Vamos agradecer.

Estou aqui hoje numa tarefa ingrata. Sim, ingrata por que ela me obrigará a pôr (o meu pôr sempre terá chapeuzinho, don’t matter what) o dedão na minha própria cara e me acusar, junto com meio mundo de gente malagradecida nesse mundo. Sim, hoje eu vim falar de você, meu amigo, e de sua mania de reclamar de tudo. Da minha mania de reclamar de tudo. Da nossa… ah, você entendeu. O que eu vou falar não é novidade para ninguém, mas sabe? Acho válido.

É muito mais fácil ver os defeitos nos outros. Não quero começar com conversinha moralista-politicamente-correta, vocês sabem que isso sequer combina comigo. Mas é fato, não é? Nós estamos de fora, observando. E podemos ver com muito mais clareza, quando não estamos envolvidos no ocorrido. Tudo isso para dizer que, hoje, enquanto eu lia os tweets da minha timeline, notei que uma certa seguida minha RECLAMA PRA CACETE. O nome/user da benedita não vem ao caso, até por que não deixei – ainda – de seguí-la por ser reclamona. Mas, enfim, ela não reclama pouco, não. É muito! É o tempo todo. Nada a faz feliz! Se tá frio, ela reclama. Se tá calor, ela reclama. Se é doce, é muito doce. Se não é doce, é sem gosto. QUER DIZER. E enquanto eu lia os tweets mal-humorados e reclamões dela, me emputecendo a cada nova linha, me vi ali. Simplesmente me vi, e vi o resto do mundo. Os reclamões mal-humorados que fazem parte da nossa vida.

Reclamar faz parte. É direito nosso. O twitter tá lá pra isso. Concordo com tudo isso em número, gênero e grau. Mas olha: tudo tem limite. TUDO. E eu acho, assim, importante. Agradecer. Agradecer, sabe? Nós não agradecemos muito, hoje em dia. Passamos pouco tempo felizes pelas realizações na nossa vida. Eu me lembro, agora, do caso do meu contrato de estágio, no qual passei MAIS DE UM MÊS numa lenga-lenga sem fim, tentando conseguir a assinatura da minha universidade sem NENHUMA SORTE – Murphy tava com a bexiga. Daí que, depois de muito choro e ranger de dentes, consegui a assinatura. Me livrei. Tirei AQUELE peso das costas. E me perguntem se fiquei MUITO FELIZ? Ok, fiquei aliviada. Fiz até um cachorro-quente comemorativo, que dividi com Weslley e Carol, minha irmã. Mas, fora isso, não me empolguei tanto. Minha felicidade não durou nem um dia inteiro. Se muito, foram horas. Enquanto meu aborrecimento durou dias, semanas, meses. E interferiu em várias áreas da minha vida.

Isso exemplifica o quanto somos (eu e minha reclamona do twitter) mau-agradecidos e incapazes de nos alegrar com as pequenas felicidades da vida. Um bombom que te trazem, uma notícia boa de um amigo, um graça auferida. Precisamos agradecer. Precisamos abrir os olhos para as coisas boas que nos acontecem todos os dias. Precisamos agradecer a carona que nos impede de pegar ônibus para voltar para casa, o bom-dia amoroso do namorado pela manhã e favor que resolve a nossa vida. Precisamos, mais do que que agradecer, FICAR FELIZES COM ISSO. E parar de ser TÃO negativos a respeito de tudo.

Focar no lado negativo das coisas é prejudicial à saúde – dá ruga e cabelo branco.

PS: Essa finalização foi pensada a partir do trauma de ontem à tarde, quando a mulher do cursinho de inglês disse que eu parecia tem 25 (e eu só tenho 21). MAS PENSEMOS PELO LADO POSITIVO: Ninguém jamais pediu minha carteira em boates e filmes para maiores de 18 – não que eu vá muito nesses lugares, MAS ENFIM!

