Pedacinho do Livro: Elis toma chuva.

Como estava meio sem criatividade esse feriadão, resolvi pôr o primeiro trecho de um livro que pretendo escrever. Espero que curtam! 🙂

A chuva caía pelo rosto de Elis, enquanto ela pedalava furiosamente. Mas que bela maneira de começar o ano, ela pensou. Bem, não havia muito o que fazer. Era claramente o seu dia de comprar os sonhos na padaria e a chance de Débora se oferecer de bom grado para ir por ela era menor que zero. A chuva ia engrossando, ensopando seu moletom vermelho que ganhara de Natal. Era um moletom caro e não fazia idéia da razão pela qual seus pais compraram aquilo para ela. Talvez achassem que a filha não se cuidava direito sozinha e queriam pelo menos ter certeza que ela não pegaria uma pneumonia. Bem, agora já era.

Ela estaciona a bicicleta e corre para dentro da Mile’s. Dane-se o cadeado. Eu não fico nessa merda de chuva nem mais um minuto, pensou. Empurrou a porta de vidro, causando o típico blém-blém do sininho que havia na porta.
Bom dia, Elis! Meu Deus, você está ensopada! – diz Suzannah, horrorizada – Precisa tirar esse casaco molhado agora, sentar e tomar um chocolate quente!
Ahh, não vai dar agora, Suze. Preciso levar esses sonhos pra casa – responde Elis. A Suzannah é a mãe do seu melhor amigo e sempre que pode, tenta ser mãe dela também. Sabe como é, coração de mãe sempre cabe mais um.
Mas menina! – exclamou Suze – Desse jeito você pega uma pneumonia! Elis deu de ombros. Se havia uma coisa com a qual não se importava era de bater as botas, no momento. Talvez fosse a forma mais fácil de fugir do que a esperava: O resultado do vestibular. Ela tinha certeza que não passara. Na verdade, ela nem sabia por que foi fazer a prova, quando claramente ela não sabia patavinas. De que adiantava passar noite e dia estudando, quando se é burra que nem ela?
Tudo bem – falou Suze, ao ver o olhar distraído de Elis – Mas me prometa tirar essa roupa molhada e se aquecer direito assim que chegar em casa!
Ok – disse Elis, para Suze para de encher – Onde estão os sonhos? Certamente precisava de uma dose extra de açúcar hoje, o dia em que uma nota imbecil ia decidir seu destino.
Aqui! – respondeu uma voz conhecida. Conhecida demais até. Elis virou para trás, onde ficava o balcão da padaria. Heitor estava parado, encostado no balcão, com seu bíceps extremamente perfeitos para alguém que leva uma vida totalmente NERD e o resultado de umas boas abdominais totalmente à mostra. Isso é realmente mais do que alguém agüentaria de manhã cedo, ensopada de chuva. Mas Elis realmente não se importava. Ela havia desenvolvido uma espécie de cegueira quanto à irresistibilidade do amigo dela. Afinal, amigo não é homem. Pelo menos não para Elis.
Bom dia Heitor! – exclamou Elis – É realmente incrível e encontrar de pé a essa hora de hoje! Sua ressaca já o deixa falar? – zombou.
Na verdade, eu desci para pedir às senhoritas que respirem um pouco mais baixo, pois minha cabeça está estourando. – disse ele, levando a mão à cabeça e fazendo uma imitação pouco natural de alguém com enxaqueca.
Claro, claro. Como não? – respondeu Elis, rindo – Passa os sonhos para cá.
Humm, eles parecem apetitosos – disse Heitor, abrindo o pacote – acho que vou afanar uns para mim. – disse ele, olhando para dentro do saco.
Mas nem pense nisso! – disse Elis, puxando o saco da mãe dele – Você ja tem uma mãe doceira. Não venha querer roubar meus poucos sonhos.
Nossa, mas que drama – respondeu ele, fazendo cara de magoado – O que você vai fazer mais tarde? – perguntou, enquanto enrolava uma mecha caída no rosto de Elis. Ela soprou a mecha.
Não sei – disse ela, olhando para o nada – Encher a cara depois de saber o resultado do listão.
Então conte comigo – disse ele, sorrindo – precisaremos comemorar!
Só se for você – sorriu ela, amarga – Mas enfim, me liga e nós combinamos.
Ela pegou os sonhos e correu para fora da padaria, tentando aproveitar o breve estio. Montou na bicicleta e jogou os sonhos na cesta. Levantou os olhos a tempo de ver o abdomên sarado de Heitor. Grande coisa. Vá pela sombra! – recomendou ele, acenando.
Elis sorriu, já na rua. Levantando os olhos, viu as nuvens negras, que pareciam seguí-la. Não que eu tenha muita opção não é? – pensou.

