~ necas.

Acreditem em mim quando eu digo que a forma como um cara trata sua namorada diz tudo. E se, na festa do SEU ANIVERSÁRIO, ele fala mais com a sua prima do que com você, tem algo errado. Tem algo muito errado nisso. Se ele não quer que você futrique o celular dele, também tem alguma coisa que não está certa. Se você está QUERENDO FUTRICAR O CELULAR DELE POR ALGUMA RAZÃO QUE NÃO SEJA VER OS JOGUINHOS QUE ELE TEM OU VER SE A CÂMERA DELE É BOA, também tem algo que num tá encaixando. Onde está a confiança? E por que ela não está aí?  Just saying.

E eu sabia de tudo disso. Sabia e fiquei calada, por que não quis me prender à uma primeira impressão. Vai ver o guri tava tímido, eu pensei. Sempre pode acontecer, né? Pois é, mas eu estava certa. Por que mesmo o mais grosso dos caras dá um abraço na namorada no dia da festa de aniversário dela, por livre e espontânea vontade. E esse não deu. E, por coincidência do destino (not really), esse pirralho partiu o coração de Eufrasina.

A época da highschool é a pior da vida de todo mundo, e vocês todos sabem disso. Tudo o que acontece, acontece com o dobro de drama e o dobro de impacto. Se namorar um cara 5 anos mais novo já não era essas brastemps, que que dirá ser TRAÍDA por um cara 5 anos mais novo com a ex dele, quando eles, ainda mais, estudam no mesmo colégio que você?

Eufrasina ficou em estado de choque. Eu fiquei PUTA de raiva e com vontade de dizer umas boas verdades na cara do bunda-mole (sem OPS agora) que fez isso com ela. Ela gostava dele de verdade. E o mínimo que ele podia fazer era acabar com ela, se não estava mais interessado. Não trair. Porra. Trair é…trair. É cruel, é nojento, é indigno.

E enquanto a minha mente arquitetava planos cruéis que incluíam arrancar as unhas do condenado uma por uma e fazer bullying virtual com o FDP, minha amiga tabacuda conversava EDUCADAMENTE com o nojento que se agarrara com a ex numa sala de aula qualquer, sem qualquer constrangimento ou consideração. Fiquei sem entender. Achei absurdo eu ter ensaiado tantos discursos esculhambatórios com ela e ela sequer ter se dado ao trabalho de usar um. Aquele que eu falava “VOCÊ É UM BOSTA, ME ESQUEÇA!” era maravilhoso e certamente seria indicado ao Oscar de melhor esculhambação pós-gaia já feita. Mas tudo por nada. Todo o meu ódio e a peste da menina resolve que NÃO VAI SE REBAIXAR. FGS!

Provavelmente Eufrasina é uma dessas pessoas que vieram pro mundo pra sofrer, por que né? Vai gostar assim de fazer a santa na China! Eu já vi que vim mesmo pra causar confusão e TO NEI AI. Então aqui adiciono o adendo a Eufrasina Cristina dos Santos: Já resolvemos o problema (eu e minha espiã próxima), com direito à unhas arrancadas, contato deletado do msn (e bloqueado com louvor) e ameaças de morte. Por que se fosse depender de você, né?

E esse post todo foi só pra dizer que tenho a síndrome de Márcia Goldschmidt. Não mexa com quem eu amo. Don’t you dare.

Fiuhwaufqie, you sucks.

Você é o maior exemplo de que até com quem não presta a gente aprende alguma coisa. É fato. Por sua causa, por exemplo, estou falando menos palavrão. Por que vi como fica feio.  Como o seu fiuhwaufqieahfsbcuysaugfet infinito pega mal. Observar de fora é tão mais didático, tô te dizendo. Te daria esse conselho, mas não sei QUEM você poderia observar por que VAMOS COMBINAR? Você é um saco. E eu não conheço ninguém que consiga ser mais insuportável que você.

Ainda me pergunto como te aturam.

To be a corselet user or not to be corselet user: that’s the question.

Esse post foi escrito no meio do ano passado, SO é bem óbvio, pra quem me conhece, que esse tipo de constrangimento já não se aplica a mim. We change.  E eu queria publicar esse post.