Duas coisas

Vim aqui dividir duas coisas com vocês:

  1. Desisti do #365project, a exemplo da Dani. Quero dizer, já fazia um tempão que o projeto andava mal das pernas, então né? É aquela coisa mesmo: ter a obrigação de fazer algo que – na verdade – gosto de fazer torna tudo mais chato. Vou continuar tirando fotos, mas elas não vão mais para o projeto.  Entretanto, estou pensando em começar um novo photoproject. Me aguardem!
  2. Meias quentinhas fazem toda a diferença entre dormir bem ou não dormir bem.  Sério. Tentem.

A arte de ignorar.

É. Eu ainda não entendi por que e como, quando estamos reclamando sobre algo ou alguém que nos irrita – nos tira do sério, nos dá vontade de virar um homicida por alguns segundos loucos – o nosso interlocutor tem a coragem (a audácia, eu diria) de olhar com uma cara de tédio para nós e sugerir: simplesmente ignore. Acho que quem sugere algo assim não está ainda familiarizado com a arte de ignorar, que é TUDO, menos simples.  Primeiramente, observemos que para qualquer pessoa com a quantidade correta de sangue correndo na artérias, veias e vasinhos sanguíneos, ficar calado ouvindo algo que NÃO SE QUER OUVIR é uma tarefa um tanto quanto hérculea. Para a minha pessoa então, que definitivamente considero que, no meio da quantidade correta de sangue, alguém jogou um boa quantidade de pimenta, é uma tarefa praticamente impossível. Tudo isso para falar que eu estou treinando a minha própria pessoa nessa arte incrível. Na verdade, eu não paro de treinar um minuto sequer. E quem é a minha maior treinadora (ou pelo menos a mais chata)? Minha mãe, claro. Agora vamos a pequena grande lista de coisas que eu estou aprendendo a ignorar, para felicidade geral da nação.

—-

Mas o importante é não desistir, certo?

Falo mesmo, porra.

Estava vendo um vídeo do reclamão do Felipe Neto sobre dublagem, ainda há pouco. Ele xingava, emputecido, a mania da galera dos estúdios (que fazem a dublagem dos filmes americanos) de suprimir todo e qualquer palavrão da fala dos atores. E me vi concordando com ele, coisa que acontece com bastante frequência (Joguem pedras em mim, mas gosto dos vídeos dele. Sim, sei que ele é uma das celebridades das quais ele ADORA falar mal. Mas continuo gostando dos vídeos dele #entãomeprocessem).

Não é uma palhaçada que não se possa falar a PORRA de um palavrão sem que tenha alguém para apontar o dedo na sua cara e falar ‘ai-meu-Deus-cê-precisa-parar-de-falar-palavrão’? Pior do que isso:  não é um saco que as pessoas fiquem observando cada detalhe da sua fala, para avaliar e depois jogar na sua cara depois? Minha mãe, claro, é a principal habitante da categoria irritantemente enlouquecedora de pessoas que avaliam o bendito do meu PORTUGUÊS FALADO: “Ah, você não devia falar ‘mermão,vei'”, “Para de falar ‘tipo'”, “Você é uma jornalista, você NÃO PODE FALAR ASSIM” são exemplos de frases que tenho que aguentar e escutar com um sorriso na face. Sim, por que já DESISTI de dizer que, MÃE, MINHA LINDA, PORTUGUÊS FALADO É DIFERENTE DE PORTUGUÊS ESCRITO. Sério, tá?

Não se faz análise de português falado, gente! A língua falada caracteriza o lugar e a classe social na qual a pessoa se encontra. E GÍRIA E PALAVRÃO nunca foram indicadores de burrice. Ninguém, cacete, é obrigado a perguntar “Como vais?” quando encontra alguém, quando se pode falar simplesmente um ‘E aí, vei? Beleza?’. Já pensaram, que tosco? Você chega pra falar com uma amiga (“OIIIIIIIIII, QUEEEEEEEEEEENGA!!!!”) e ela te responde “Olá, Amanda! Que prazer em vê-la! Como vais?”. TENHA DÓ. Se acontecesse comigo, eu ia pensar que a pessoa tava com raiva de mim, por que né? Só isso explicaria tamanha formalidade.