Luísa me indicou esse meme super legal (e enorme, hehehe) e eu vou me abster de indicar alguém em especial. Mas considerem-se convidados a fazê-lo.

Tinha tanta coisa que se encaixava aqui, então pus as primeiras coisas que me passaram pela cabeça. Me perdoem as bobagens, maaas é assim mesmo que eu sou! :D

Eu quero: Passar no vestibular.
Eu tenho: Um namorado maravilhoso.
Eu gostaria de ter: Muito dinheiro.
Eu gostaria de não ter: Espinhas, celulites e estrias.
Eu acho: Que é muita decadência parar para ouvir brega.
Eu odeio: A minha professora de Português.
Eu sinto saudade: Do meu amor, quase sempre.
Eu faço: Ouvir música. Todo o dia, o dia todo.
Eu fiz e não faria de novo: Algo muito chato que é melhor eu nem colocar aqui. :x
Eu fazia e deixei de fazer: Ver TV.
Eu escuto: De tudo um pouco, MENOS BREGA.
Eu cheiro: O meu amor, sempre que posso.
Eu imploro: Para Deus que eu FINALMENTE passe no vestibular esse ano.
Eu me pergunto: Se eu realmente serei Jornalista.
Eu me arrependo: De falar demais.
Eu amo: Deus, minha família, meu namorado e meus amigos de verdade.
Eu sinto dor: No primeiro dia de menstruação.
Eu sinto falta: Da minha avó.
Eu sempre: Sou suscetível às mudanças de humor alheias.
Eu não fico: Fazendo nada.
Eu acredito: Em Deus.
Eu danço: Britney Spears :O
Eu canto: Rita Lee
Eu choro: Se eu perdê-lo.
Eu falho: Quando não estou afim de fazer a coisa.
Eu luto: Se eu acreditar.
Eu escrevo: Sempre, por necessidade e vício.
Eu ganho: Coisa nenhuma. Sou uma lisa.
Eu perco: Pedaços de pele, esbarrando nos móveis da casa.
Eu nunca: Vou casar de vermelho.
Eu estou: Feliz.
Eu sou: Complicada.
Eu fico feliz: Quando estou com ele.
Eu tenho esperança: Que esse ano eu passo!
Eu preciso: Estudar mais!
Eu deveria: IDEM!

Ganhei da Luísa. OBRIGADÉSIMA! :D

Bem, esse eu tenho que indicar: Cynthia, Anna, Polly, Nati, Taah, Cris Santos e Caah.

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E DAÍ?

Ou sobre como todo mundo tem direito de ser feliz!

Cena comum: Garota feliz se aproxima de outra garota, esta sisuda. Olá amiiiiiga, fala a garota feliz, o que vai comprar pro seu namorado de Dia dos Namorados? Ao que a garota sisuda responde, não sem antes lançar um olhar de profundo desprezo para sua suposta amiga: Nada. Isso é apenas uma data comercial.

Sei que estou prestes a entrar em terreno PROFUNDAMENTE controverso, mas convenhamos, isso nunca fez a MENOR diferença pra mim não é mesmo? Além do quê, se vocês vêm aqui sempre, já estão pra lá de acostumados e eu, graças a Deus, já tenho alguma (toda) liberdade para falar o que eu quiser aqui.