Então, você sabe que não tem nada a dever em algumas situações específicas da vida. Uma coisa que eu sempre tive vontade de fazer só para saber a sensação é comprar camisinha. E não qualquer camisinha, mas uma daquelas bem interessantes. Tipo, com sabor ou com aquelas características específicas – uma vez vi uma, acho que da Jontex, que esquentava e outra que esfriava, rs – de deixar os cabelos dos pudicos de plantão em pé. Então. Mas vocês já devem saber que eu simplesmente ainda não tenho colhões para isso. Por que tem aquela velha psicose: imagina se a menina da farmácia é filha e uma amiga da minha mãe e aí a amiga da minha mãe está vendo o meu orkut e a menina diz que me viu comprando uma camisinha super quinthura na farmácia onde ela trabalha e a mãe dela conta pra minha mãe, que me dá um carão e ainda conta pro meu pai?! Tudo bem, talvez minha mãe não me desse um carão por comprar camisinha, mas eu não quero que meu pai saiba que eu faço sexo. Gente, não rola. Mas estou divagando. Nem era sobre isso que queria falar, exatamente.

A verdade é que, assim como comprar camisinha, comprar um lingerie bem sexy é uma atitude completamente confessatória e, claro, só pessoas que realmente não tem nada a declarar para ninguém podem fazer esse tipo de compra sem olhar pros lados umas trezentas vezes. A questão é que lá estava eu, na C&A, super procurando um presente para Weslley – o aniversário dele é dia 23 desse mês, ele estará ficando mais velhinho, meu amorzinho – quando passei pela nova linha de lingerie das Pussycat Dolls. Bem. Parei na hora. Tinha um corselete simplesmente lindo, todo cheio de transparências, brilhos e essas coisas que sempre têm nessas lingeries sexies. I’ve spent simplesmente um século na frente do bendito corselete, pensando nas consequências de levá-lo (ou não). Por fim, decidi, enquanto o enfiava furtivamente na sacola de compras, que não custava provar. Pois bem. Entrei no provador, depois de passar pelo olhar no mínimo curioso da garota da porta, que fica pegando as roupas e nos dando fichas. Claro que me senti poderosíssima dentro daquele pedacinho transparente de underwear, mas né? Sempre tem um mas né. E, venhamos e convenhamos, COMO eu ia simplesmente vestir aquilo lá sem pedir ajuda a ninguém? Quero dizer, eu até poderia não pedir ajuda a ninguém, mas não é como se na minha casa desse para esconder algo como um corselete! E quando eu fosse lavar? Impossível ter um corselete sem fazer as outras pessoas pensarem coisas sobre você. E aí iam começar a pensar que eu tenho uma vida sexual. E eu, por enquanto, prefiro que meus pais pensem – ou pelo menos não tenham provas concretas do contrário – que eu sou um ser relativamente calmo, sexualmente falando. Não é por nada não, mas já sou problemática o bastante sem minha mãe querer trocar figurinhas comigo ou meu pai me ignorando completamente por eu ser uma garota saudável em todas as áreas da minha vida – inclusive nessa grande área (ainda) tabu. Enfim, gastei mais uns 15 minutos – sem exageros – pesando prós (!) e contras (!!!) de ser uma usuária de corselete. Ao final dos quais, é claro, optei pela opção bunda-molenga de deixar o corselete pra lá.

Não é todo mundo que está preparado para enfrentar com coragem com olhares recriminadores de caixas da C&A. Quem sabe da próxima vez.

Pensamentos de um ônibus cheio.

Na verdade, os pensamentos são meus. Eu acho.

Sabe que um dia desses eu estava voltando da faculdade – do primeiro dia de aula do período, actually. Que foi bastante bom. Tudo bem que eu tive que aturar o Sr. Olhos de Gata no Cio. E ainda terei que aturá-lo pelo resto do período. Provavelmente pelo resto do curso. Mas desde que ele guarde as piadinhas dele para ele mesmo não haverá problemas. Hm, I don’t see it happening. Quero dizer, ele guardar suas piadinhas para si mesmo. Mas, enfim, tinha uma professora que eu não conhecia. Ela geralmente ensina as turmas de Cinema, mas vai dar Técnica de Entrevista e Reportagem para a nossa turma de Jornalismo. Já empolguei de cara com a cadeira, embora eu veja que ela vai ser uma das mais trabalhosas do período. Mas estou divagando. Não era sobre isso que eu queria falar, de modo algum. Queria falar dos meus pensamentos no ônibus. Um em particular. Não sei se acontece com vocês, mas minha mente trabalha loucamente no ônibus. Tenho 387 ideias diferentes – e infelizmente, nem sempre uma caneta fácil para anotá-las. Mas eis que dessa fatídica vez eu tinha uma. Anotei e aqui estou para comentar com vocês.