Não tô dizendo, aqui, que a formalidade na língua não é importante. Claro que é. É preciso se manter um padrão. É preciso ter uma norma culta. Mas a formalidade já tem seu lugar nos livros, jornais e demais montes-de-papéis-escritos. E a norma culta é apenas e tão-somente para ambientes nos quais VOCÊ PRECISE SER CULTO, oras! A sua forma de se expressar deve mudar de acordo com o seu papel social. E ninguém, MAS NINGUÉM MESMO, vai me obrigar a pisar em ovos na fala dentro da minha própria casa ou entre os meus amigos.

Ou até mesmo no meu blog.

Sério. Vocês já me lêem há tempo suficiente para saber que, sincerely, I don’t give a fuck para o que vão pensar do que eu escrevo aqui. Primeiro por que esse é um blog pessoal. P E S S O A L, galera. Eu não ganho dinheiro com ele e nem pretendo ganhar. Eu sequer sei por que ele ainda consta no meu currículo – ah, é pra provar que sei mexer com WordPress! Ninguém está proibido de lê-lo, mas se quiser lê-lo é por sua conta e risco. Eu mesma não me responsabilizo pelo que escrevo aqui, por que nunca se sabe com que humor vai me dar vontade de escrever um post. E vocês sabem, post é a coisa mais fácil de escrever. Cê vai lá, clica no ‘new post’ e depois clica no ‘publish’ e pronto, a merda tá feita.

O que eu tô achando um saco é essa mania, agora, de não apenas querer que todo mundo seja ecológico (com essa mania eu até concordo), mas que seja também abstinente de sexo, de palavrão e de vida social. GENTE? VAMOS COMBINAR? Vocês vieram para a vida pra viver ou para ficar observando os outros viverem? POR QUE PUTA QUE PARIU, hein?

Da minha parte, acho que palavrão é uma coisa extremamente necessária. Tem coisas, como eu costumava teorizar com minha amiga Carol durante os intervalos das sacais aulas do nosso terceiro ano, que apenas um puta-que-pariu bem articulado resolve. E as gírias mantêm a língua viva. Por que quem faz a língua somos nós, gente. E, não é por nada não, mas não vi ninguém criar uma extremóclise nova, viu. Agora os tipos, mô-veis e mermãos da vida continuam firmes e fortes. And coming.

Just saying

Acho engraçado como as pessoas pensam que é tudo assim, de graça. Sem nenhum esforço. A galera chega pra mim e fala: “Poxa, você teve muita sorte por ter encontrado Weslley, assim, de cara”. Aham. Concordo. Mas deixa eu contar uma pra vocês, meus amigos camaradas: de nada adiantaria encontrar Weslley se eu não estivesse ‘preparada’ para Weslley, certo? Digo preparada por que, acreditem, nenhum namoro maravilhoso acontece sem esforço de ambas as partes. Tá? Eu não sou perfeita, Weslley não é perfeito. Ninguém precisa ser. Mas todos precisam ter jogo de cintura para fazer as coisas darem certo.

Não se iludam: nós não concordamos em tudo. Eu sou mais marrenta, ele é mais conservador. Eu sou meio mal-humorada e ele é palhaço. Eu gosto de ler e ele já viu quase todos os filmes pelos quais me interesso.  Mas ninguém precisa ser igual para se dar bem. Só se precisa de boa vontade e, CLARO, amor. Amor é indispensável.