Sinceramente, eu nunca disse que as datas comerciais eram datas comerciais. E, afinal, o que levaria uma pessoa a dizê-lo? E não me venha com a velha história de como-o-mundo-é-esse-poço-falso-e-capitalista. Sinceramente, já chegou o tempo de relaxar quanto à essa postura tão radical nossa. Não, eu não enlouqueci de vez, e não tentem tirar a temperatura do computador, por quê não vai adiantar mesmo. A questão é: De quê ADIANTA ficar se martirizando por quê todo mundo (inclusive VOCÊ) só pensa em dinheiro? O nosso sistema é o capitalismo, portanto O QUÊ VOCÊ ESPERAVA?

E dizer que o Dia das Mães, dos Namorados, dos Pais e o escambau é comercial, não vai mudar NADA no mundo. Ou talvez piore, até. Tem coisa mais deprimente que não receber um presente no dia dos namorados, por quê seu namorado acredita nessa comercialidade e a leva à sério? Por quê desmascarar uma realidade já tão dolorida e tirar nossas pequenas felicidades?

Sim, o mundo é duro e vendido e não duvidem nem por um segundo que ele é assim. Mas o amor REALMENTE existe e não vejo nada demais em mostrar, de vez em quando, seu amor em forma material. Por quê as pessoas estão sempre tentando fazer suas vidas tão aguadas? Por quê estão sempre tentando piorar o que já está ruim?

Para quem não viu, no post anterior, esse é um novo projeto. Consiste em fazer uma revista virtual, misturando um monte de blogueiros, idéias controversas e modos diferentes de ver a vida. Acho que vai ficar MUITO bom, então, se interessar, PARTICIPA! Quanto mais, melhor! Mais informações no próprio blog.

Vi por e achei tão legalz!
1. Escolher uma banda/artista.
2. Responder somente com títulos de canções da banda.
3. Escolher 5 pessoas para que façam o meme.
Banda:Skank.

1. Descreva-se: Réu e Rei.
2. O que as pessoas acham de você: Beleza Pura (HAHAHA).
3. Como descreveria seu último relacionamento amoroso: Amolação.
4. Descreva sua atual relação com seu namorado ou pretendente: Eu e A Felicidade.
5. Onde queria estar agora: Ali.
6. O que pensa a respeito do amor: Mil Acasos.
7. Como é sua vida: Sambatron.
8. O que pediria se pudesse ter apenas um desejo: Vamos Fugir?
9. Escreva uma frase sábia: É tarde!
10. Deixe um recado para os próximos amaldiçoados: Fica.

Racheii! Ótima né? Quem quiser fazer, considere-se convidado! :*

Pelo Direito De Achar As Coisas Estranhas

Ou como a realidade pode ser realmente opressora.

Alguém mais, além de mim, tem a impressão que as pessoas estão sempre esperando coisas de nós? Estão sempre esperando que:

  • Você seja uma flor de bondade, só por ser mulher.
  • Você ofereça um pedaço do seu Sonho De Valsa.
  • Você goste de fazer exercícios físicos, principalmente se você é TÃO JOVEM.
  • Você seja péssima em máterias exatas, só por quê escolheu HUMANAS para o vestibular.
  • Você não se importe com atrasos de 30 minutos, só por que são 2 de 15.
  • Você acredite em tudo que lhe dizem, concorde com tudo que lhe dizem e que seja LÓGICA e RAZOÁVEL.

Principalmente que sejamos lógicos e razoáveis.

E no QUE, exatamente, isso implica? Afinal, tudo depende do que significa ser LÓGICO E RAZOÁVEL na sua opinião. Todos defendem a pluralidade de idéias e comportamentos e tal, mas ninguém nunca pára pra pensar no que essa realmente implica.

É deprimente ver o quanto estamos longe do que realmente seria um RESPEITO às diversas formas de ver o mundo. Respeitar uma cultura é uma coisa. Deixar de ser você é outra. Estão sempre esperando que sejamos racionais e politicamente corretos. A nóia é tanta que qualquer idéia que contrarie mesmo que longiqüamente o ideal deles do que seria uma socieda UNIDA e feliz é chutada para o lado, não sem antes ser xingada e possivelmente chamada de desumana, ignóbil ou coisa que o valha.