Eu estava lá, sentada numa cadeira para deficiente. Não me olhem assim. Não tinha nenhum deficiente/velhinho/grávida em pé. De modo que não ia ficar em pé, olhando para  a cadeira vazia. Tem nem graça. Mas, enfim, fiquei me perguntando: O que impede alguém de ser mau caráter? É, juro, me perguntei sobre isso. Quero dizer, não um mau cárater cara de pau, que é mau cárater na frente de todo mundo e as suas atitudes não enganam ninguém. Acho que um mau cárater desse deixa até de ser mau caráter, por que QUEM é que vai cair nas armações de alguém que se sabe que não presta? E se a pessoa é alesada, me desculpa a sinceridade, mas merece mesmo uns pedalas da vida de vez em quando. Pra ver se toma jeito de gente e se endireita. Ora. A verdade é que não tem a menor graça (?) ser um mau caráter cara de pau. Por que, e a surpresa né? Mas o outro tipo de mau-caratismo, o verdadeiro. O que nos impede de ser assim? Quer dizer, o que me impede de enrolar uma faixa na minha perna todo dia e ande mancando, só pra conseguir que alguém me ceda o lugar no ônibus? Ou de colocar um travesseiro no meio da barriga e fingir que estou grávida, só pra geral ter peninha de mim e me deixar ir sentada do lado da janela, por que né. EU POSSO ENJOAR, ESSE NEGÓCIO DE GRAVIDEZ E TAL E COISA.

Deve ser aquilo que chamam de bom senso, né? Não sei por que o nome dele é bom, afinal de contas. Pra mim, não me serve de nada. Me impede de viver a vida menos estressantemente – ou vocês acham que é FÁCIL andar no CDU/Várzea lotado, em pé, com estranhos praticando um bullying (no sentido de bolinação, mesmo) em você? Deixar de estar sentado numa cadeira que, ok, não me pertence SÓ POR QUE NÃO É CERTO é algo que eu não consigo entender, embora continue fazendo.

Estou sendo sociopata, né Carolda?

Esse post não é para fazer sentido, gente. Foi só uma ideia que passou pela minha cabeça febril num ônibus lotado.

Esse texto começou a ser escrito dia 11 de agosto de 2010.

Just wrote it.

Me deu uma vontade de escrever, mas eu não tinha nenhum assunto. É assim quando eu estou lendo algum livro muito bom – ou relendo, como é o caso d’A menina que Roubava Livros. Seriously, não sei como tenho a audácia de ter O Mensageiro, do mesmo autor, em casa, há mais de um ano, sem nunca ter lido. Digam se não é uma cara de pau sem tamanho essa minha.

Estou achando estranho o rumo que minha vida tem tomado, minha gente. Eu não tenho brigado com a minha mãe. Talvez abrir minha boca grande para falar isso fuck it all up, mas tenho que dividir isso. Preciso. O meu choque é a esse ponto. Tem alguma coisa de esquisito quando a minha mãe chega em casa e me dá boa noite de um jeito amoroso. Ainda não consegui me acostumar completely, embora em certo momentos pareça mais do que natural. Isso tudo é, realmente, por que eu passei a arrumar a minha cama antes de sair de casa? Ou por que, ao invés de responder suas chateações à altura, passei a ignorar e ficar calada? Isso é por que eu passei a ajudar na limpeza da casa, na ausência da madrinha do meu pai, e ela passou a achar que – MAYBE, JUST MAYBE – eu sirvo para alguma coisa?

I think we’ll never know the reason. I don’t even allow myself to get happy about this. I’m afraid. I have this feeling, this horrible feeling, that this all is just a phase. Just a phase and, sooner than I can say ‘sooner’, everything will be exactly how it’s supposed to be. Or like I think it’s supposed to be. Whatever. Enquanto eu como minha Maxi Goiabinha, não posso evitar que o pensamento ‘É bom demais para ser verdade’ invada meus pensamentos e me deixe apreensiva sobre o que pode ser –  why not? – um novo degrau na minha vida. Quem sabe, talvez, eu esteja FINALMENTE me tornando adulta?

É uma resposta.

Embora eu não consiga acreditar muito nela.

Acho que ninguém jamais se sentirá adulto, correto? Eu não acho que me sentirei, algum dia, não importa que dia seja. Não importa que eu faça 80 anos, vou continuar achando que os adultos são meus pais, os pais dos meus amigos e qualquer pessoa que tinha mais de 15 anos quando eu nasci. Não eu. Eu sempre me sentirei criança demais para ser adulta. Imatura demais. Birrenta demais.