Amor é o que faz você ligar mais uma vez para seu namorado para avisar que já chegou e o está esperando, mesmo quando você já ligou 10 vezes e ele não atendeu. E a despeito de toda irritação que você possa estar sentindo. É o que te impele a deixar pra lá alguma coisa chata/boba que teu amor possa ter feito e que você não gostou, ao invés de brigar e arrancar os cabelos. É o que te faz pedir desculpa por algo que você nem acha tão grave assim – mas que, sendo grave o suficiente para irritar o seu amor, termina se tornando importante enough para você se desculpar. E acreditem, essas pequenas coisas fazem a diferença entre um namoro feliz e um com uma briga a cada esquina.

Não estou dizendo aqui que a pessoa deva ser uma Amélia e não reclamar de nada. Mas há de se ter maturidade para identificar o que vale a pena discutir e o que é desgaste desnecessário. Eu mesma, com quatro anos e meio de namoro, ainda estou engatinhando. Erro, percebo meu erro, me corrijo. Tento fazer pequenas surpresas e demonstrar o quanto o amo todos os dias. É, sim, algo que se faz diariamente como o velho clichê da regagem de plantas. O amor tem que ser, sim, cuidado todos os dias. Ele pode aparecer, bonito e dengoso, na sua frente. Mas se você não souber tomar conta dele, não dura muito. Não dura o pra sempre.

Amar é se importar. É ser altruísta. É pensar no melhor pro outro. E vocês devem saber que isso é um exercício DIÁRIO. Alguns dias a gente nem nota.  Em outros, fazê-lo se mostra bem difícil. Mas é necessário. E nos torna pessoas melhores, no final.

Então não fiquem por aí, se sentindo tristes e achando que eu sou a maior sortuda do mundo. Ok, eu sou a maior sortuda do mundo. Mas vocês também podem ser. Apenas fiquem de olhos abertos e coração preparado, para quando o seu amor chegar.

PS: Weslley, te amo.

Uma questão de princípios

Ou como NÃO TÁ FÁCIL não ser perfeita.

Toda essa lenga-lenga começa na tarde de hoje, mais especificamente na mesa do almoço, com o meu pai, mãe e irmã num restaurante x que não vem ao caso. Não sei exatamente como a minha estrutura dentária virou assunto, mais uma vez, de discussão na mesa. Mesmo eu já tendo deixado claro que, nem sob tortura, eles farão eu deixar alguém colocar na minha amada boca aquelas malditas estruturas métalicas que, UM DIA, eu já tive a loucura de colocar, eles insistem em insistir que eu PRECISO NECESSITO NÃO POSSO VIVER SEM um maldito aparelho ortodôntico.

E aí, entramos numa conversa sobre perfeição. Eu era toda ‘a pessoa tem que escolher se ela quer ser feliz ou ser perfeita’ e minha mãe ‘é muito bonito uma pessoa com dentes perfeitos’. Meus argumentos foram vulgarmente ignorados, por que com a minha mãe é bem assim: ou é o que ela fala ou é o que ela fala. Cê tem duas opções. (?!)

Eu já sofri com aquela porcaria. O anel do bendito se enfiou na minha gengiva, meus gânglios incharam por conta disso e ficaram doendo por um bom tempo – sem falar na quantidade de sangue que perdi com a dentista tentando EXTRAIR o anel da minha pobre gengiva (que, claro, já estava podre de gengivite nesse ponto da história). Sem falar que eu não sorria. Sério, nunca me adaptei ao uso do aparelho e nunca consegui sorrir sem me achar um monstro. Até por que né, EU JÁ USO ÓCULOS. Com aparelho eu era a própria aberração esquisita e nerd do colégio – embora ninguém falasse isso, thanks God.

Mas o que é realmente estranho é que eu até penso em colocar, só pra me livrar dessa falação no meu pé do ouvido. E comecei a pensar O QUÃO MAIS FÁCIL é simplesmente abanar a cabeça para tudo. Sério. Nunca tinha me dado conta disso, mas venhamos e convenhamos, o é. Eu começo agora a repensar todas as pessoas que, antes, eu julgara boazinhas. Agora me pergunto se elas não são simplesmente covardes. Sim, sim, concordo com você. Deve haver uma linha, ainda que tênue, que separe a bondade e o altruísmo da simples covardia de defender seus pontos de vista, o que você acredita. Eu não faço IDEIA de como reconhecer essa linha. E nem tenho muito interesse, por que sei que, no fundo, todos nós sabemos conhecer alguém bom – e alguém covarde. Né?