Será que é desumano alguém achar o homossexualismo estranho? Convenhamos, não é a coisa MAIS natural do mundo. E será que ALGUÉM hoje em dia tem abertura para achar isso realmente estranho, sem ser olhado de lado pelos ‘politicamente corretos’ que, nem tão no fundo, acham a mesma coisa, mas guardam seus pensamentos ‘atrasados’ bem longe do campo de comunicação?

Nós crescemos tanto e pensamos que agora todo mundo pode se expressar. Nossa, COMO estávamos enganados! Só mudamos de foco. Antes, o legal era concordar com o natural, o simples. Hoje, qualquer coisa comum é simplesmente tachada de CARETA ou IDIOTA. E o que era natural antes já não é mais, e o up agora é encher a cara, vomitar nas pessoas, meter heroína nas veias e ser promíscua.

Sou CARETA e sou uma careta assumida. Não bebo, não uso drogas e só quero papo (e algo mais) com pessoas do sexo OPOSTO. Nunca traí, nunca cheguei bêbada em casa nem vomitei em ninguém sem estar doente. Enfim, nada contra quem já fez todas essas coisas e muitas mais. Todos nós temos o direito de viver nossa vida como bem entendermos. Mas ninguém, ninguém mesmo, pode nos obrigar a gostar de coisas com as quais não concordamos.

PS.: Eu não sou HOMOFÓBICA! 😀

Gente! Notícia URGENTE! Eu andei matutando e de repente me bateu uma idéia que, depois de comentar cou um ou dois (tudo bem, só com dois), criou asas dentro de mim: E que tal se nós fizéssemos uma revista virtual?

Estou, nesse momento, procurando gente que esteja interessada em fazer algo legal, junto comigo. Então, se estiverem interessados é só acessar o Vitamina De Idéias e darem voz à sua vontade! Mais informações no próprio blog!

Nunca Se Sabe!

Ou como toda porcaria serve para alguma coisa.

(Até esse OU inútil que eu sempre coloco logo após meus títulos igualmente inúteis, utilizados para nomear meus posts mais inúteis ainda).

Fui obrigada a acreditar e agora, obrigo vocês também! Acreditem, até coisas inúteis, como irmãs-mais-novas (hehehe, essa foi pra você caah) ou absorventes sem abas servem para algumas coisa.

COISAS QUE NÃO DÁ PARA ACREDITAR QUE SERVEM PARA ALGUMA COISA MAS QUE SERVEM PARA ALGUMA COISA:

  • Absorvente com abas: Serve sim! Ele serve para você pagar aquele mico magistral, no qual aquele líquido maravilhoso (sangue) mela delicadamente (toda) sua roupa (branca) e fica um tanto quanto – como dizer? – horrendo.
  • Ocarainsuportalvementechatodasuasala: Para falar a verdade, a serventia dele está na cara e a gente só não vê porque, depois de todo o ódio e vontade de matar que ele desperta em nós, pobres mortais, fica difícil se concentrar em qualquer coisa decente que seja. Está claro que ele é um enviado de nossos concorrentes, que desejam minar nossa força de vontade e fazer com que cometamos um assassinato antes de fazermos o vestibular, causando assim nossa prisão, para que não possamos pegar o que é de nosso direito (a vaga). Nada, é claro, que não possa ser resolvido com um pouco de veneno e a conivência de outros (todos) alunos da sua sala. Coisa simples.
  • O bolo que a sua amiga fez: Como veneno para o caso acima.
  • Transporte público: ele serve para que você fique emputecida com sua mãe/pai/namorado/irmã/Deus/Lula/Bush/mundo e tenha coragem de dizer umas boas verdades (ou mentiras, não importa) na cara deles. Seria o agente catalisador da reação megapower nauseante a qual seria seu quebra-pau com sua mãe/pai/namorado/irmã/Deus/Lula/Bush/mundo.
  • Aulas de Química: Para saber o que é um agente catalizador de uma reação. Mais nada. ( Em Tempo: agente catalizador de reação é aquele que adianta o processo por vir).
  • Segundas-Feiras: Para provar a você que é uma merdinha de filha de proletário, pobre e lascada, que tem que estudar duro se quiser ter algo na vida, e não filha do OH-GRANDE-MANDA-CHUVA-CAPITALISTA-GATES!
  • TPM: Para brigar com a mãe/pai/namorado/irmã/Deus/Lula/Bush/mundo. Também é um agente catalizador de reação.
  • Créu: Para sua irmã atazanar você. Para sua amiga atazanar você. Para seu pai ( ! ) atazanar você. Para seu namorado atazanar você. Para sua mãe ( !! ) atazanar você. Para você chegar à conclusão que nem você merece viver uma vida assim e se desfenestrar do seu apartamento. Só para depois descobrir que o máximo que cair de uma altura de dois andares (equivalente a aproximadamente 6 metros) é ficar paraplégica, como seu namorado faz questão de lhe lembrar, sempre que estuda a hipótese.
  • MTV: Para mostrar o quão ridículo é tentar ser descolado, quando se é burro. (Só vai entender isso quem assistiu a um episódio de MTV Na Rua, no qual Penélope xinga alguém que escreveu engraçado com um s. Ela disse que era com dois. O roto rindo do esfarrapado. É, a TV me dá naúseas.)
  • Testículos: Para poder dizer ‘PÁRA DE ENCHER MEU SACO!’
  • Celular: Para dar fora de área, quando você quer ligar pra o SEMPRE-ATRASADO do seu namorado e para fazer com que seus pais a vigiem sempre que quiserem.