Mas olha, agora eu sou organizada. Sério. Claro que algumas partes do meu quarto permanencem impossíveis de se manter organizadas – mas isso mais por falta de espaço do que qualquer outra coisa. E minha mãe sempre quis que o meu quarto parecesse mais com um quarto e menos com um cenário para a terceira guerra mundial. Ela pode estar feliz pela casa dela finalmente estar ficando completamente arrumada.

Ok. Desisto. Não sei.

Não sei por que patavinas minha mãe decidiu parar de me torturar de forma violenta. Não sei sequer se ela parou de me torturar ou eu parei de me importar. Talvez ambos.

Talvez seja o momento de escrever menos sobre isso e viver mais, não é? Aproveitar. Mesmo que seja passageiro. Não tem sentido não ficar feliz, quando ter uma mãe normal foi o que eu sempre quis.

Tenho medo de que acreditando, isso desapareça. Como uma bolha de sabão, que quando a tentamos pegar, se desfaz no ar.

Finite Incantatem

Eu tentei permanecer intocável. Juro como eu tentei. Eu sequer fui para a estréia ou mesmo a pré-estréia, nos cinemas. Não que eu tenha ido a qualquer estréia na minha vida. Não que eu lembre, pelo menos. Anyway, eu não fui. Embora tenha ficado espiando a bagunça toda lá em Londres via youtube – não resisti, né? E a cada novo comentário de algum fã sobre o filme, meu coração ficava menor. “Vai acabar, dammit! Vai acabar e then não haverá mais o que esperar. Não haverá mais mágica”, era o pensamento da minha cabeça e do meu coração.

Meu coração está pequeno, agora mesmo, de lembrar disso. Meu coração esteve pequeno ontem, às 16h40, quando a cara de Voldemort apareceu grandona na tela 3D do cinema, sem nenhum aviso prévio. Tive vontade de gritar “Peraê, você do play, ainda preciso me preparar”, mas né? Até parece. Eu precisava de preparação, sim. Por que assistir a segunda parte do último filme de Harry Potter é dar, terminantemente, adeus à um pedaço muito importante da minha infância. Não me julguem por eu ser uma mulher de 21 anos e ainda me sentir menina. Alguém verdadeiramente se sente adulto, gente? Eu creio que sempre vou me sentir criança, não importa a idade que eu tenha. Que nem a Minerva, naquela cena. “I’ve always wanted to use this spell”. A felicidade de usar um encantamento novo no meio de toda aquela merda que Voldermort criara. Essa cena me tocou de uma forma que não dá pra explicar, a não ser dizendo que, simplesmente, fiquei com lágrimas nos olhos.

Fiquei com lágrimas nos olhos durante todo o filme. Até nas partes sorridentes, elas estavam lá. As lágrimas. Por que era um adeus. E onde já se viu um adeus sem lágrimas? As lágrimas jorraram, então, na parte que Harry Potter está na Floresta Proibida. Todos aqueles mortos, que o amavam. E que estavam simplesmente ali, no coração dele. “We never left”. Eu era um hidrante estourado naquele exato momento. Mal conseguia ver as imagens através dos óculos 3D que, por obra divina, não molharam com minha choradeira. Mas via. Eu não ia perder um único segundo daquele que seria o fechamento de, mais que uma simples série, uma forma de ver a vida.

Eu ainda não sei o que pensar do fim. Talvez eu ainda esteja na fase de negação. Não quero pensar que acabou. Não quero pensar que não haverá mais disso. Mais lições de amor passadas de um modo tão bonito e que se aplica TÃO BEM à nossa vida. Não quero acreditar que não haverá mais Hermione, com seu brilhantismo, Rony, com sua tiradas engraçadas ou simplesmente Harry, com sua coragem incrível.

Mas é como disse Neville Longbottom, não é? Ele não morreu em vão. Está aqui nos nossos corações. Pois é, Harry Potter. Para mim, você nunca há de acabar e as lições que você passou nunca hão de morrer. Eu vou desejar, sempre, minha cartinha para Hogwarts. E vou reler todos os livros sempre que der vontade – e mostrá-lo aos meus filhos, desejando que eles também se apaixonem por essa história maravilhosa. Você vai mesmo estar, pra sempre, no meu coração.

Obrigada, Rowling, por esse presente maravilhoso. We will never forget.