Anyway, creio que colocar um aparelho me inseriria, rapidamente, na lista dos covardes, não é? E dos burros. Por que eu já sei o que é, já sofri com isso, não quero colocar, é uma questão puramente estética e vai me custar dinheiro e tempo. Tudo isso pela perfeição que eu NEM QUERO? Não. Tudo isso para me ver livre da falação da galera – principalmente minha mãe, que consegue irritar até um monge tibetano em estado de nirvana. Não é/seria muito corajoso da minha parte.

Então, mãe, pai, irmã, aqui vai um recado para vocês: ficarei com a minha arcada tronxa pelo resto da vida por uma questão de princípios, tá? Não levem pro pessoal, mas nunca quis ser covarde, sorry.

Alguém tem alguma tática para fazer eles calarem a boca? SÉRIO!

AQUELE livro aberto: eu.

Tem horas que eu paro pra pensar no que Weslley disse. Que, um dia, eu vou ficar famosa, daí todo mundo vai saber tudo da minha vida, por que eu sou livro aberto e disponível para download na internet. E a razão dele ter falado isso foi o blog.

Por que né. Quem vem aqui SABE que eu sou mesmo um livro aberto. Diria mais, escancarado. Vocês sabem de todos os meus perrengues. Seja na faculdade, amigos ou família. Sabem de todos os meus amores. Na verdade, um só né? Weslley. Mas, na época que eu não tinha um único amor (aquela coisa da amores platônicos que todas nós trabalhamos quando éramos adolescentes – beijo pra você que ainda é), vocês estavam lá, partilhando das minhas pequenas aflições e felicidades. Convenhamos que vocês, lendo o meu blog, têm todas as armas possíveis para me fazer sofrer. Vocês sabem que eu detesto fígado, alho e gente metida. Vocês sabem o quanto eu amo Weslley e o quanto ele me faz feliz. Era só adicionar uns e tirar o outro que vocês veriam a minha desgraça total e completa.

Essa é a hora que eu deveria estar com medo, né?

But I’m not. Desculpa, gente, mas em 7 anos de vida blogueira, conto nos dedos as dores de cabeças que a vida blogueira me deu – e nem que eu contasse nas células do corpo conseguiria mensurar o quão feliz ele me fez. Todas as amizades lindas que conquistei, estou conquistando e, com certeza, ainda conquistarei jamais ganharão das picuinhas que aparecem eu tudo quanto é lugar por tudo quanto é razão. Eu não tenho medo. Não tenho nenhum receio. Obviamente, acho irritante algumas pessoas que conheço pessoalmente – algumas, tá gente, BEM ALGUMAS – lerem o meu blog. Mas no sentido do constrangimento e não do medo que a pessoa vá usar alguma informação daquela contra mim. POR QUE OLHA GENTE, não é só aqui que eu falo demais. Uma pessoa relativamente simpática que conversar comigo uns 20 minutos vai ficar sabendo muito coisa sobre mim – nada como meu endereço, telefone ou coisa assim, mas algo como o presente que ganhei do namorado, o quanto o cheiro de fígado é odioso e o livro que eu estou lendo no momento.