PS.:Desculpem, ainda não consegui achar uma serventia para irmãs-mais-novas. Talvez seja zanzar atrás da irmã-mais-velha, enchendo seu saco inexistente até a quase loucura. Bem, ninguém disse que teria de servir para algo BOM.


Outra esperança invadiu minha casa! Mas, dessa vez, ela pulou para cima de mim, e como eu acho as esperanças muito bonitinhas e também acho um tremendo mau-agouro matar esperança, peguei ela e botei para fora, delicadamente.

Resposta do meu pai, delicadésimo, à minha pergunta de 'o que eu faço com ela (a esperança)?':
- Não sei. Come.

Ah pai, como eu te amo!

Inutilidades Escatológicas

Ou o que se aprende durante mais ou menos uma semana.

  • Que não importa o quanto você ache aquele menino imbecil. Não importa o quanto todos os seus colegas de classe concordem com você. Não interessa se ele só abre a boca para falar coisas igualmente imbecis. Ficar mandando ele fechar a boca-ânus dele, baixinho, não vai resolver a situação. E perguntar, à sua amiga, por quê é que ele não se mata também não faz a mínima diferença.
  • Que pior do que cair um raio na sua cabeça é cair um diâmetro nela. Er, ninguém nunca disse que professores de matemática precisam ser levados à sério. Disse?
  • Que o seu professor de geometria tem uma filha de 20 anos, que estuda na Faculdade Federal de Caruaru, mora com o namorado e esconde isso da mãe.
  • Que o seu professor de geografia percebeu que você emagreceu e cortou o cabelo. Adicione isso ao comentário: “Até que você está ficando melhorzinha!”. Nossa, me senti muito melhor depois dessa.
  • Que se você pôr uma caneta da metal no buraco da tomada, não vai tomar choque (desde que esteja usando sapatos isolantes não-molhados e não faça contato com a Terra de jeito nenhum-encostando a mão na parede, por exemplo). Mas, por favor, não tentem fazer isso em casa. Se minhas leitoras morrerem eletrocultadas, quem comentará aqui?
  • Que sua voz é irritante para pelo menos 3 pessoas que você conhece, sendo que nenhuma delas simpatiza com você nem mesmo remotamente. O que faz você não dar muita bola pro comentário. Mas dá bola o suficiente para encher a paciência do seu namorado dizendo que, tendo a voz irritante como tem, não poderá ser âncora da Globo!
  • Que seu namorado, por causas masculinas que explicarei um dia, prefere seu cabelo liso e longo. E que você também prefere assim, mas preferia que ele preferisse do outro jeito, pois da menos trabalho.
  • Que todos do cursinho devem acreditar que você tem poderes previsíveis, já que ninguém passa na sala e/ou deixa um aviso dizendo quando é o próximo simulado, o que faz você simplesmente enlouquecer quando vê que é já nesse domingo. E ninguém percebeu que você nunca ganhou na loteria. Argh!
  • Que as suas apostilas riem e apontam na sua cara. Elas zombam de você, chamam você para um briga mortal. Mas você está cansada demais para isso e levanta para comer um chocolate e ver uma reprise de 15 minutos.
  • Que Atroveran é placebo. E depois que você descobre que é placebo, não funciona mais. Agora, você só vai poder tomar Buscopan, que provavelmente é placebo também, mas pelo menos você ainda acredita.
  • Que você não faz idéia do significado da palavra escatológica, mas ela encaixou tão bem no título que ela, provavelmente, foi criada para ele. E ponto final!

Às vezes em aprendo um pouco de Função Polinomial do 1° grau só pra sair um pouco da encheção de saco.

PS.: Sim, eu sei que dicionário existe.

Quem gostaria de trocar e-mails? Eu sei que as pessoas devem achar esse negócio de carta meio chato, mas eu adoro! Se estiver interessado, please, deixe seu e-mail no comentário ou mande um e-mail para mim: mandyy.x@gmail.com

O Fantasma Do Portão

Ou: Alguém me dá um PROZAC!

De manhã cedo, no auge da minha lesera matinal, meu pai me manda ir pegar um cheque na casa da minha avó. Ok, a casa dela é do lado, mas subir até o terceiro andar de manhã cedo não é um dos meus programas prediletos. Mas enfim, lá vou eu, meio acordada, meio dormindo, o lençol arrastando pela calçada.

Abro o portão, e viro para fechar, quando escuto: ‘Ei, psiu!’. Olha para frente: Ninguém. Para os lados, atrás de mim. Nada. Ouço de novo: ‘Eii, psiu!’. Meu coração saindo pela boca, subos as escadas correndo. Tá, agora nunca mais venho aqui nesse prédio sozinha. Essa merda é mal-assombrada!, pensei. O pior é que uma parte do meu cérebro achou que aquele fantasma é muito dos sem-graça. A voz dele não era nenhum OHMEUDEUSQUEMEDO, era uma voz normal, de homem. E também ele não fez luzes piscarem, nem portas baterem…onde estavam aqueles fantasmas que eu li em A Mediadora?

Subi, peguei o cheque e fiquei calada sobre a minha experiência paranormal. Haha! Tanta gente querendo ver essas coisas e foi comigo, COMIGO, que um falou! HAHA, espere até Weslley saber disso. Ele, que vive querendo ver um fantasma! HA!
(Tudo bem, eu até já tive verdadeiras experiências paranormais. Mas essa seria mais uma pro meu currículo. Não, não vou contar nada, isso é assunto para OUTRO post, quem sabe.)
Quando paro de frente pro portão, para abrí-lo, ouço de novo: ‘Ei, psiuu!’. Sinceramente, pensei, vou ter que chamar o padre para fazer um exorcismo ou o que seja nesse portão. Será que alguém prendeu o dedo nele e morreu até sangrar? Meu coração pupulando na minha garganta e eu olhei pra trás e lá, na porta do lugar onde fica guardada a bomba d’água, estava ajoelhado o…VIZINHO DA MINHA AVÓ!
Oi menina, falou ele, como seu pai está? Como o meu pai está? COMO O MEU PAI ESTÁ? O cara quase me mata do coração e pergunta como o meu pai está? Ah, ele tá legal, respondi eu, fracamente, vai pro hospital hoje fazer mais exames, talvez se interne. Ah, que bom, respondeu ele, calmamente. Eu, com a mão no coração ainda disparado, fechei o portão e fui embora.

Adoro o cheiro de pseudo casos de paranormalidade pela manhã!