Então, no fim das contas, não faz muita diferença. Deixar de falar tanto sobre mim na internet não vai rolar. Primeiro, por que eu sou egocêntrica. Não, não se iludam achando que sou daquelas super altruístas. Poucas pessoas conseguem me inspirar altruísmo. Na maior parte do tempo gosto mesmo é de mim  e de falar de mim, como a maioria das pessoas normais. E o meu blog, querendo ou não, ajuda nisso. Até por que, HAJA ALUGUEL DE OUVIDO. Quem que ia aguentar tanta lenga-lenga? Só vocês, mesmo, meus queridos leitores. Segundo, eu quero ser lida. Mas do que ser escutada. Ser lida. Como a maioria das minhas amigas blogueiras, eu quero ser escritora – quem sabe até publicada e lida! Enquanto meu sonho não se realiza, vou me virando por aqui, do meu jeito.  E terceira e última razão: aqui posso dizer o que quero sem quase ninguém ler. Ok, outro dia vi que 76 pessoas assinam meu feed – se não for isso, culpem o GR, ele que mentiu pra mim – e, possivelmente, me lêem regularmente. E por mais que saber que 76 pessoas se dão ao trabalho de ler, frequentemente, minhas palavras – quase sempre bobas e inúteis – alegre meu coração, isso não faz do meu blog um IT BLOG, né? O que, de certa forma, me faz feliz. Ainda posso reclamar da minha mãe, da mulher que pisou no meu pé e ainda reclamou e da saudade de Weslley.

A propósito, amor: não adianta. Nunca vou deixar de ser essa vida escancarada que você nasceu pra amar. Nem aqui nem em canto nenhum. Mas, se serve de consolo, saiba que você nunca sai da minha boca, do meu pensamento ou dos meus dedos digitando esse fool post.

 

 

Fica a pergunta

Eu não sei bem por que, mas sempre me interessei por essas coisas da mente, sabe? Na verdade, eu tenho uma tendência  procurar explicações várias para determinados acontecimentos e, definitivamente, o fator psicológico sempre exerceu uma força sobre mim. Me peguei fascinada, durante as aulas de Psicologia da Comunicação, onde estudamos grandes teóricos da Psicologia no viés da comunicação.  Gente, quantas explicações abstratas para coisas que conhecemos tão de perto.

Engraçado mesmo é eu nunca ter nem passado perto de um terapeuta. Até semana passada. Eu explico:  sugeri o assunto psicanálise para uma pauta – que terminou virando terapia, em geral, e depois EMDR (uma técnica terapêutica específica). E aí, né. Tive que ir entrevistar umas terapeutas e ver como funciona as coisas. E gente, eu me vi morrendo de vontade de visitar uma, como quem não quer nada, e ver no que dá. E me vi morrendo de medo também. Na última entrevista que fiz, comentei de leve minha queda de cabelo e a terapeuta já foi de pronto: “Perda de cabelo está relacionada a um sentimento de perda. O que você perdeu?”. Fiquei meio esbaforida e deu vontade de soltar um “PERA, MOÇA, NUM TÔ AQUI PRA SER ANALISADA NÃO”. Mas né. Soltei um sorrisinho e me saí.

Tenho muito medo do que pode estar escondido dentro da minha cabeça, bloqueado. Não sei bem se quero saber dessas coisas, sabe? Quer dizer, tem uma RAZÃO para a minha mente ter banido certas lembranças para o meu inconsciente. Há uma briga feroz entre minha curiosidade nata e minha prudência, que me manda não mexer no que tá quieto.

Graças a Deus, a média de preço por consulta ajuda a resolver o dilema. Fico sem terapia. Quem sabe um dia? Quem sabe..?

 

 

 

 

O que será que eu perdi?

Organizando os dinheirinhos

Toda vez é a mesma coisa, né? Chegam as contas e você se ver perdida no meio de tanto papel gritando “ME PAGUE”. A trilha sonora da sua conta no banco é “VERMELHO, VERMELHAÇO, VERMELHUSCO, VERMELHANTE, VERMELHÃO”. Você se acha a pessoa mais incapaz de ter duas moedas no bolso para bater uma na outra e você já virou melhor amigo do Mussum, né (aquele peixe liso)? Que coisa, amigos. Mas olha, EU, que já estive no fundo do poço e que, esse mês, quitarei todos os cartões de créditos e tesourarei-os, POSSO AJUDÁ-LOS.

Bem, na verdade, nem tanto. Mas posso dizer o que eu fiz para sair dessa pindaíba que funciona mais ou menos como um ciclo vicioso.

  • Pare de gastar no cartão. É, eu sei que parece impossível e, às vezes, é mesmo. Para mim, a única saída foi tesourar o maldito, por que olha gente, NÃO TINHA OUTRO JEITO. O fato é que enquanto você não parar de gastar, toda a sua receita vai ser direcionada para pagar despesas de cartão e você vai ficar sem um tostão furado e vai ser obrigada a gastar no cartão de novo – o que nos leva ao nosso bendito ciclo vicioso.
  • Vá às compras já sabendo o que quer. É importante listar os itens que você precisa ANTES mesmo de sair as compras, para evitar perder o foco. Perdi as contas do número de vezes que saí pra comprar um esmalte e voltei atolada de coisas que nem eram TÃO urgentes e necessárias assim. Se você está com o orçamento apertado e precisa reduzir gastos, é primordial focar no que é REALMENTE NECESSÁRIO. Então, antes de gastar o rico dinheirinho que você tanto quer bem, pense com o quê está gastando.
  • Compre com dinheiro. TODO MUNDO SABE que a melhor saída é comprar à vista. É mais fácil de conseguir descontos e essas coisas. Mas o que eu quero focar aqui é na sensação de DAR O SEU DINHEIRO MUITO SUADINHO em uma determinada coisa. Acreditem, você vai pensar muito melhor quando der o seu dinheiro vivim pra alguém.  Comprando no cartão e dividindo em 1 milhão de vezes fica difícil visualizar o seu dinheirinho indo pro ralo.
  • Organize seus gastos. Ok, você acha que fazer um orçamento é um saco né? Acontece que ajuda, e muito, a fazer você se controlar financeiramente. Se você é que nem eu e tem preguiça de planilhas do excel, pode tentar o Organizze. É um software online que nos ajuda a ter uma visão geral de nossas contas. Dá pra organizar gastos em categorias, agendar pagamentos parcelados e vê o quanto você está gastando por mês e em quê percentualmente. Aconselho MUIITO o uso desse site mas, claro, você tem que atualizar SEMPRE os seus gastos, senão fica difícil ter uma visão verdadeira do que ocorre com seus dinheirinhos. Então, sempre que gastar, guarde as notinhas e dê uma passadinha no Organizze para atualizar sua planilha virtual. 😉
  • Abra uma poupança e POUPE! Não basta abrir a poupança. Você tem que se propor a poupar algo. Mas esse é um passo a ser dado para DEPOIS que você sair do vermelho. Recomenda-se poupar de 5 a 10% do que se recebe no mês. Eu ainda estou nos 5%, mas pretendo aumentar progressivamente esse percentual. Fica mais fácil poupar se você tiver alguma finalidade para esse dinheiro poupado. Comprar um Macbook? Fazer um inglês? Viajar? Vamos guardar dilmas, entonces!

Agenda – modo de usar

 

Quantas pessoas vocês conhecem que compram agenda todo ano e vivem loucas, esquecendo tudo quanto é coisa? Pois é gente, acho que a galera acha que agenda é uma coisa mágica do gênero COMPROU-ORGANIZOU A VIDA. Só para deixar claro: NÃO É ASSIM. Não é mágica. A agenda é um instrumento e, mal utilizada, não vai servir para nada. Mas, NÃO TEMAM. Estou aqui para ajudar vocês a aprenderem a usar suas agendas e serem FELIZES.  Ou pelo menos organizados. YAY!