Maioridade Precoce

Enfim, acordei. Virei para o lado, olhei para minha parede branco-descascado-aparecendo-o-fundo-verde (pobre é uma desgraça) e lembrei: eita! hoje eu completo 18 anos!
Estranho. Sei lá, um dia você está batendo o pé por causa de uma boneca e de repente, buf!, você é uma adulta.

Não acordei sabendo a cura para o câncer ou para AIDS, nem descobri um jeito de acabar com as celulites definitivamente. Não me sinto mais adulta ou legal ou sexy ou mulher do que era 1 dia antes. Nem que era um ano atrás. Ou dois.

Não fiquei mais inteligente hoje, nem mais idiota. Não consegui mais liberdade que tinha ontem nem fiquei mais responsável. Enfim, sou a mesma, com algumas coisas melhoradas, mas não da noite para o dia.

Não consegui sair com meu namorado da noite para o dia, nem aprendi algumas duras lições familiares rapidamente. Não amadureci tudo ainda que tenho para amadurecer. Acho ninguém jamais o amadurece. Sempre há mais e mais para conhecer e nem todo o tempo do mundo é suficiente para o tanto de conhecimentos, lembranças e situações que preciso adquirir/conhecer.

Estou um pouco mais velha. Sou responsabilizada pelos meus atos e já posso tirar minha carteira de motorista. Mas não me sinto adulta. Me sinto transitiva. Sem ser criança nem adulta.
Enfim, pouco importa em que classe me encaixo melhor.

O importante é, não importa que fase da vida esteja vivendo, que a viva da melhor forma possível, tirando lições das coisas ruins e guardando lembranças doces de coisas boas!

PS.: Mas que eu gostaria de ter descoberto a cura da celulite, queria sim!

Pensei até em fazer um post especial para o Dia Das Mães, mas deixei pra próxima. Minha mãe e eu somos uma complicação só, devido aos nossos gênios completamente opostos. E vivemos num quebra pau dos infernos, mas eu a amo e enfim, um dia a gente se entende.
Que todas as mães do mundo sejam muito felizes, sempre! :D

A Morte Da Esperança

Ou como é bom olhar debaixo da cama antes de atolar veneno embaixo da mesma.

Eu estava calmamente deitada, terminando Férias, de Mariah Keys (Não, eu estava atoladamente deitada. Na verdade, a palavra correta é derrubada, vencida por nocaute, balançando a bandeira branca. Na véspera de um feriado de uma semana infernal como essa, a única coisa que eu realmente podia fazer era me render à minha cama, depois de derramar algumas consideráveis lágrimas nada doces e, depois, me entreter com histórias alheias. Ok, ninguém perguntou isso, mas também não mandei perderem seu tempo lendo meu blog!), quando entra minha irmã e fala: ‘Tinha um bicho esquisito debaixo da cama. Meti veneno nele. Estava fazendo um barulhinho esquisito!’. Ao que eu resmunguei um ’tá bom’ e continuei a ler.

Mais tarde, ao me dirigir à este PC onde agora digito mais essa história inútil, minha irmã aproveitou para tomar coragem (sim!) e ver a cara do bicho que tinha matado. Não antes, claro, de me chamar para dividir sua descoberta.

(Sim, ela estava com medo que o inseto a atacasse depois de jogar litros e litros de veneno na cara dele.
E, bem, medo irracional quanto à insetos é simplesmente herança de família. Vocês saberão em outro momento.)

Ela foi varrendo devagar o inseto para debaixo da cama, e ele realmente me pareceu estranho. ‘Não me lembro de nada assim, que bicho esquisito’, falei. Quando já estava pensando em algo extraterrestre ( e me animando de que, existindo vida extraterrestre, talvez eu pudesse me mudar para o tal planeta, onde não ouvessem mosquitos da dengue nem CRÉU), reconheci, não sem um forte pontada de dor, o pobre inseto.

‘É uma esperança!’, falei tristonha.

‘EU MATEI UMA ESPERANÇA!’, desesperou-se ela.

‘Ah, tudo bem. É só um inseto’, rebati.

Essa última frase, claro, faz parte daquele grupo de frases as quais são faladas apenas para acalmar as pessoas ( e a si mesmo), sem que precisem ser (na maioria das vezes não são) verdade.
Como por exemplo:

‘Não se preocupe, ela não vai ligar. Ela não gostava desse perfume mesmo’
(Para alguém que derrubou o perfume predileto da sua irmã, que não é nenhum doce de pessoa.)

‘Ah, tudo bem. O que são uns beijinhos afinal? Que bobagem, você nem gostava dele!’
(Para a sua amiga que traiu o namorado e que, claro, não vai perdoá-la)

‘Ah, não tudo bem. É sério, pode ir, não se preocupe!’
(Para a pessoa que acabou de pisar na sua unha encravada. UI!)

‘Errrr… Será que minha mãe gostava muito daquele copo? Ah, acho que não, ela nunca usava!’
(Para você mesma, quando quebra um dos copos que sua mãe ganhou de presente de casamento, os quais ela, SIM!, não usava para, SIM!, não quebrar..! Er, er!)

Enfim, no meu íntimo, senti uma dor de ver aquele animalzinho verde, com um nome tão desejado, morto. Foi como se minha própria esperaça tivesse sido borrifada com RAID e morrido, aos poucos, intoxicada por aquele veneno mortal.

PS.: Preciso parar de ser tão ‘transcedental’. Era APENAS um inseto!

Campanha Da Amizade

Blog Escrito Com Amor

Blogueiros Que Sabem Comentar

Fui indicada pela Ciça para da Campanha Da Amizade e os dois últimos selinhos foram indicações da Luísa!
Obrigada, obrigada e OBRIGADA! Fico muito por lembrarem de mim!

Indico para os três: Cynthia, Tati, Gabi, Lolita, Lola, Anna, Aline, Caah .

Estranhezas

Ou sobre o quanto eu posso ser realmente sensível.

Todos nós sabemos o que uma TPM pode fazer com uma pessoa. Inclusive a quem não está sentindo. Essa pessoa se torna um tê-pê-êmico passivo, como dizem por aí. Ok, não dizem isso por aí, mas isso não importa realmente, pois não foi sobre isso que vim falar aqui. Já é realmente ruim sofrer de TPM e ver todas as pessoas próximas à vocês simplesmente tendo que aturar seu mau (péssimo) gênio. Ou não.

Mas enfim, há algo pior. Sim, depois de diversos estudos, pesquisas, noites mal-dormidas, depressões e alguns cafezinhos para segurar o sono é COMPROVADO: existe algo pior que a maldita tensão pré menstrual! (ok, não houveram noites mal-dormidas, nem diversos estudos e nem ao menos o cafezinho. apenas alguns bate-papos ocasionais com duas (!) amigas.) E essa coisa é a depressão pré-aniversário.

Tá, essa não é mais uma babaquice que inventam simplesmente para justificar o bode constante de algumas pessoas. Juro! Tudo bem, sei que eu, com meu mal-humor constante, sou definitivamente pouco confiável. Mas se vocês ainda lêem meus posts devem confiar pelo menos um pouquinho nas minhas palavras. Então! O maior problema da DPA é que, no meu caso, ela tem o efeito contrário da TPM. Se nesta última eu desenvolvo um amor à práticas sanguinárias, sadismo, respostas caústicas e à desfenestração de seres supostamente imbecis, na DPA simplesmente eu viro uma coisa hiper-sensível, deprimida e difícil de compreender.

Basta apenas dizer que eu fico magoada com as coisas que eu faço às outras pessoas:

Eu: Eu fui muito chata com você, pode dizer.

Ele: Não foi não, nem notei.

Eu: Fui sim, pode dizer. Eu sou muito chata. Coitado de você..!

E passo todo o resto do tempo deprimida

Ele:O que você tem?

Eu: Nada.

Ele: Vai, fala amor.

Eu, com vontade de chorar: Nada amor…quer bolo de chocolate?

É sério, deviam me impedir seriamente de andar por aí no meio de pessoas normais. Não dá pra confraternizar calmamente com alguém que tem tantas variações no humor. Não sei não. Acho, às vezes, que sou um perigo para a humanidade.

PS.: Podem dizer, sou viciada em siglas.