  • Escolha a agenda que atende às suas necessidades. De primeira, eu aconselharia uma normal, com dias do mês e tudo o mais, um dia por folha e tal. As permanentes são mais difíceis de manter organizada e as de visão semanal são meio pequenininhas demais, mal tem espaço pra escrever (é, sou espaçosa). Eu também prefiro as que têm meio que um mini-plajamento mensal antes de cada mês. Acho válido para tem um overview de como será aquele mês e o quão fudjida você está – meu caso, rs. Mas né, cada um é cada um. O importante mesmo é que a agenda atenda ao que você precisa.
  • Anote TUDO. Tem gente que acha que só deve anotar compromissos do trabalho ou da faculdade. Eu digo:  TUDO DEVE SER ANOTADO. Minha gente, esse hdzim que a gente chama de cérebro SÓ VIVE LOTADO e não é tudo que consegue ficar na nossa memória acessível. Então, se você quer que aquela amigona do primário sua continue olhando na sua cara, anote o bendito aniversário dela. De preferência, no semana/dia anterior (depende do seu medo de esquecer) e no dia do aniversário, para você já estar sabendo bem antes e não correr risco de pagar mico e perder a amiga. Claro que o exemplo do aniversário é hipotético – por que quase todo mundo tem facebook e ele lembra os aniversários né. Mas bem aplicável aos outros compromissos da nossa vida né? Então, não importa se é de ordem pessoal, profissional ou acadêmica –  se for importante, ANOTE.
  • Consulte todos os dias. Não é só pra se sentir A EXECUTIVA falando ‘vou consultar a minha agenda’. É que, se você não consulta a bendita agenda, corre o risco de fazer com que ela não sirva ao seu propósito, que é ajudar a gerenciar suas tarefas. Ou de colocar mais tarefas do que pode lidar para um dia só. Então, sério, olhe sua agenda todos os dias.
  • Atualize-a. Você deve atualizá-la todos os dias. De preferência, agende o dia vindouro no dia anterior ou de manhãzinha, assim você sabe o que tem que fazer durante o dia e pode handle on it com o tempo que você tem disponível – que será bem maior do que se você decidir se agendar aos 45 do segundo tempo. Também é importante, sempre que algum compromisso mudar de data, você MUDAR A DATA NA AGENDA. Parece óbvio, mas muitas vezes o esquecimento disso causa alguns transtornos – por que, como eu já disse, o seu hdzim é cheio and it’s like ” Pô! Já tenho que lembrar da data original. Agora também tenho que lembrar da certa?”.
  • Para evitar stress, coloque todas as informações necessárias na agenda – de forma direta e prática e com indicações que você entenda depois – quando for a algum compromisso. Nesse caso, a agenda vira um salva-vidas num encontro no qual você não conhece o lugar/a pessoa/a situação. Eu, particularmente, quando tenho que entrevistar alguém, por exemplo, sempre tenho na minha agenda nome e sobrenome, telefones de contato, endereço com referência e um mapinha do google maps mostrando a rota a ser feita – ajuda, se vocês são perdidas que nem eu. Assim, eu concentro informações importantes em uma única ferramenta e não preciso ficar procurando por informações aleatórias em lugares diversos. Poupa tempo e evita cabelos brancos.
  • Risque itens já feitos. É importante, ajuda a visualizar a quantas anda seu dia e DÁ AQUELA FELICIDADE. Por que, COM CERTEZA, você já fez uma to-do list e sabe a satisfação que dá riscar cada itenzinho cumprido, né? Pois é, é bem isso.
  • Destaque itens importantes. Escreva com caneta colorida, marque com marca-texto, coloque setinhas com leds brilhantes. Don’t matter, apenas chame atenção, na agenda, para o que tem prioridade. Você também pode organizar os itens por prioridade, mas acho isso complicado, por que meio que desorganiza aquelas agendas que tem as linhas divididas por horário, sabe?  Além do quê, podem surgir coisas no meio do dia bastante urgentes e você não poderá colocá-las lá no topo, não é? Então continuo achando a técnica do destaque à marca-texto/caneta colorida/whatever mais indicada. Mais dicas sobre destaque e formas de instrumentalizar sua agendinha linda nesse texto aqui (Thaís, você ahaza!).